quinta-feira, 10 de junho de 2010

A Mídia e os Protestos em São Paulo

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Como não poderia deixar de ser, o papel da mídia no protesto contra Israel vale o post.

Segundo o G1, eram apenas "muçulmanos" reunidos no MASP para protestar contra Israel. Engraçado, eu não sabia que era muçulmano! Mas sabia que o G1, da indefectível Rede Globo, era preconceituoso.

Aliás, no G1 sequer existia uma notícia, apenas duas fotos e a chamada absurda.
"Muçulmanos fazem ato de repúdio a ataque israelense em SP
Manifestantes se concentraram no vão do Masp, na Avenida Paulista.
Ataque a frota de ajuda humanitária provocou protestos pelo mundo."
Para o G1 estamos, aparentemente, diante de um choque de civilizações! Muçulmanos versus Judeus quando, na verdade, a questão é a defesa dos Direitos Humanos por humanos, por cidadãos de todo o mundo, independentemente de religião ou ligação política, sejam eles muçulmanos, cristãos, judeus ou ateus, contra um Estado Genocida que representa o que há de pior na espécie humana.

Interessante foi a tentativa de alguns outros veículos de entrevistar o "outro lado". O vice-presidente da Federação Israelita de São Paulo tentou claramente transformar a manifestação em uma disputa entre muçulmanos e judeus e prestou mais um desserviço à humanidade ao, também, se somar às mentiras israelenses:
Berkiensztat preferiu não tomar uma posição sobre os últimos acontecimentos, apesar de lamentar as mortes pela ação militar contra o barco dos ativistas. “Acho que é prematuro. Prefiro esperar as investigações. É muito complexo o que acontece lá. O contrabando de armas para a faixa de Gaza é uma coisa absurda. Portanto, o exército de Israel tem medo de que isso esteja se intensificando. Há uma diferenciação. As pessoas vão às ruas para dizer ‘morte aos judeus’ ou dizer que os judeus são assassinos. Mas eu sou judeu, pacifista, brasileiro e não tenho nada de assassino. E espero que a justiça sempre reine”.
Gaza sofre um bloqueio criminoso. O Hamas foi democraticamente eleito e representa o povo palestino. Israel se recusa a aceitar este fato e prefere apenas sufocar qualquer resistência, prefere matar de fome crianças palestinas e assassinar à sangue frio ativistas dos direitos humanos. Os Sionistas sabem que sairão impunes, sabem que tem a proteção do Império e sentem-se livres para agir contra quem tiverem vontade.

Como também não pdoeria deixar de ser, a preocupação de alguns outros veículos era com o trânsito. Do protesto em si não falaram nada, mas se preocupavam se a classe média iria poder assistir à novela sem ficar horas em seus carros pagos em 200 prestações porque, vejam só, alguns malucos protestavam contra algo tão longe que o Jornal Nacional pouco dava publicidade!
Cerca de 800 pessoas participaram na tarde de hoje de uma manifestação contra Israel no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, região central da cidade. De acordo com a CET, não foi registrada lentidão nas vias próximas.
Aliás, vale até agradecer, mal falaram do protesto mas inflaram de tal forma os números que acabaram por denunciar que nem se preocuparam em verificar suas fontes ou em falarem a verdade! Bem que queríamos reunir 800, 1000 pessoas, mas o brasileiro parece preferir ficar em casa e reclamar sozinho. E a mídia aplaude, pois o trânsito continuará a ser apenas péssimo.
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Comentários
2 Comentários

2 comentários:

Lucas Morais disse...

Para o Estadão, protestos em São Paulo não são fatos políticos, mas problemas de trânsito...

pluralizando disse...

Parada Gay = 3 milhões

Protesto contra genocídio = 300 pessoas

Brasil, um país de tolos..

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