O que vimos na UniBan, a perseguição, as ameaças de estupro, a humilhação, a violência cometida contra uma estudante pelo tamanho do seu vestido - muito mais comportado do que muitos que já vi na PUC ou USP, por exemplo - não é algo típico do Brasil, ou não deveria ser. Mas, no Afeganistão, Arábia Saudita ou na Europa Medieval, seriam lugar-comum.
Basciamente, nos equiparamos ao atraso, ao fanatismo e à intolerância.
Vemos claramente a diferença entre ambientes genuinamente acadêmicos - de tolerância, concordância, de debates e troca de idéias, por mais que hajam seus percalços naturais -e o ambiente de uma empresa que se diz escola.
3 comentários:
Ainda que eu respeite o universo de opiniões, favoráveis e/ou contra, sobre o que aconteceu na UNIBAN, manifesto - e penso que todos que se fizeram presentes por seus comentários deveriam refletir acerca do que vou falar - que o o objeto, o motivo da turbamulta foi irrelevante. Penso que os efeitos daquele gesto refletem em muito, a INTOLERÂNCIA! São atos como essem que nascem "insignificantes" num contexto maior da sociedade que se transformam em sementes de algo maior!
O "erro" da estudante - segundo o código de condutas da UNIBAN - não pode servir de pretexto para que os outros alunos se achassem no direito de ofendê-la como bem entendessem. Erraram os alunos, errou a UNIBAN no momento que publicou a expulsão, e mais uma vez lincou moralmente a aluna.
Um dos principios basilares do Estado Democrático de Direito é o respeito às diferenças e TOLERÂNCIA aos indivíduos que fazem parte dessa sociedade democrática.
E justamente por nao haver a tolerância que alguns dos mais sinistros capítulos da humanidade já existiram.
E por falar nisso é que lembrei desse texto:
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar.
Martin Niemöller – pastor luterano alemão – 1933 (data presumida) "
Daí eu pergunto aos outros eleitores: " Pode até não ser por um vestido, mas e se amanhã acontecer com você? "
A questão é bem essa. Não importa se a Geisy provocou ou não, se o vestido era efetivamente curto ou não e sim a atitude animal, criminosa, dos estudantes (sic) da UniTaleban.
Universidade é lugar de juntar multidão para acuar! Agredir com palavrões! Subir nas paredes! Trepar nas janelas! Meter a mão nas alunas! Botar o celular para filmar debaixo da saia! Ameaçar de estupro!
Só não é lugar de minissaia!
Postar um comentário