quinta-feira, 27 de agosto de 2009

PSOL: "O MES é a direita do PSOL"

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O título é parte da musiquinha cantada em coro por todas as demais tendências presentes ao Congresso do PSOL no fim-de-semana passado. E é a mais pura verdade, ao menos pela tremenda demonstração de sectarismo continuada. E, pelo que se vê, a posição do MES permanece a mesma, a de rachar o partido e de se recusar a se submeter à vontade da maioria, provando que o PSOL é uma federação de partidos, mas não um partido.

Comento abaixo a carta de Roberto Robaina, uma das mais destacadas lideranças do MES, publicada no site da Deputada Luciana Genro e que é uma demonstração precisa do sectarismo e personalismos destacados pela chapa vencedora ao longo do congresso e que pode acabar por rachar irremediavelmente o partido nos próximo meses.

Balanço do Congresso do PSOL para os militantes

Reproduzo o texto assinado por Roberto Robaina de balanço do nosso congresso, com  o qual estou de pleno acordo. 
Primeiro Rascunho de balanço do congresso do PSOL
O balanço positivo da nossa intervenção no II Congresso do PSOL se materializa na enorme vitória que obtivemos: Heloísa Helena foi reconduzida à presidência do partido, graças à batalha política que travamos em unidade com o MTL, unidade esta que se consolidou na chapa apresentada para direção do partido, encabeçada por Heloísa Helena.  
A verdade é outra. Heloísa Helena foi reconduzida à presidência do PSOL por uma atitude nobre por parte da chapa vencedora, formada por APS/CSOL/Enlace e outros grupos. Não houve qualquer "vitória" por parte do MES/MTL. A tentativa de "ganhar", ou melhor, de capitalizar em cima de uma derrota é lamentável.
 O bloco que construímos neste processo é extremamente representativo: Heloísa Helena, Luciana Genro, os  presidentes do PSOL de Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia, Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Milton Temer,  presidente da Fundação Lauro Campos ,o deputado estadual de SP Carlos Gianazzi, o deputado suplente do RS Geraldinho, os vereadores Elias Vaz, de Goiânia, Fernanda Melchionna e Pedro Ruas de Porto Alegre, Ricardo Barbosa de Maceió e valorosos militantes de vários estados.
 Bom bloco. O outro lado, porém, contava com Raul Marcelo, Plínio de Arruda Sampaio, Ivan Valente, grande parte da militância paulista e, sem dúvid,a é o bloco que representa a maioria do partido, tendo, enfim, vencido o Congresso.
 Este bloco se constituiu com  uma unidade firme e resoluta,  conta com   40 %  do partido e é encabeçado pela própria  presidente do PSOL. Esta unidade não termina com o Congresso do partido. 
 Vejamos, se tomarmos como referência o número de delegados e os respectivos votos no Congresso, o MES/MTL conta com pouco mais de 41% do partido. Mas a Chapa 1, por outro lado, conta com mais de 48%. O que o companheiro Robaina não percebe é que, por mais que seja amplo o apóio à sua linha, o apóio à linha oposta é ainda maior. Tentar usar estes 41% de apóio para manobrar a votação e as dsicussões está longe de ser uma atitude socialista, revolucionária e radical, como cantavam.
Vamos seguir juntos  no pós congresso travando na base a batalha política para que o PSOL que siga no caminho iniciado na sua  fundação. Um partido de esquerda que dialogue com  o povo, não apenas um partido de propaganda socialista, mas sim de combate, que lute para ter incidência real na conjuntura do país e não fique apenas fazendo discurso para a vanguarda. Um partido que aproveite as oportunidades, as fissuras na classe dominante para se credenciar junto ao povo, incentivar a mobilização e ajudar os movimentos sociais a se fortalecer para enfrentar os governos e a burguesia. A exemplo do que estamos fazendo no Rio Grande do Sul, onde o PSOL está no centro da luta política denunciando a corrupção do governo Yeda e desta forma ajudando os sindicatos a barrar os ataques aos  direitos dos trabalhadores e o desmonte do Estado. 
É o que TODOS esperamos. Na verdade, o único problema desta parte do artigo é a de que a tendência de Robaina e Genro buscaram, no Congresso, limitar o discurso do PSOL à corrupção. Nestes termos o Maurício Caleiro, do excelente Cinema e Outras Artes, estaria correto em afirmar que o PSOL é o Partido de Sustentação da Oligarquia. Seria defender apenas o discurso moralista, se igualar aos Demotucanos que batem continuamente nesta tecla, até mesmo porque tal grupo não tem qualquer outra opção - ainda que seja tão podre quanto os que acusam.
O PSOL deve ser um partido unido na luta contra a corrupção, claro, mas não só. Deve ser unido na defesa intransigente e radical de um programa socialista, de um programa que englobe e atraia os movimentos sociais, a base. O que se viu no Congresso foi o enorme potencial, mas para por aí. O que vimos, também, foi um enorme potencial gasto em picuinhas e brigas por cargos e direção.
Heloísa Helena endeusada como líder e guia supremo, assim como foi e ainda é com Lula no PT. Se é para repetir estes mesmos erros, qual o sentido em se fundar um partido crítico e à Esquerda? Para repetir os mesmos erros nem bem o partido foi fundado?
Nosso bloco conseguiu derrotar a articulação dos defensores da tese Novos tempos para o PSOL (APS e Enlace) para tirar Heloísa Helena da presidência do partido. 
 Desculpa mas... ONDE?
Vai resultado do congresso de novo:

Chapa 1: APS/CSOL/ENLACE/REVOLUTAS/TLS/Rosa do Povo/Independentes 182 votos
Chapa 2: CST/CSR/Bloco de Resistência Socialista/Trotskystas 36 votos (Corrigido: 38 votos)
Chapa 3: MES/MTL/Independentes do Rio 156 votos (Corrigido: 152 votos)

Aprox. 374 votantes (Corrigido: 372 votos)
Para os militantes, discursos inflamados em defesa da candidatura de Heloísa à presidência da república, nos bastidores a intenção de removê-la da presidência do partido. Aqueles que mais insistiam em votar uma resolução indicando Heloísa como candidata à presidente da república negaram-se a indicar, de modo unitário em uma votação em separado, Heloísa como presidente do partido.   
Bem, não foi o que vimos no fim. A chapa vencedora abriu mão de sua indicação. A unidade do partido veio antes do sectarismo e do personalismo.

Durante o Congresso chegaram ao cúmulo da agressão contra Heloísa, promovendo uma “ocupação” do palco da mesa do  congresso para constranger Heloísa com  uma votação a favor do aborto. Queriam obrigar Heloísa a defender o que ela não acredita, da mesma forma que o PT tentou nos obrigar a votar a favor da reforma da previdência. Embora o mérito seja  totalmente diferente, pois a discriminalização do aborto é uma bandeira  justa, o método da coação é inaceitável em qualquer caso.  
Apenas eu vejo a contradição? A discriminalização do aborto é justo MAS, me expliquem, porque o MES se recusou a discutir o assunto então? E, sim, a Heloísa Helena não pode declarar publicamente ser contra o aborto se o partido decide o contrário. Não estamos falando de uma divergência em uma ou outra votação menor e sim de uma bandeira histórica do Pt, passada ao PSOL e bandeira do movimento feminista em todo e qualquer lugar do mundo. É uma bandeira das Esquerdas e dos Socialistas. Se Heloísa Helena quer ser a presidente do PSOL como pode, então, discordar publicamente de algo tão básico?
Vale lembrar que o PT, desde os anos 90, defende o aborto, a legalização deste. Lula é contra mas publicamente defende a diretriz do partido. O caso da reforma da previdência não tem qualquer relação com o assunto atual. Uma coisa é o PT abandonar suas bandeiras e a direção obrigar os parlamentares a votar contrários à sua consciência.Outra, bem diferente, é a discussão na base de uma bandeira Socialista e feminista e a recusa de uma das alas em sequer tocar no assunto. Ou, ainda pior, a Presidente do aprtido divergir publicamente da base.
Estamos falando de base e não de direção ou imposição.
A “nova maioria” que dizia se conformar em defesa da pluralidade e da democracia interna mostrou-se autoritária e desrespeitosa. Depois deste episódio, que nos obrigou a retirar-nos temporariamente do Congresso,  eles  recuaram da tentativa de remover Heloísa da presidência do partido. Já não tinham como sustentar os ataques e nem como explicar à base do partido por que nossa principal porta voz, aquela que todos queremos ver disputando a presidência da república, não mais seria presidente do partido.  
A "nova maioria" se mostrou desrespeitosa e autoritária por querer defender uma bandeira histórica? Mostrou-se autoritária por pedir às bases que decidissem uma diretriz? Apenas por desagradar à Heloísa Helena deve-se desistir das bandeiras e deixar passar?

Heloísa Helena encabeçou a chapa do MES – MTL  e independentes (grupo de Milton Temer  e grupo do deputado Gianazzi de SP), e embora nossa chapa tenha tido 30 votos a menos que a chapa da APS, Enlace, CSOL e deputado Raul Marcelo, indicamos a presidência do partido. 
A chapa 1, repito pela milésima vez, manter a unidade do partido. Sem sectarismo ou personalismo.

O fato da chapa 1 não ter indicado o presidente do partido foi  um claro  recuo  diante da evidência de que nenhum outro dirigente teria a legitimidade que tem  Heloísa para ser presidente do PSOL. Felizmente os companheiros se deram conta disso a tempo.   
Erro básico de análise de conjuntura. Talvez cegueira. Não quero pensar em má fé e oportunismo. Realmente prefiro pensar que é só inocência ou falta de tato. Mas é difícil aceitar de boa vontade que realmente o Robaina tenha dito tal barbaridade. A Chapa 1, a vencedora, agindo de boa fé e pela unidade, abriu mão de indicar alguém - Plínio, Ivan, tantos outros! - e recebe em troca uma apunhalada: "Não tem quadros", não tem legitimidade"!

Pois, vejam, a legitimidade da chapa vencedora se deu pelo simples fato de ter saído vencedora, de ter a base ao seu lado! Mas, realmente, eu mesmo vejo Heloísa Helena como presidente natural, é figura pública, notória, reconhecida e está em seu ambiente como figura pública da legenda - ainda que deva se adequar à base do partido em certas posições - mas de forma alguma sua indicação se deveu À qualquer falta de legitimidade do outro lado. É um argumento falso e absurdo.
 Esta foi uma grande vitória política. O PSOL segue comandado por aquela que é a nossa maior guerreira, o símbolo da luta sem quartel contra o PT e o PSDB, aquela que não vacilou na luta contra a reforma da previdência, que confrontou Lula desde o primeiro momento contra Sarney e Henrique Meirelles, que conduziu o nosso partido nestes 5 anos de forma vitoriosa, fazendo do PSOL uma referência para amplos setores de massas que graças a nossa denúncia permanente “dos segredos profissionais” dos políticos corruptos sabem que o PSOL não faz parte deste balcão de negócios.   
Figura de maior visibilidade, líder com carisma e boa líder até, mas "A maior"? "Aquela que não vacilou"?

Concordo que seja referência, é a mais pura verdade, mas nem de longe é a maior ou única líder e figura relevante. Ela talvez personifique muitas das qualidades que os militantes desejam na liderança mas TODOS os uqe foram expulsos do PT e que se integraram ao PSOL para continuara luta, o uque entraram depois mas estão comprometidos com a luta Socialista são igualmente guerreiros. Igualmente não vacilaram, fundaram o PSOL, correram atrás da base, lutam e continuarão lutando.

Este personalismo lembra o PT. Lula´e o líder incontestável, personifica a luta, é o maior guerreiro. São os mesmos argumentos que o PT usa quando trata de seu líder inconteste. É isto que quer o PSOL? Ser um PT parte 2?

Heloísa Helena é uma grande figura, uma grande líder mas não é insubstituível, não é a única nem a maior. Não existe o maior, existem OS maiores, AS maiores, TODOS e TODAS as militantes que doam seu tempo, suas vidas ao partido.

Todos sabemos que o II Congresso do PSOL  foi precedido de uma dura luta política.  Todos os que participaram de alguma plenária escutaram os companheiros da APS e de outras correntes acusarem o MES de não dar bola para a crise econômica e só centrar na questão da corrupção. 
Não sei quanto às plenárias mas durante todo o congresso o MES realmente não falou só em corrupção. Também elevou Heloísa Helena à categoria de deusa. Realmente, está errado.

Mas, falando sério, o falso moralismo e a corrupção dominaram o discurso do MES. É um fato.

Na folha de SP de hoje Ivan Valente repete este discurso, acrescentando que  a sua chapa “vitoriosa” no congresso vai além “porque para ser contra a corrupção não é necessário ser de esquerda”. 
Alguém compreende o porque das aspas? Preciso colocar aqui de novo o resultado do Congresso? 182x156 votos para a chapa do Ivan Valente?

E, realmente, tem que ser de esquerda para ser contra a corrupção? não falo dos DemoTucanos que são de direita e tão corruptos quanto os que acusam, mas esta falsa-moralidade de "só a esquerda é anti-corrupção" é, no mínimo, ridículo. 
Após meses de  uma falsa polarização entre os que supostamente não dão  bola para a crise e os que a denunciam, a declaração de Ivan pós congresso permite-nos identificar  uma divergência importante sobre o tema da corrupção. Para nós  a bandeira da luta contra a corrupção é da esquerda, está nas mãos da esquerda, e só a esquerda pode ser conseqüente nesta luta. 
Se estivermos falando da luta meramente parlamentar, eleitoral, realmente. No congresso só o PSOL tem legitimidade para falar do assunto. Mas a vida não se imita ao parlamento.


É  PSOL e não o DEM que pode , e já está se credenciando junto ao povo por denunciar a corrupção. 
No parlamento, é verdade.Mas, cá entre nós, afirmar que no mundo só os de esquerda são honestos não é mais sectarismo, é fanatismo religioso.

Outros  podem fazer discursos mas que não se sustentam pela sua história passada e a sua prática presente. Parte da nossa tarefa política é demonstrar ao povo esta incoerência, o que só pode ser feito se formos os primeiros e os mais combativos na denúncia e na exigência de punição aos corruptos. Uma das razões pelas quais esta bandeira é tão importante para o PSOL é justamente porque não podemos deixar que o povo se engane achando que “para ser contra a corrupção não é necessário ser de esquerda. ”  É necessário  sim! 
Acusação séria! Então todo e qualquer indivíduo identificado com a direita ou o centro é corrupto ou defende a corrupção enquanto prática legítima?

Além disso, sabemos  que a melhor forma de lutar contra a crise – e não só fazer propaganda dela – é encontrar as bandeiras que mais mobilizam o povo, sabendo que a crise econômica também se expressa numa profunda crise moral pois a burguesia se utiliza de mecanismos corruptos para sustentar seus lucros e seus privilégios. 
Correto. Mas nem tudo. O erro, porém, é adotar uma só bandeira a do combate à corrupção, como tema central de campanha e de programa.

Por fim, o fato do nome de Heloísa Helena não ter sido oficialmente apontado como candidata a presidente da república não tem maior importância. Nem Dilma, nem Serra, nem Marina, nenhum dos prováveis candidatos foi ainda apontado oficialmente por seus partidos. Heloísa é nossa candidata natural e assim permanecerá até que seja realizada a conferência eleitoral do partido e a decisão final seja tomada. Não temos dúvida da importância  da candidatura de Heloísa à presidência da república. 

Não consigo enxergar, honestamente, nenhuma "naturalidade". Aliás, como já disse, esta "naturalidade" se esperava do PT em suas indicações do Lula.
São 3 meses de campanha eleitoral, um período curto mas importante para nos fortalecermos  como uma alternativa de esquerda para o Brasil. Mas também acreditamos a companheira Heloísa  tem todo o direito de explorar a possibilidade de se candidatar ao Senado, já que está em primeiro lugar nas pesquisas e se eleita obteria um mandato que colocaria o PSOL em outro patamar político dentro do Congresso Nacional durante  8 anos. 

Exatamente meu ponto, como demonstrei em postagem anterior. Heloísa Helena está praticamente eleita para o Senado e seria muito melhor para o PSOL - que parece precisar de grandes vitórias para se firmar e se manter unido, enquanto federação - garantir uma presença forte numa das casas mais problemáticas e polêmicas. Melhor que apenas queimar um de seus mais visíveis e relevantes cargos em uma candidatura que, convenhamos, todos sabemos que não irá vencer.

É o momento de seguir o debate e principalmente de construir uma proposta programática. O MES deu sua contribuição apresentando um rascunho de 80 páginas, que foi   distribuído no Congresso. Uma primeira contribuição ao debate, aliás  a primeira e até agora única  contribuição mais global  apresentada ao partido , elaborado por uma Comissão Nacional do MES, que vai seguir trabalhando junto com a militância do PSOL que com certeza tem muito a contribuir nesta discussão. 
E o primeiro passo para seguir com o debate é não considerar um assunto de máxima relevância como não merecedor de atenção.
Além do debate programático, as principais tarefas  que se colocam para a militância do PSOL após o  congresso são: seguir a campanha pelo Fora Sarney com panfletos, cartazes, abaixo assinados; divulgação da luta pelo Fora Yeda, governadora corrupta do PSDB gaúcho,  principalmente em SP território do PSDB de Serra; e engajar-se na batalha pela construção de uma nova central sindical, conforme a resolução votada no congresso. Além disso, temos a tarefa de apoio à luta do povo Hondurenho contra o golpe de direita, inclusive com a ida de uma delegação do PSOL ao país para participar da resistência. 

É importante ressaltar também a vitória que foi a realização do seminário internacional, três dias antes do congresso, uma parceria da Secretaria de Relações Internacionais do PSOL (dirigida pelo MES) com a Fundação Lauro Campos. Dirigentes revolucionários de vários países se fizeram presentes, com destaque para o líder da resistência  Hondurenha, Gilberto Rios, dirigentes  políticos, sindicais e parlamentares   da Bolívia, do Perú, Colômbia,  Venezuela, Argentina, além de representantes do NPA da França, do ISO dos EUA e intelectuais como François Chesnais e Jorge Bernstein. 

Sectarismo desnecessário. Se a Secretaria de RI do PSOL é ou não do MES, que importa? Seria menos valioso o debate se a APS ou o CST fossem diretores da Secretaria?
Saudações, Roberto Robaina
Saudações, companheiro, que o MES consiga sair de seu isolamento sectário e dialogue, por mais doloroso que seja este diálogo. Façam pelo PSOL, pela base, pelo país.
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Comentários
7 Comentários

7 comentários:

AF STURT disse...

Em relação à declaração do Roberto que só os da esquerda podem ser anticorrupção, isso é parte da questão de que o estado corrupto é conseqüência da ditadura do capital. Mas mesmo aqueles que não são de esquerda, nesse ponto de vista, não são contra a corrupção integralmente,apenas parcialmente,ou seja defendem capitalismo humanizado e ética e moralismo para ser a solução para todos os problemas.Alias este discurso(os anti-corruptos são só os de esquerda) pode ate ser usado porém deve explicar como chega a essa conclusão.

Agora, que eu não estou entendo nada, foi a esquerda do psol ou a direita que venceu as eleições?Pois em um comentário abaixo eu disse que a esquerda tinha vencido, vc (Raphael) me respondeu dizendo coisas contrarias a isso, fiquei com a sensação de que os vitoriosos não eram da esquerda, porém agora entendi que a esquerda é que saiu vitorioso, ou não?

Raphael Tsavkko Garcia disse...

Existem os de direita que são anti-capitalismo, logo, em teoria, anti-corrupção e não podem ser enquadrados na categoria da "direita capitalista safada". Eu até entendo o discurso do Robaina, na verdade, entenderia se não soubesse a real intenção: a de legitimar a luta contra a corrupção pela falta de vontade de dialogar sobre outros assuntos, como o Aborto.

É o falso moralismo e a fuga dos assuntos relevantes além da corrupção e do próprio sistema capitalista. Ir contra a corrupção é ir contra uma faceta, um resultado mas não contra a estrutura do capital. Até mesmo do ponto de vista do Socialismo, é um erro básico.

OS vitoriosos forma da Esquerda, APS/CSOL/Enlace e outros. A Direita do PSOL, o MES, perdeu. MAs é aquilo, não é que o MES seja "direita", na chapa tinha o pessoal do Rio como o Alencar, Freixo, o Milton TEmer, gente boníssima e Socialistas de verdade. O título foi uma brincadeira, uma ironia com a musiquinha que o pessoal cantou ao fim do congresso acusando o MES de ser de direita pela falta de diálogo, defesa do moralismo e a pancadaria que teve durante a votação.

Quem ganhou foi a Chapa 1, do Plínio, Ivan, Raul Marcelo e afins. PErdeu a Genro, HH, Alencar, Freixo.

A HH perdeu a eleição de chapa mas levou a presidência.

Mari disse...

NUSSSSSSS, QUE VIAGEM HEIN FILHINHO....

O MÍNIMO DESSE DEU POST É SER RIDICULO!!!!

É CLARO QUE VOCÊ TEM UMA OUTRA VISÃO DO CONGRESSO, POIS É JUSTAMENTE ESSA A POLÍTICA DE APS E ALIADOS: MANOBRAR E ALIENAR SEUS MILITANTES E DECIDIR NA CÚPULA O QUE FAZER.... SE TIVESSEM RESPEITO POR TODOS, FALARIAM À BASE OS PLANOS DE COLOCAR O PLINIO COMO PRESIDENTE.... FALARIAM DA MANOBRA FEITA COM O MOVIMENTO DAS MULHERES, COM UMA PAUTA SUPER VÁLIDA, MAS QUE FORAM UTILIZADAS NEQUELE MOMENTO PARA OUTRA FINS. O MES, INDEPENDENTE DO QUE VOCÊ PODE ACHAR, TEM UMA MILITÂNCIA DE QUADROS FORMADOS E QUE TEM CONVICÇÃO EM SEU PROGRAMA, QUE TEM ORGULHO DE SEREM DA ONDE SÃO E QUE NÃO FICAM QUEIMANDO FICHAS A TOA.


AGORA ANALISEMOS BEM COMPANHEIRO QUE É A DIREITA NO PSOL. PRA MIM, NÃO EXISTE DIREITA NO PSOL E SE VC ACREDITA NISSO NÃO SEI O QUE AINDA FAZ NELE. EXISTE SIM A EXTENSÃO DO PT NO PSOL, QUE SE DIZ POPULAR E DE DEMOCRACIA, MAS BASEA SUA POLÍTICA NO EMBURRECIMENTO E ENGANO DE SUA MILITÂNCIA.


A LUTA COMPANHEIRO, CONSTRUIR É MELHOR DO QUE ATACAR. ATÉ PORQUE OS INIMIGOS NÃO ESTÃO AKI, MAS LÁ FORA.

Raphael Tsavkko Garcia disse...

MAri:

Em primeiro lugar, escrever um texto todo em caixa alta é o cúmulo da falta de educação. Atrapalha a leitura e é ofensivo.

No mais, quem esteve no Congresso viu as posições sectárias do MES. Lamentáveis, personalistas, triunfalistas... Não é assim que se constrói um partido. Ao menos não um Socialista.

Eu não sou militante da APS, do CSOL, nem de qualquer corrente, vale salientar, mas durante o congresso, pelas posições do MES me aproximei destas correntes pela coerência da defesa de suas teses, em especial o CSOL.

O problema do MES é que forma pessoas para o MES, e não para o PSOL. Tem coisa mais lamentável que o grupinho cantando musicas dos Los HErmanos no meio da votação? Todos com camisas do MES e não do PSOL? Se são mais MES que PSOL então o que fazem ali no congresso? Que fundem um partido só para si.

E nem acredito que exista uma "direita" no PSOL, na verdade o título, como expliquei, foi tirando sarro da musiquinha que o pessoal do congresso cantou para o MES no fim do terceiro dia. As posições do MES são sectárias, mas não de direita, note a piada.

Por fim, companheira, a extensão do PT é a ala que quer tornar a HH um Lula, eterna candidata, eterna e única referência. Que quer levar só o discurso do Moralismo, que se recusa a discutir o aborto (não, sito não, até o PT discutiu o assunto e votou em 1996!).

Esta ala é o MES.

Anônimo disse...

A militância do MES não passa de um bando de playboys, capitaneados pelo Playboy Chefe, Roberto Robaina. Pessoalzinho sectário e fracionista. Na plenária deles feita depois de sua patética retirada do congresso, disseram que não vão de forma alguma perder a hegemonia do partido. Parece que estão dispostos a tudo pra isso, até acabar com o PSOL. Essa foi só a primeira derrota da direita do PSOL. Outras virão.

AF STURT disse...

E ,se é para fazer outro pt ou continuar fazendo politica eleitoreira e não respeitar as bases ,que continue no pt ou fundi um partido propio.

Luís disse...

Mas o MES não tem senador (JOSÉ NERY/APS) que vota a favor do orçamento do GOVERNO LULA, que destina bilhões para o pagamento da dívida. Que por sinal, é tão criticada pelo Ivan Valente, que TAMBÉM É DA APS, que contradição não?!

Abraços

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