domingo, 26 de junho de 2016

Ciudadanos-Ciutadans: A "nova" direita espanhola

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Fundado em 2006 na Catalunha sob o nome de "Ciutadans de Catalunya", uma plataforma cívica que logo deu origem ao partido "Ciudadanos, partido de la ciudadania" presidido por Albert Rivera, antigo membro das juventudes do PP, partido de (extrema) direita ainda no poder na Espanha (o PP ainda governa de forma transitória até que um novo governo seja formado após as eleições de hoje, 26 de junho).

Em pouco menos de 10 anos de atividade o partido de minoritário em sua região original passou a disputar as primeiras posições em diversas pesquisas eleitorais no âmbito espanhol, pese sua popularidade não ter, até então, se convertido em votações suficientes para alcançar o primeiro lugar e, nas últimas eleições regionais (2015), ter conseguido uma votação inferior à necessária para influenciar significativamente a formação dos governos regionais e das principais capitais espanholas - mas com musculatura suficiente para se aventurar no processo de eleição do presidente do governo espanhol.

Nem de direita, nem de esquerda... E sem dúvida nem de centro

O Ciudadanos se coloca como partido de centro, mesmo de centro-esquerda, pese na prática o quadro ser significativamente (ou mesmo radicalmente) diferente. Diversas lideranças do partido possuem passagens pelo PP ou mesmo por partidos ainda mais direitistas ou mesmo falangistas (ideologia professada por Francisco Franco). Por vezes se declaram liberais e efetivamente muitos de seus quadros - como muitos do PSOE - acabam por defender, ainda que timidamente e muitas vezes de forma ambígua, agendas progressistas, como a laicidade do Estado ou o direito ao aborto, porém se colocam à direita em questões econômicas, tendo mais afinidades com o PP que com o PSOE - pese se oferecerem para formar alianças com ambos, visando chegar ao poder de qualquer forma e denunciando sua falta de base ideológica.

Rivera e outras lideranças partidárias modulam seus discursos sociais para cada audiência, seja na questão do aborto, na questão da imigração ou mesmo em relação às touradas. Em abril de 2014, por exemplo, o Ciudadanos foi o único partido a, junto com o PP, defender a limitação ao acesso à saúde a imigrantes ilegais no parlamento da Catalunha, assim como propôs a proibição do uso de burka.

A única base, porém, sólida do grupo é a da defesa da unidade da Espanha e a negação do direito de autodeterminação de catalães, bascos, galegos e outros povos presos na colcha de retalhos étnica que é o Estado espanhol. Pese sua origem catalã, chegam a se unir em manifestações com partidos da mais radical extrema-direita em manifestações contra a independência desta região (ou nação) da Espanha. Uma das mais significativas críticas feitas pela esquerda à formação é exatamente a facilidade com que se juntam ou mesmo aliam com forças de direita e extrema-direita a fim de conseguir seus objetivos e para promover sua propaganda. O partido professa ainda abertamente ideais individualistas, de "cultura do esforço" e um Estado mínimo, uma receita que apenas aumentaria a desigualdade em um país já assolado por crises sociais e políticas.

Mas existem outras críticas.

O partido se orgulha de declarar-se "nem de esquerda e nem de direita", mas diferentemente do Podemos e de seu líder Pablo Iglesias (que chegou a dar declarações semelhantes), suas posições são nitidamente de direita e neoliberais. O partido não questiona o sistema, mas o sustenta, e nisto se diferencia enormemente das bases fundamentais do Podemos, partido constantemente comparado com o Ciudadanos, pese as poucas semelhanças.

O partido se diferencia do PP apenas de forma cosmética. Algumas poucas questões voltadas à liberdades individuais, visto que o PP é um partido de caráter mais conservador. Poderíamos dizer que ao invés de um terno italiano feito por um alfaiate usado por um membro do PP, o membro do Ciudadanos usaria um blazer, camisa polo e sapato da Osklen. No fim a mesma elite, a mesma "casta", porém com uma cara mais moderna e palatável às novas audiências. O Ciudadanos agrega elementos liberais ao caldo conservador do PP. De certa forma se complementam. 

Este liberalismo acaba também por aproximar o partido do PSOE, que a cada dia migra mais para o centro e menos se diferencia de muitas das políticas pró-mercado do PP. 

Em linhas gerais o Ciudadanos se apresenta apenas como uma versão mais nova do PP, com uma cara mais light e com uma história menos ligada à ditadura, com uma militância mais nova que em muitos casos lembra os grupelhos pseudo-liberais brasileiros sempre prontos a apoiar as políticas mais reacionárias possíveis. O Ciudadanos seria o sonho de consumo da "nova" direita ligada à "escola austríaca", uma direita em muitos aspectos mais perigosa que a atualmente no poder.

O Ciudadanos vem ocupar o lugar do UPyD (União, Povo e Democracia), um partido muito semelhante, porém com menos apelo popular que o primeiro e que vem minguando exatamente pela ascensão do partido de Rivera. Muitos de seus quadros, como era de se esperar, migraram para o Ciudadanos. Em muitos casos, os quadros mais radicais.

Não apenas o seu presidente, Albert Rivera, fez parte do PP (pese por muito tempo ele ter negado seu passado), mas a coordenadora do partido em Extremadura, Victória Domínguez, fez parte do PP e do regionalista de direita UPEX. Em Viladecans, na comarca de Baix Llobregat, o militante e candidato do partido Manuel García Florido saiu do partido e migrou para o xenófobo Plataforma Per Catalunya (PxC), do falangista Josep Anglada que, ainda, declarou que todos os militantes do Ciudadanos na cidade haviam migrado para seu partido. O coordenador de suas juventudes em Madri, Carlos López Martín - posteriormente expulso - ficou conhecido por uma série de tuítes preconceituosos e por sua proximidade com movimentos falangistas, assim como eram falangistas três dos cinco dirigentes do partido em Getafe. Francisco Gambarte, ex-candidato à presidência da região de Astúrias foi outro que, no twitter, declarou que "limparia a bunda" com a bandeira catalã. 

Diversos outros membros do partido estão sendo investigados (ou foram condenados) por envolvimento em casos de corrupção, o que para uma formação que sequer chegou aos 10 anos de idade demonstra uma vontade tremenda de se apropriar dos cofres públicos.

Resultados conflitantes

O Ciudadanos, enfim, se mostra um partido de direita infiltrado por falangistas e ex-membros do PP que mantém uma posição ambígua ou mesmo claudicante em relação a temas sociais ao passo que defendem políticas neoliberais no campo econômico. Porém, o hype em torno do partido se mantém, inclusive com cidadãos de esquerda apostando pelo partido como uma alternativa ao bipartidarismo PP/PSOE e mesmo frente ao Podemos que, para muitos, seria muito radical.

Os resultados das últimas eleições, porém, demonstram que muito do apoio ao partido acaba por se diluir na hora da votação. Pese terem chegado em quarto lugar nas últimas eleições espanholas, ajudando a criar um cenário de quase impossibilidade de se formar um governo estável (com PP vencendo por pequena margem, PSOE em segundo e o Podemos pouco atrás), a votação do partido foi muito aquém do esperado - e do investimento feito por parte considerável da mídia e do "mercado". Nas eleições de 26 de junho de 2016 o resultado do partido provavelmente será inferior à das eleições gerais ainteriores.

O apoio ao Ciudadanos tem diminuído passado o hype inicial e também, pode-se pensar, devido ao crescimento de forças locais, municipais e regionais que pese terem concorrido em conjunto com o Podemos, não fazem parte do partido e mesmo nutrem críticas em relação à sua forma de se organizar. Não é possível, no entanto, chegar a um veredito único.

Porém, uma certeza que fica é a de que tanto os dois partidos tradicionalmente majoritários, PP e PSOE, começam a perder força ao passo que Podemos e Ciudadanos tem participado de uma luta própria. Até o momento com o Podemos saindo-se melhor (numericamente).

A "direita chic" encarnada pelo Ciudadanos ainda não foi capaz de transformar sua boa presença nas pesquisas efetivamente em votos e tampouco pôde oferecer seu apoio a qualquer partido que possa lhes garantir algum poder como sócio, ao menos não de forma consistente - mas foram bem sucedidos em encantar o PSOE, que nunca teve problemas em mostrar o quão pouco comprometidos estão com suas bases, sua história e com a esquerda em geral, e fecharam um acordo para apoiar a posse de Pedro Sánchez para que este possa governar o país.

Pese o acordo entre PSOE e Ciudadanos, o Podemos pode acabar com segunda força e, então, ter a preferência em uma coalizão com o PSOE que excluiria o Ciudadanos.

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Alguns rápidos comentários sobre o #Brexit

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O voto dos mais velhos e dos mais pobres/menos educados pesou fortemente na Inglaterra, assim como o voto identitário: Quanto mais inglês e menos Britânico, mais forte o voto pelo #Brexit
Escoceses e Norte Irlandeses votaram em peso pela permanência independentemente de fatores educacionais e etários. Gales ainda é uma incógnita para mim, pese à primeira vista as áreas onde mais se fala o Galês tenham em geral se dividido no voto pela permanência/saída.
A questão dos mais velhos e dos menos educados/mais pobres é importante, porque trata-se em boa parte daqueles que se sentem deixados pra trás, dos que mais se ressentem da imigração. Muitos vivem sem aquecimento, com salários achatados, passando dificuldades e pensam que com menos imigrantes e com o #Brexit sua situação melhoraria. Não é um voto desprezível, pese o raciocínio por trás não seja de todo inteligente. Claro, partidos de caráter fascista aproveitaram o embalo.

Importante notar que a falta de políticas sociais, como affordable housing, pode ter pesado nesse voto. A classe operária teme o contínuo influxo de imigrantes que "roubam" empregos e aqui lembramos de Zizek, que critica a falta de capacidade das elites políticas em lidar com a imigração e de reconhecer o temor daqueles em geral mais afetados (os que recebem menos e tem menor especialização). Não importa se o temor é ou não justificado, ao não tratar da questão, ao não discutir, acaba-se abrindo flanco para ataques da extrema-direita e para euro-céticos. 

É preciso ter em mente que muitos dos votos da classe operária pelo Brexit, mesmo que diante do temor da imigração, não é, em si, racista, mas é mais fácil chamá-lo dessa forma do que lidar com a raiz dos problemas.
From my research I would argue that the referendum debate within working-class communities is not about immigration, despite the rhetoric. It is about precarity and fear. As a group of east London women told me: “I’m sick of being called a racist because I worry about my own mum and my own child,” and “I don’t begrudge anyone a roof who needs it but we can’t manage either.

A Europa merece muitas críticas, mas é na união que se faz o debate e não cada um por si.

Curiosamente, as regiões inglesas que mais votaram pelo Brexit são as que mais dependem economicamente da União Europeia.

Imediatamente após os resultados o Sinn Feinn (nacionalista irlandês) emitiu nota contra a decisão e isso pode acabar sacudindo o processo pela independência da Irlanda do Norte, que há alguns anos está estacionado.

Na Escócia, o caminho provável é o da independência através de um novo referendo. Não deixa de ser irônico que durante o referendo passado o Reino Unido afirmava que se a Escócia votasse pela independência, sairia também da União Europeia, mas foi ficar na união com a Inglaterra, Gales e Irlanda do Norte que custou à Escócia sua permanência na UE.

Não deixo de pensar que a decisão pelo #Brexit foi muito mais influenciada por um medo (artificial) da imigração do que de forma refletida, baseado em prós e contras reais. O Conselho da Cornuália, por exemplo, espera manter o financiamento da União Europeia, algo que obviamente não vai acontecer. 

O voto dos que se sentiram excluídos e vítimas de políticas de austeridade
E isto pode colocar em perigo o processo de renascimento da língua Córnica. Na verdade o Brexit coloca em perigo a sobrevivência de línguas minoritárias como o Galês, o Gaélico (irlandês e escocês), o Scots e o próprio Córnico. 

“If our countries left the European Union, we would be excluded from the rights shared by European citizens. We would furthermore be at the mercy of governments that have shown neither the interest nor the desire to protect and promote the rights of speakers of our nations and regions’ languages, and have throughout much of our shared history conducted aggressive language policies designed to eradicate our languages.
“Neither would we have access to European language project funding, which would be detrimental to non-governmental and educational bodies.
“Leaving would impede our young people’s prospects and employability; European funding has offered vital investment for many of our communities’ economies.
“The EU has been, and can be further still, a great bastion of hope for the minoritised languages of our countries.”
Longe de negar (ou afirmar) que imigração não seja um "issue", não é separando o Reino Unido da União Europeia que o problema será resolvido.

E sanguessugas como a Marine Le Pen já começaram a tentar se aproveitar. Importante notar que não apenas a extrema-direita ficou feliz, mas muitos na extrema-esquerda também. A tese de alguns é a de que o fim da União Europeia significaria o fim do capitalismo ou ao menos facilitaria a luta contra ele. O que acontece, na verdade, é que apenas força o capitalismo a se reinventar diante das dificuldades e todos sabemos quem serão as primeiras vítimas desse processo. Setores da esquerda, na ausência de projeto concreto e viável, embarcam em projetos fracassados como se não houvesse amanhã. 

Como já disse, a UE merece críticas, muitas, mas a desintegração não é o caminho. Melhor o trabalho dentro de marcos comuns, de um processo de integração, do que cada um por si. É mais fácil (ou talvez menos difícil) buscar mudanças por dentro de um processo de integração ou de um bloco integrado, do que cada um no seu quadrado.

Enfim, meu sentimento, compartilhado por muitos:
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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Quando o PSOL largará o osso e fará oposição real ao PT?

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Assisti ao programa do PSOL ontem. Gostei muito. Mostrou bem o descalabro em que deixaram o país estes treze anos e meio de governo do PMDB.
Ironia, creio, clara. 

O programa do PSOL passou minutos arengando contra o PMDB, partido que pese merecer todas as críticas, foi sócio do PT por menos da metade dos 13 anos do partido no poder. No caso do Rio, o PMDB governa, mas não sem o imenso apoio e sustentação dados por PT e PseudoB.

O problema é que o discurso do PSOL é eternamente o de "ah, o PT não é tão mal assim, dá até pra gente compor com eles". Não larga o osso. Parece que o PSOL não quer jamais andar sozinho, com as próprias pernas, precisa ter o irmão mais velho sempre ali, vigilante, aprovando, dando tapinha nas costas ou dando umas palmadas de vez em quando. O PT governa o país há 13 anos, governa o Rio com o PMDB há década, mas conseguem atacar o PMDB esquecendo o PT? Isso não é tática, estratégia, não é nada, é só covardia.

É medo de alienar a turminha "mais amor por favor" que pode acabar votando num candidato do PSOL diante de alguma eventualidade. Parece cachorro tomando porrada, mas voltando pra lamber a mão do dono esperando ganhar biscoito. No final o PSOL sempre embarca no voto critico e ajuda a sustentar governos PIORES do que os que se opõe de forma mais radical.


É possível compreender (ainda que não aceitar) que o PSOL dispute parte da base do PT, que tente se aproximar daqueles insatisfeitos, mas que ainda não estão dispostos a largar o PT. Mas fica aquela questão: Tantos anos investindo nessa tática renderam frutos? O país melhorou? O PT foi pra esquerda ou o PSOL teve um crescimento que justifique a insistência? Adianto a resposta a todas as perguntas: Não. 

E fica a dica, quem colocou Temer no poder (como vice) foi o PT, e com votos e campanha do PSOL. 

E eu sinto informar, mas um partido que passa seus dias na base do morde e assopra não inspira confiança. Não vai atrair eleitores petistas e periga perder até apoio dentre sua base tradicional pra partidos que sejam capazes de sustentar críticas sem afinar algumas horas depois.
Nas eleições cariocas, em que Freixo e Molon (Rede) foram tirar fotos com Jandira - que jura de pé junto não ter nada a ver com a falência do Rio ou com todos os crimes do PMDB que ela apoiava -  fiquei com uma dúvida: 

Se a Jandira chegar no segundo turno e o Freixo não, o PSOL vai apoiá-la? Eu já sei a resposta, mas... Perguntar não ofende. Vai ter Jean de joelhos chorando e a chamando de Jandiramãe e o Freixo dizendo que é pelo bem do Rio - como fez com a Dilma?

E não me venham com "ain, você é anti-petista" porque sim, eu sou. Já assumi publicamente e não há problema algum nisso. É como ser anti-tucano ou antifascista, uma obrigação.
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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Dilma perdeu na câmara para seus aliados e por suas próprias políticas

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O PT se aliou e deu força aos conservadores e de quebra quando a esquerda tomou as ruas em 2013 os petistas gritaram VAI PM e nos chamaram de vândalos.

O saldo de 13 anos do PT no poder será um período terrível pra esquerda e pros direitos humanos. O que vem pela frente será terrível. O que vivemos hoje já é terrível, é bom lembrar.

Foram 13 anos de cooptação e neutralização de movimentos sociais, o preço vai ser caro e virá mais rápido que dívida do cartão. Teremos uma lei antiterrorista pra quem governar usar como quiser, mais uma obra do PT, partido inconsequente que achou que ia se entronizar.

Foram 13 anos dando moral, verba e força pro lixo conservador, fascista, religioso e ruralista que hoje derruba(m) o governo.

De que adiantou Dilma afirmar que "Feliz é a nação cujo deus é o senhor"? De que adiantou Dilma dizer que não faria "propaganda de opção sexual"? Deu força à corja mais reacionária, fanática, corrupta e perigosa.

É um horror ouvir a turma falar "em nome de deus"? Falar em nome da família? Carregar livros do Olavão? Sim, como é horror ver deputado petista falando que defende indígenas, quilombolas ou trabalhadores. Maluf votou contra o PT. Marco Feliciano, pra quem o PT entregou a CHD, votou contra o PT... Valeu à pena?

Não estaremos entregues à turma contra "ensino de sexo nas escolas" ou pela "paz de Jerusalém", porque estes em peso já governavam com o PT e ganhavam benesses do Estado, mas estaremos mais fracos do que nunca.

O PT voltará pra oposição e, infelizmente, será recebido de braços abertos pela esquerda para, uma vez mais fortalecido, voltar a governar com os mesmos fascistas de sempre. O PT irá mais ainda se apoiar na esquerda, em quem o PT batia nas ruas e aplaudia quem batia, que xingava de "esquerda que a direita gosta". E notem, o PT não irá fazer NENHUMA autocrítica. A narrativa do Golpe é, como de costume ao PT, forma de culpar os outros pelos seus erros. O PT irá impor a narrativa do golpe e exigirá em 2018 apoio cego da esquerda ao Lula para repetir os MESMOS erros (que não são erros, é apenas estratégia).

O PT tem (ou teria) que ser derrotado nas urnas e nas ruas pela esquerda. Não por impeachment comandado por (ex-aliados) bandidos 

O país ainda vai sofrer muito por essa decisão. Por mais que eu deteste Dilma, abriram uma brecha tremenda. Não que Dilma não tenha cometido crime, beleza, mas a questão é outra, os caras acham q é parlamentarismo, não é. Tanto que praticamente nenhum, ao votar, votou pelas razões na mesa. Simplesmente cansaram de ter outro administrando os roubos, quiseram tomar o controle de volta. Qualquer presidente agora terá de ceder muito mais, o parlamento ganhou um poder imenso...
 
A merda vai continuar, a crise via continuar, mas o maior poço de bandidos do país terá ganho um poder imenso. Qualquer um que não tiver maioria estará lascado. E por maioria digo o próprio partido mais um ou dois extremamente fiéis. E com 32 partidos no país a gente sabe a real.
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domingo, 17 de abril de 2016

Posicionamento diante da possibilidade de impeachment de Dilma

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Antes de mais nada, eu sou CONTRA o impeachment, mas admito que parte de mim sentirá prazer ao ver o PT afundar. Merecem.

Se MST e demais movimentos tivessem colocado as milhares de pessoas nas ruas que dizem que vão colocar hoje, bloqueando estradas, incendiando pneus (vandalismo?) para lutar por reforma agrária ou por um governo efetivamente de esquerda, imaginem só onde estaríamos!

Quantos que hoje gritam #NãoVaiTerGolpe não gritavam VAI PM em 2013? Quantos não faziam coro de "vandalismo" por vidraças quebradas de bancos, mas acham lindo e revolucionário estourar bonecos de plástico?

Com essa gente, honestamente, eu não me junto, não quero nem respirar perto, que o diga sair de braços dados. Num dia lado a lado, no outro correndo de balas de borracha e sendo enquadrados na lei antiterrorismo diante de quem aponta e ri.

O que mais me irrita nisso tudo é a hipocrisia e a desmemória. Gritam contra a Globo como se o governo não tivesse passado TODOS os anos no poder enchendo a Globo de grana (mais de 6 bilhões de reais). O PT nunca ousou levantar o dedo contra a mídia ou contra os interesses de poderoso algum. Como disse o Gustavo Gindre
"O grande responsável por esse massacre mediático é a omissão e mesmo a cumplicidade dos 13 anos de governos petistas em relação aos grandes grupos de mídia." 
Na verdade o PT se dedicou a criar também uma mídia própria, tão suja e mentirosa quanto a que diz se opor.

O PT ESCOLHEU esse caminho.

Escolheu seu caminho e escolheu a altura do precipício do qual se jogou. Escolheu os aliados, escolheu Temer. E escolheu as empreiteiras ao invés dos movimentos sociais.

Não importa quem vença, se o PT ou a oposição (oposição esta que era, em sua ampla maioria, aliada do PT até ontem), nós perderemos. Já perdemos, aliás. Os acordos feitos para manter ou derrubar o governo irão dilapidar ainda mais o Estado. Iremos provavelmente passar por reformas profundas que irão prejudicar milhões de brasileiros.
O PT não pode ser julgado por bandidos... Mas se aliar, ser apoiado e governar com bandidos pode? É uma lógica que eu não entendo... Mas nunca nos esqueçamos da máxima "Lulou, tá novo".
Não duvidem se logo na semana posterior ao impeachment (sim, ainda faltaria o Senado caso o processo fosse aprovado hoje, mas por lá a queda da Dilma seria certa) vierem reformas da previdência (mais agressiva que a que o PT já vem impondo), mais criminalização de movimentos sociais (o que o PT também vem fazendo), corte de direitos (novamente, o PT faz)...

Eu não consigo compreender como alguém consegue ir às ruas e gritar por qualquer um dos lados. Não é pela democracia, é pelo PT que protestam. Não é contra a corrupção, é contra o PT que votam impeachment.
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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Rafuko é atacado e chamado de racista por Social Justice Warriors ensandecidos

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"Ativistas" negros chamando o Rafucko de Racista e dizendo que não aceitam que "outra ESPÉCIE" (ou seja, brancos) falem por eles. Eu desisto.

Eu já cansei de repetir que esse povo Social Justice Warrior passou dos limites. Precisam de terapia, de psiquiatra e não de militância social, pois são incapazes disso, são incapazes de construir, só conseguem destruir.

Eles não tem causa além deles próprios. Querem holofote e não que qualquer situação efetiva de exclusão acabe ou se resolva. Se a situação se resolver cadê o palanque deles? São sanguessugas que querem manter tudo como está.

E reparem, em geral são governistas. Vão pra protesto "em defesa da democracia" com bandeirinha do PT e estrelinha no peito, tiram foto com Lula...
No vídeo acima: "Chega da OUTRA ESPÉCIE falar pela nossa cor".

Não bastaram atacar a arte do Rafucko, agora foram até o espaço em que ele propunha um DIÁLOGO para chamá-lo de racista por querer dar visibilidade à causa dos negros e excluídos. Detalhe que ao menos 6 artistas expondo junto ao Rafucko eram negros periféricos. Mas nenhuma surpresa que SJW tenham invisibilizado os artistas periféricos pra atacar um branco. Esses "ativistas" querem holofote, não iriam dar pra ninguém mais, não importa se negro ou periférico. Só querem foder o trabalho dos outros e nunca construir.

Mas no fim é aquilo que muita gente aponta, SJWs nunca estarão satisfeitos e SEMPRE encontrarão defeito, porque senão eles se tornam obsoletos. Precisam gritar contra algo e se tornam simplesmente chatos. São aquelas pessoas que querem ser do contra e ponto, é o prazer delas. Não adianta o que você faça, já decidiram que você está errado por ter nascido.

Mas tá tranquilo, os SJW tão só na internet, são inofensivos, são coisa passageira. Os linchamentos que promovem não são nada demais. Pois é...

Se alguém tem sugestões de como seria possível dialogar com pessoas que se dedicam exclusivamente a espalhar ódio e a atacar quem tenta defender causas sociais, sou todo ouvidos, porque eu realmente não consigo ver no horizonte nada de positivo, nada de construtivo e o diálogo é mais necessário do que nunca.

Por experiência, de acompanhar diversas discussões, noto que o que melhor funciona contra SJW é simplesmente adotar o mesmo tom, não baixar a cabeça, mas no fim isso acaba inviabilizando mais ainda qualquer forma de diálogo.

Para entender toda a história:Sobre as críticas e ataques ao Rafucko e seu MonstruáRio
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