terça-feira, 24 de março de 2015

La sociedad brasileña necesita apoyo internacional y que conozcan lo que pasa en nuestro país

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Escribo este post por razón de la participación de João Pedro Stédile (MST) junto a otras personalidades internacionales de izquierda en el pedido por la libertad de Arnaldo Otegi y por los presos políticos vascos. Y lo hago en castellano con la esperanza de que los amigos y las amigas de izquierda de Euskal Herria, Catalunya y Estado Español puedar no solo entender lo que escribo, pero también entender mejor  la situación política de Brasil y las luchas de izquierda contra el gobierno Dilma (PT).

El MST aún es un grupo muy importante fuera de Brasil (y en Brasil, por supuesto) a pesar de las tentativas de su lider, Stédile (que firma la carta contra la dispersión y por Arnaldo Otegi), de mobilizar el grupo solo para y dentro de los intereses del partido en el poder en Brasil, el PT de Dilma, que recusa hacer la reforma agrária, que pone una genocida de indígenas y defensora de la esclavitud de campesinos en el ministério de agricultura (Katia Abreu) que ataca con violencia a la gente que protesta en las calles, que pone el ejército en favelas para controlar y matar a los negros y pobres, que vulnera los derechos humanos, que privatiza, que... Bueno, que es un gobierno de derechas, neoliberal en muchos aspectos.

Me acuerdo que hace un rato Emir Sader, que muchos de nosotros llamamos de Poodle del PT (término creado por los del MTST - http://is.gd/bd24HJ), estuvo en Iruñea para una actividad de Iratzar Fundazioa invitado por Floren Aoiz Monreal para presentar su libro en que, y no es un chiste, dice que los gobiernos Lula y Dilma son "post-neoliberales". Es para reírse.

Emir Sader representa lo que existe de peor en el PT, defiende de manera radical políticas de derecha y contra el pueblo y mismo sale vez o otra con frases (o tuíts) racistas (http://is.gd/fWEhhg), sexistas (http://is.gd/Vo0gCa) y cargadas de perjuicio conta los movimientos sociales y la izquierda (http://is.gd/4JGdSk, http://is.gd/6lt6Ds o http://is.gd/aqkKZh).

Pero, desafortunadamente, aún merece el respeto de sectores internacionales de izquierda, pero este "respeto" debe ser denunciado, es necesario que la izquierda del mundo sea solidaria a las luchas de los pueblos indigenas brasileños contra las imposiciones del gobierno (y el genocidio promocionado por este gobierno) que este señor Sader defiende, o con las luchas de las mujeres que no tienen sus derechos respetados y quetinen sus derechos intercambiados por favores de la "Bancada Evangélica" o fundamentalista o con los negros que son muertos todos los dias en las favelas bajo órdenes o con el permiso o mismo la inmovilidad del gobierno que este señor defiende.

En fin, las izquierdas del mundo y en particular la izquierda de Euskal Herria necesita conocer un poco más de la realidad brasileña y de la izquierda que, en las calles, favelas y campo, es victima del gobierno del PT.

Una cosa es reconocer los cambios impulsados por Lula en su primer gobierno, otra es mantener la farsa de que este es un gobierno (aún) de izquierdas.

Doy la bienvenida, sin duda, al documento firmado por las personalidades por la libertad de Otegi e por los presos políticos vascos, pero, utilizando este evento como fondo, es importante que las izquierdas del mundo miren com más atención a Brasil y entiendan mejor nuestra situación y toda la violencia y represión contra nosotros y nosotras.
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segunda-feira, 16 de março de 2015

A esquerda perdida e as lições dos protestos do dia 15/Domingo

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Sou o primeiro a admitir que errei ao prever protestos pequenos no domingo contra Dilma. Baseado no histórico de setores da direita de não juntarem nem 1% do que previam, acreditei que o poder de mobilização deles seria pequeno uma vez mais. De fato, continuo achando que o poder de mobilização desses grupos é, em si, pequeno, mas o poder da indignação parece ter sido mais que suficiente.

Como já ficou claro por outros textos, não tenho a menor simpatia pelo protesto do domingo - como não tenho pelo dos petistas dia 13 -, mas nem por isso considero nenhum deles menos legítimo.

Dito isto, é preciso analisar friamente a realidade.

O protesto do dia 15

O protesto do dia 15 é difuso. Como Junho, possui uma base ideológica, mas se espalhou para muito além dessa base, agregando dezenas de reivindicações por vezes contraditórias. Golpistas? Muitos. Fascistas? Mais ainda. Nazistas? Também. Mas reduzir manifestações realmente imensas por todo país - ouso dizer que maiores que a mobilização do PT de dois dias antes, mas bem menor que os protestos em Junho - a estes termos não é apenas wishful thinking, é estúpido.

É óbvio que o protesto do dia 15 é conservador, mas podemos dizer que o do dia 13 era progressista? Não. Mas dentro desse conservadorismo há centenas, quiçá milhares de espectros e variantes.

Exigir a saída de Dilma, em si, está longe de ser golpe. Não importa quanto ódio isto carregue ou quanto ódio foi necessário para chegar nesse ponto. Não, não era uma manifestação só da "elite branca", nem só "da direita", este tipo de generalização comumente feita pelo PT é despolitizante, é burra e apenas esconde a superfície de algo muito mais profundo.

Há real insatisfação com o PT, mesmo entre muitos que se beneficiaram de muitos de seus programas.

O petismo morrendo?
 
Porém, após 12 anos o modelo petista acabou esgotado. Oras, mesmo Dilma reconheceu tácita e explicitamente ao anunciar que os meios usados até então para controlar a economia haviam se esgotado e ao alterar significativamente a política econômica, apostando por austeridade e cortes (de gastos, de investimentos, de direitos).
Aulas de inglês, por favor! Mais educação, Dilma!;-)
O petismo - que é incapaz de entender que não é uma religião, pese ter seus religiosos - foi incapaz até hoje de entender que dar o pão num dia não escraviza o indivíduo, não o obriga a, no dia seguinte, sem o pão, a seguir o (a) líder.

Em outras palavras, ser beneficiário dos programas sociais do governo ou mesmo ter, de uma forma ou de outra, se beneficiado do petismo, ascendido socialmente (mesmo que de maneira cosmética, como tem se provado em muitos casos, ou através de pesado endividamento) não significa apoio automático ou eterno. O petismo não consegue lidar com o que considera ingratidão. Se faz de ferido e, como um cão acuado, ataca por instinto.

Uma pessoa comentou comigo no Twitter que era óbvio que o protesto do dia 15 seria maior que do dia 13 porque o primeiro era num domingo, quando as pessoas não trabalham... Oras, então porque a CUT marcou protesto para a sexta e não para o sábado? Era para ter esta desculpa esfarrapada na manga caso não pudesse pagar gente suficiente e alugar ônibus suficiente para levar pessoas para seus protestos?

E, no fim, não percebe que apenas cria uma brecha ainda maior, jogando mais combustível (que está caro, aliás) na fogueira da "venezuelização" do país.


Não, o PT não é o único culpado, pese ser, talvez, o maior. 

Setores da direita souberam aproveitar o sentimento de frustração e fazer a bolha estourar. A questão é que muitos desses movimentos não conquistaram corações e mentes de quem está na rua, mas tão somente conseguiram canalizar a insatisfação com a ajuda da incapacidade do PT de dialogar e reconhecer seus erros.

A superioridade com que petistas tratam qualquer um que discorde, como se fossem apenas uma "massa cheirosa" se aliou à uma recém-(re)descoberta da capacidade da direita de canalizar a despolitização revoltada.
Sim, tem uma suástica à esquerda da faixa maior.
O petismo perdeu o chão

Outro dos artifícios mais comuns do petismo em sua capacidade de enxergar a realidade é a de atacar a mídia. Ela seria golpista. Não posso negar a afirmação, sem dúvida a mídia é parte importante no processo de crise social, tem incitado protestos contra o governo e se mostrado muitas vezes oposição (para ser um importante aliado na hora de justificar cortes e políticas neoliberais ou mesmo repressão), mas a reação petista é apenas a de atacar a mídia com slogans ultrapassados e "tuitadas" enquanto acham a Record comandada pela IURD o máximo da revolução e sem em momento algum questionar o óbvio: QUEM financia a mídia? Oras, em geral o PT através do governo federal.

Ou seja, as "armas" do petismo para a crise são desqualificar a oposição de todas as formas e apontar o dedo para a mídia que eles próprios financiam. Não há como sair da crise assim, pelo contrário.

Comentaram comigo no Twitter que o PT sempre teve "feeling" pra protesto, pra entender as ruas... Sem dúvida, no passado. Hoje não mais. Junho deixou claro que o PT esqueceu o que era militar, esqueceu o que era ir pras ruas com o perigo de apanhar da polícia, oras, o PT ofereceu até Força Nacional para brutalizar as ruas!

Não, o PT perdeu seu feeling, se burocratizou, colocou coleira nos movimentos sociais que aceitaram ser cooptados e passaram a agir sob seu comando, com alguns poucos ensaios de rebeldia, mas em geral agindo sempre como mandava a direção, achatando a base, despolitizando a base. O preço está sendo pago agora e pode ser um preço alto.
Sim, o protesto é difuso.
Prognósticos imediatos: Ódio e revolta

É difícil saber o que sairá dos protestos de domingo. Não apenas as pautas são difusas, como não propõem nada. Em Junho havia um conjunto de pautas objetivas em torno do Passe Livre, do fim da violência contra as ruas, da defesa dos direitos humanos e etc, mas e o Domingo?
Comparem a média de idade das pessoas nos protestos pelo impeachment, nos protestos pró-governo e nos protestos contra a tarifa (que iniciaram as jornadas de junho).
Fica evidente que a juventude, que fez explodir as ruas em junho, não é mais maioria esmagadora nas ruas.
Isso porque os protestos do dia 13 e 15 não são nada mais que uma reação conservadora ao choque que a política institucional sofreu em junho.
Há ódio e revolta contra Dilma (não cabe a mim dizer se correto ou incorreto), há um "fora Dilma" ensaiado, mas o que se propõe? Se a ideia é tumultuar o congresso, criar um fato para dificultar a vida do PT, oras, a realidade é esta, não era preciso nenhum protesto. Se a tese é derrubar a Dilma, bem, convençam o PMDB, depende dele e duvido que na atual situação queiram assumir a bucha.

Enfim, há revolta, há despolitização (mas não reduzamos a isso), há ódio... Mas não há pautas efetivas. Não há a bandeira da reforma política, nem de uma completa reformulação do congresso, sequer há revolta efetiva contra o congresso. O alvo é o PT que pese ter imensa responsabilidade na crise atual, não é nem de longe o único culpado.



Mas e agora?

Não sei. Com toda honestidade eu não faço ideia do passo a ser dado (ao menos pelo PT).

O governo petista acabou. Safatle chegou a comentar em artigo que a Nova República havia acabado junto, o companheiro Marcelo Castañeda disse no Facebook que os protestos de sexta e domingo encerravam o ciclo de Junho. Mas a única certeza é que algo precisa mudar.

O fato é que o PT está nas cordas e querer continuar brigando como se isso fosse resolver simplesmente não funciona. Ridicularizar protesto contrário, "xingar muito no twitter" ou mesmo manter a soberba são a receita perfeita para se dar mal. 

O PT está pagando por ter adotado a agenda do PSDB. Está pagando por ter se aliado e dado forças aos evangélicos fundamentalistas, por ter feito um governo que abusou diariamente dos direitos humanos dando voz e espaço para o preconceito e o fundamentalismo (mesmo vocalizado pela própria presidente e sua declaração de que não faria "propaganda de opção sexual") e especialmente por ter cooptado e desmobilizado movimentos sociais os usando como correia de transmissão de suas políticas em geral contrárias aos interesses destes mesmos movimentos.

O problema é que o PT paga, mas nós pagamos também.

Não acredito que Dilma sofrerá um impeachment mais pelo PMDB dificilmente querer assumi o filho do que por boa vontade - e também é mais proveitoso sugar o quanto puderem de um governo vencido e desacreditado -, mas é fato que o governo foi derrotado e acabou antes de começar. Apenas sobrevive aos trancos e barrancos.
Vamos fingir que acreditamos na manifestação do dia 13?
Então vamos lá: qual resposta do governo às (poucas) cobranças e às (tímidas) críticas feitas pelos movimentos aliados?
Nenhuma. Já pra de hoje, a resposta veio antes até do fim dos protestos.
Ridícula essa 'esquerda' que lambe botas de quem nem lhes dá atenção. Afinal, quem não se valoriza, não tem significância mesmo...
O papel da esquerda

Fica a lição e a tarefa para a esquerda que não quer superar o PT: SUPEREM. E rápido. Proponham algo novo, proponham alternativas, busquem se aproximar das ruas e dos movimentos e criar algo novo. Passou da hora da esquerda desmamar. O PT NÃO fará autocrítica, não irá magicamente abrir mão de 12 anos de direitização, aceitem de uma vez por todas.

As ruas ainda podem ser conquistadas, ainda há espaço para mediações. Ou ao menos eu espero que haja. O ódio está crescendo, mas talvez ainda não seja tarde. Mas assusta, sem dúvida é assustador ver cartazes exigindo golpe, volta dos militares ou com suásticas. É assustador ver o nível da despolitização de muitos ou da politização radicalizada e fascista de outros.
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sábado, 14 de março de 2015

Superar o PT? Jamais!

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O que mais (me) irrita hoje é a incapacidade das pessoas enxergarem um palmo diante do nariz, de conseguirem manter o mínimo de coerência.

Vejam a foto do protesto pró-PT em São Paulo.
Nela, ao lado de bandeiras da Dilma, pessoas protestando contra contaminação do solo, contra, penso eu, transgênicos e etc.

Do lado de bandeiras da Dilma, repito, cuja principal aliada é... Katia Abreu! Precisa dizer mais?

É a incapacidade máxima de entender que sua(s) pauta(s) simplesmente NÃO INTERESSA a Dilma e ao PT e MESMO ASSIM você sai na rua pra defender a porra do governo.

Em outra foto de protesto no Rio, uma faixa em defesa da Caixa... A Caixa que Dilma queria abrir capital. A defesa do governo Dilma e das pautas citadas simplesmente não combinam, não funcionam.

E o mais triste é que se você for perguntar, dirão que é óbvio que o PT defende estas pautas (contra privatização da Caixa, contra o agronegócio) e que, NO MÁXIMO fazem "aliança tática" com alguns setores ~malvados~ pela "governabilidade".

Sempre usarão alguma desculpa. Algumas inclusive mirabolantes e que fariam uma criança ter crise de risos. Mas falam com seriedade, realmente acreditando.

Lembrando, aliás, que a manifestação de ontem era "em defesa da Petrobrás", mas ninguém lembrou que o rombo de 88 bilhões na empresa, o rebaixamento de seu grau de investimento e mesmo o processo de privatização que já se iniciou é obra... do PT!

Desenhando: Defender a Petrobrás SEM ter o PT como (um dos) alvo(s) não é defender a Petrobrás, é usar a empresa como desculpa para um ato unicamente em defesa do PT (como foi o caso).

Claro que se o PSDB puder meter a mão mete, quem criou o esquema foi, afinal, o PSDB (que o PT se beneficia, e isso não diminui a responsabilidade do partido, como petistas querem fazer crer), claro que querem privatizar, mas opor privatização tucana à roubalheira (e também privatização "de leve") petista é coisa que, honestamente, só um imbecil pode fazer.

Amplos setores da esquerda são simplesmente INCAPAZES de superar o PT. Simplesmente não querem. Não há espaço para a esquerda que inclua o PT. Não há superação da situação atual de destruição de direitos com o PT sendo salvo nas ruas pela esquerda.

É uma questão muito simples, se a esquerda sempre que o PT gritar por socorro - seja nas eleições, seja agora - correr para salvar o PT, por favor, DESISTAM de criar alternativas porque simplesmente será impossível. Estes setores de esquerda não querem alternativa, não querem ser nem criar, resta apenas o grito de revolta sem capacidade de direcionar a revolta em si, e acaba no eterno retorno ao seio petista.

Já deu.
Coisas estranhas:
Stédile dizendo que a direita ta destruindo a Petrobrás e enchendo o ministério de inimigos dos trabalhadores. Em seguida chamou um 'olê olê olá, Dilma, Dilma'. Oi? Quem é a direita nessa frase?
UNE, FUP, CUT, MST, UJS e PT dizendo que estavam ali pra chamar "os direitistas" pra guerra, em defesa do governo. E como aquele aviso no final de comercial de bebida, um corrido "e contra os ataques aos trabalhadores" sem dizer que eles vem justamente do governo.
"Petroleiros" (entrevistei duas que nunca foram petroleiras e outro que não quis falar) que vieram de ônibus de Campos e Macaé com cartazes como esse da foto. Além de outras como "A Petrobrás é nossa e ninguém tasca" ou "Fora FHC e FMI, o petróleo é nosso". Oi???

Umas 40-50 mil pessoas compareceram à marcha petista do dia 13 em são Paulo (eis um relato de quem estava lá e atesta que era uma marcha PETISTA de nada mais), e se contarmos com o país inteiro poderíamos pensar em 200 mil pessoas. Aparentemente é o teto do apoio do PT. Mesmo com os números inflados do PT não passaria de 300 mil.

Muita gente, mas em Junho o MPL - sem 1% da verba da CUT que alugou ônibus e fora as denuncias de pagamento a manifestantes - juntou muitas vezes mais que isso. Dentro da previsão de 40 mil da CUT pode-se considerar um sucesso, mas frente a outros protestos SEM o poder e a verba da CUT, um fracasso.

Ainda que o objetivo do PT era criar um "fato novo" e nisso foi bem sucedido, assim como conseguiu manter acesa a chama da cooptação e do nefasto efeito do "mal maior".

Mas o mais engraçado era gente querendo jurar que era um ato "de esquerda em defesa da Petrobrás" e não um ato montado com pesado apoio (e verba) da CUT/PT/PseudoB/UNE/CTB pra apoiar o governo cada vez mais direitista e tentar criar um fato novo e mostrar uma suposta força que o governo definitivamente não tem.

Como questionado pela Luka (do link acima), cadê essa força na hora de pressionar por pautas progressistas e em prol dos direitos humanos? Ah, ai não interessa. Só pra defender o PT.

Agora voltamos à programação normal com parte considerável desse povo que estava nas ruas defendendo criminalização de protestos e gritando "VAI PM".

"Ain, mas há um movimento golpista contra Dilma".

Bem, existe - e sempre existiu - uma minoria golpista, saudosa da Ditadura, não é novidade. Agora, IMPEACHMENT não é golpe. É do jogo.

Desenhando (de novo): Impeachment é golpe? Collor foi vítima de golpe? Impeachment é legal, é da democracia, Dilma não vendeu o país inteiro e todas as bandeiras do PT pra comprar PMDB e dezenas de partidos? Quer dizer que ela será traída pelos queridos aliados? E se for, a esquerda deve sair para defendê-la? A mesma esquerda que, em Junho, durante a Copa e depois foi BRUTALIZADA pelas polícias à serviço do PT, PMDB (e PSDB) com oferta de Força Nacional e ocupação militar (na Maré)?

Seria estelionato eleitoral razão para impeachment? Bem, IDEALMENTE todo governo deveria cair com base em estelionato eleitoral. 

 Mas, no mais, impeachment é constitucional, se o governo tem maioria - e o PT fez o possível para ter - não cai. É parte do jogo. Eu que não vou mover uma palha, offline ou online, para defender, justificar, minimizar ou dar espaço a este governo canalha. Vamos confrontar aqueles que EFETIVAMENTE são golpistas? Tamos junto, ao lado de bandeiras do PT e de movimentos cooptados pelo PT? Não, aí não.
PT e PSDB ativamente defendem a repressão de movimentos populares que saem às ruas, ambos partidos fecham os olhos (quando não incentivam) chacinas e assassinatos contra pobres e negros, ambos privilegiam o agronegócio, privilegiam os bancos, o capital financeiro, desprezam educação pública... Sair às ruas dia 13 ou dia 15 significa a mesma coisa: A defesa de políticas de austeridade, da direita, de políticas contra a população.

Nem 13, Nem 15, Nem 45! Nem PT, nem PMDB, nem PSDB!  
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sexta-feira, 13 de março de 2015

Nem dia 13, nem dia 15, chega de falsa polarização!

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Ato em defesa da Petrobrás nada mais é que um ato em defesa do PT e, por consequência, de seu "direito" de dilapidar a empresa porque, claro, com o PSDB seria pior.

E acreditando nisso (ou sendo financiado para acreditar) movimentos como MST, MAB (?), CUT, UNE, dentre outros, se mobilizaram para ir às ruas defender a Petrobrás (sic). Trata-se da mais explícita defesa das ações do PT não apenas na empresa, mas das ações criminosas do partido contra o país, como corte de direitos trabalhistas, cortes na educação e desmandos sem fim.

O governo Dilma chegou ao limite mal tendo começado seu segundo mandato. Isolado no congresso, repudiado pelos mesmos aliados que escolheu e deu poder (e verba), e acuado busca nas ruas dar uma resposta aos críticos - pese o PT ter "oficialmente" se desmarcado dos protestos.

Das duas uma, ou o governo por debaixo dos panos move as engrenagens de movimentos cooptados para protestar por si e demonstrar suposta força (que não tem), ou movimentos cooptados resolveram à revelia da direção mostrar esta mesma força em solidariedade. Em ambos os casos, é um tiro no pé.

Chegamos ao ponto do surrealismo do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) apoiar manifestação pró-PT. O MST que tem sido tratado como lixo apoia o PT e usa sua base como figurantes para sustentar Katia Abreu e o latifúndio. A UNE se apresenta para apoiar o governo que cortou bilhões da educação e que deixa bolsistas perigarem passar fome e a CUT, a organização pelega por excelência, sai às ruas para defender o governo que cortou direitos trabalhistas e previdenciários e que adotou política econômica que aumentará o desemprego.

Se isto não é surreal, nada mais é.

Remoções forçadas para grandes obras, criminalização de todo tipo de manifestação aos gritos de VAI PM por parte da "militância que cada dia mais se transforma em seita, corrupção endêmica, estelionato eleitoral descarado e reconhecido, aliança com o que há de pior na política nacional, medievalização e retrocessos grotescos nos direitos humanos, crescimento do agronegócio (transgênicos, agrotóxicos, desmatamento e todo o pacote), continuidade do genocídio de negros nas favelas (mas em troca de algumas cotas movimentos se calam e seguem adiante no apoio), privatização de estradas, aeroportos e mesmo de parte da Petrobrás e do pré-sal... Este é um resumo rápido das realizações de Dilma e do PT nos últimos anos.
Os capos do Governo Federal e do PT querem nos impor esta nova chantagem / armadilha: nos defendam, mais uma vez, das ratazanas e dos porcos que nós alimentamos ao longo desses 12 anos, confundindo-se conosco (como se fôssemos a mesma coisa) para "salvar a Democracia e a Esquerda do país".
Ora, quem vem fortalecendo políticos fascistas e uma sociedade cada vez mais fascista ao longo dos últimos anos é o Governo Federal comandado pelo PT... Quantos Bilhões entraram nos cofres da Rede Globo de Televisão, ao longo dos últimos anos, esta Rede de Televisão que hoje articula e comanda o Golpismo do Impeachment da Extrema-Direita?! Agora nos digam quanto foi investido e fortalecido em meios de comunicação, jornais, revistas, TVs ou rádios verdadeiramente populares e comunitárias?!
Vamos agora sair às ruas para defendê-los, Mandatários do PT et caterva, nos confundindo mais uma vez com vocês, para vocês seguirem governando com os Joaquim Levys, Temers, Renans, Cunhas, Sarneys, Marinhos, Kassabs, Kátias, Andres Sanchez e companhia?! Até quando acham que podem fazer esta chantagem e este jogo perverso com o nosso povo, e os nossos anseios legítimos - sempre deixados em segundo plano por vocês?!


E, ainda assim, há movimentos que bancam tudo isso e gritam que a direita quer derrubar o governo de esquerda. A triste verdade é que a esquerda foi derrotada pelo próprio PT, na verdade, sequer chegou ao poder.

Este protesto hoje, dia 13, "em defesa da Petrobrás", ou na verdade em defesa descarada do PT é simplesmente vergonhoso. Envergonha a história da esquerda brasileira e deveria envergonhar seus participantes. Ou, mais ainda, poderia significar uma virada da esquerda, demonstrar de vez a necessidade dos movimentos não-cooptados de se unir buscando alternativas.

Nada disto, porém, justifica ou dá razão ao outro protesto convocado para o dia 15. Não vou dizer "convocado pela direita" porque no fim o protesto de hoje também é a defesa da direita, de políticas de direita que seriam aplicadas, por exemplo, por Aécio, caso tivesse sido eleito.

O que temos são dois protestos (ou duas convocações de protesto) de direita. Em defesa de políticas e políticos de direita. Tampouco diria que se trata, no dia 15, de uma manifestação "golpista". Impeachment não é golpe, não importa o quanto gritem os petistas. Collor não foi vítima de golpe e não importa que hoje ele seja melhor amigo do PT, a história não será reescrita para caber nos devaneios dessa turma.

Mas o protesto do dia 15, no entanto, é um balaio de gatos perigoso. De apoiadores de Eduardo Jorge a neofascistas e integralistas. De PSDB a Revoltados Online, um caldo que vai da direita "light" à mais extremada direita que pede (esta sim) golpe e volta dos militares.

Antes de mais nada, o conteúdo "light" exigido pela "direita" é ridículo. Impeachment. Para que? Para Temer assumir? O que mudará? Não passa de demonstração de força de grupelhos radicalizados com apoio de um PSDB ferido querendo se vingar do PT, mesmo que não chegue ao poder graças à esta manobra.

É igualmente um protesto vergonhoso. E, bom lembrar, protestos CONTRA o PT pedindo impeachment apenas FORTALECEM o PT. A inteligência daqueles que odeiam o PT é realmente artigo em falta.

E a polarização - pelos motivos colocados acima - é falsa. E, pior ainda, acaba jogando pra debaixo do tapete problemas reais do país, o fato de que tanto PT quanto PSDB se beneficiaram e se beneficiam da corrupção da Petrobrás, como o PSDB se beneficia da corrupção do Cartel Tucano no metrô, como o PT se beneficiou do Mensalão, como todos os partidos satélites igualmente tem se beneficiado... E, claro, cria artificialmente diferenças ideológicas e práticas entre PT e PSDB que efetivamente não existem.

PT e PSDB ativamente defendem a repressão de movimentos populares que saem às ruas, ambos partidos fecham os olhos (quando não incentivam) chacinas e assassinatos contra pobres e negros, ambos privilegiam o agronegócio, privilegiam os bancos, o capital financeiro, desprezam educação pública... Sair às ruas dia 13 ou dia 15 significa a mesma coisa: A defesa de políticas de austeridade, da direita, de políticas contra a população.

Nem 13, Nem 15, Nem 45! Nem PT, nem PMDB, nem PSDB!
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segunda-feira, 9 de março de 2015

Panelaço contra pronunciamento da Dilma, um fato novo?

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Brasília, São Paulo, Recife, Rio de Janeiro, Curitiba... Em várias cidades do país gritos, panelaço, buzinas e muito xingamento durante o discurso (mentiroso, obviamente) de Dilma no dia 8 de março.

Coordenado ou não (alguns falam em coordenação via Whatsapp, o que é uma forte possibilidade, ou de incentivo via twitter durante o pronunciamento via tag #vaiaDilma), o "protesto" nas salas e sacadas de várias cidades brasileiras denuncia uma radicalização visível de setores sociais diversos. Obviamente não se pode medir o alcance de tal protesto, mas as redes sociais foram inundadas com comentários (descartando os gritos de GOLPE e de FORA DILMA) sobre o fato e vídeos com os gritos e afins.

E digo que pouco importa se coordenado ou não porque o fato político é o protesto em si. Claro que seu peso (e periculosidade) seria maior caso fosse espontâneo, o que é pouco provável, mas de qualquer forma, o "protesto" é ou foi uma realidade.

Trata-se de um protesto contra uma pronunciamento na TV. Sem dúvida todos conhecemos casos de quem acaba revoltado e xinga a TV em algum momento, mesmo um discurso de políticos, mas a coordenação desse protesto quase virtual prenuncia algo diferente. E por "coordenação" neste caso não falo em um ou vários líderes, mas sim na sincronicidade do ato.

É preocupante para o PT, pese também sê-lo para o país. É um clima de polarização tremendo em meio à tentativas (supostas, mas que preocupam mesmo petistas destacados) do PT se aproximar com o PSDB, de partidos envolvidos até o pescoço na lama (e no STF)...

Obviamente não é o fim do mundo, nem prenúncio de um GOLPE ou coisa do tipo, não podemos ou devemos supervalorizar o fato, mas também é impossível descartar como se fosse apenas o "grito da elite", algo repetido muitas vezes pelo eleitorado petista sempre que busca deslegitimar qualquer oposição.

Primeiro, MESMO que se tratasse da elite, na política e na democracia a elite também vota, também tem espaço e direito a se manifestar (mesmo que discordemos de tudo nesse pacote democrático), e segundo, não há como afirmar que efetivamente se tratou exclusivamente da elite. Quem afirma tal coisa está apenas mentindo ou num wishful thinking bestial.

Essa radicalização é péssima, pois o ódio não constrói, apenas cria trincheiras. E quem fica no meio termo - que por exemplo seja contrário ao PT/Dilma no poder, mas não defende golpe - acaba sendo pego no fogo cruzado, inviabilizando qualquer tipo de discussão política séria e proveitosa.

É a política do futebol, você grita "chupa" de sua varanda quando o time que você detesta toma gol, se esgoela de ódio quando seu time é derrotado... Política como arquibancada, sem conteúdo, apenas com "paixão".

Mas, enfim, é um fato político, uma novidade no cenário político polarizado brasileiro em que todas as possíveis saídas parecem ruins. Seus desdobramentos ainda serão sentidos, fiquemos de olho. A certeza imediata, porém, é de que o clima político no país está insuportável e a corda está no limite. Como ela vai romper não sabemos, mas ela irá romper.

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Atualização:

O machismo usado nos ataques à Dilma é lamentável, mas é igualmente lamentável que este fato novo seja tratado apenas como isso, como "machismo", como expressão de elite e ponto. É uma tentativa torpe de diminuir sua relativa importância e novidade. Como sempre, tenta-se desqualificar a crítica de imediato, sem pesar as consequências.

Reparem na posição generalizada dos blogs e sites ligados ao PT: Machismo, Golpe, Elite... Não há o menor esforço em se analisar o porque do protesto, do fato novo. Nada. Apenas a eterna busca dos petistas pela desqualificação, por negar a realidade, por negar o mundo que os cerca.
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sábado, 7 de março de 2015

Se avizinha uma aliança da #PatriaEducadora com o MAL MAIOR?

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Muitos vem pensando que tanto a crise da água em São Paulo quanto o chamado Petrolão (e a crise energética que se avizinha) poderiam levar PT e PSDB, juntos, ao buraco de onde nunca deveriam ter saído.

A realidade, porém, pode nos pregar uma peça.

Avizinha-se uma aliança ampla entre PT e PSDB, incluindo um amplo aspecto de corruptos partidos, da direita à extrema-direita (esquerda? Faz-me rir) para, dentre outras, sufocar qualquer tipo de ação que possa colocar em perigo os interesses da elite que ambos partidos representam.

A presença de nomes de políticos graúdos de ambos os partidos na lista do procurador Janot pode ser o pontapé inicial para a aliança, que já é vista com desespero mesmo por destacados petistas - cuja análise está correta, pese vir de quem há tempos faz contorcionismos para justificar um governo francamente de direita.

Anastasia, aliado próximo de Aécio (que escapou de processo), e a penca de petistas graúdos como Gleisi Hoffman ou Palocci (aquele que para ser salvo anteriormente resultou em acordo para Dilma rifar direitos LGBTs)  podem facilitar uma aliança entre PT e PSDB para neutralizar os efeitos dessa onda.

O resultado de uma aliança dessas seria catastrófica, não apenas por jogar pra debaixo do tapete a corrupção assustadora de ambos os partidos e a total ineficiência de ambos em gerir o país, deixando São Paulo à beira do caos com a falta d'água (que pode vir a ser realidade também em Minas governada pelo PSDB e no Rio, governado pelo PTMDB) ou o país sem energia baseando o "desenvolvimento" do país no consumo desenfreado e desregrado (criminosos?) dos recursos naturais.

Uma aliança PT/PSDB/PMDB com outros partidos menores orbitando seria a pá de cal em processos e cassações de políticos corruptos e em efetiva investigação de seus crimes que vão além do "mero" roubo, mas chegam à beira de colocar todo o país no caos completo.

Primeiro ato, sem dúvida, de tal aliança, seria acabar de vez com qualquer tipo de investigação sobre suas malversações. O PSDB esqueceria os crimes do PT e o PT pararia de pressionar para uma ampliação de investigações que incluísse os crimes do PSDB. Segundo ato, sem duvida, seria acertar ponteiros localmente, e podemos dar adeus à imensa greve dos professores no Paraná.

Os petistas iriam rapidamente ser "convidados" pela direção a não apenas retirar apoio (e com isso CUT, UNE e afins iriam silenciosamente se afastar), mas também a criminalizar com gritos de "vandalismo" e "VAI PM", como já fazem de forma quase diária país afora.

A intenção de tal aliança é muito simples: Segurar a bomba da crise hídrica e elétrica e impedir que a república venha abaixo com o processo de mais e mais figuras-chave envolvidas em escândalos de corrupção. Com polícia nas mãos e centrais sindicais na coleira, PT e PSDB poderiam tirar imensos proveitos de tal aliança, algo que há muito tempo se desenha, mas apenas a seita neoPTcostal busca(va) negar.

A #PatriaEducadora e o MAL MAIOR são irmãos siameses, são o mesmo lado da mesma moeda, representam os mesmos interesses e são financiados pelos mesmos grupos. A única diferença paupável é que um grupo soube distribuir melhor as migalhas enquanto outro teve preferência maior pelos métodos mais visíveis de repressão - pese o grupo da migalha ter aprendido rápido que o porrete é o melhor amigo do poder.

No fim das contas, uma aliança entre PT e PSDB apenas os faria parar de perder tempo com briguinhas cosméticas quando tudo o que querem é sugar ao máximo o país - e o PMDB é um excelente professor e parceiro. Para nós, brasileiros, é um cenário terrível, mas talvez o único capaz de fazer finalmente s últimos dormentes acordarem para a realidade: PT e PSDB são nossos inimigos.
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