sábado, 11 de dezembro de 2010

Ditadura Gay, Apolinário, Folha e a Falha: A edição criminosa

Pin It
------
Propaganda
-------
Carlos Apolinário, DEM: Poderoooooosa!
Carlos Apolinário, Vereador de São Paulo pelo DEM - sempre o velho PFL/ARENA - escreveu (sic) um texto simplesmente lamentável e que só poderia encontrar espaço em um esgoto como a Folha de São Paulo.

A Folha vem se notabilizando por publicar textos racistas, xenófobos, fascistas e preconceituosos sem o menor pudor, e agora chegou a vez do jornal defender a tese da Ditadura Gay, ou seja, a aprovação do PL 122, qe criminaliza a homofobia.

Apolinário considera que criminalizar a homofobia equivale a amordaçar a população. Amordaçar pastores ladrões, padres pedófilos e gente preconceituosa em geral.

Não sei porque, mas senti falta, no artigo do nobre vereador, uma reclamação também do fato dos negros não poderem ser chamados de macacos... Afinal, é o DEM!

Não tenho paciência para debater ponto a ponto um texto tão grotescamente absurdo, mas uma parte me chamou especial atenção e merece comentário, pois é a deturpação na qual vários preconceituosos se centram para justificar sua oposição ao projeto de lei:
Mas de que direito eles estão falando? O discurso é atraente, mas, a rigor, trata-se de impor à maioria um modo de existência da minoria. Isso, sim, é uma forma de opressão.
Meu caro ignorante, ops, mal intencionado vereador, ninguém quer "impor um modo de existência", ninguém quer torná-lo gay - ainda que uma oposição tão ferrenha denote que alguém está um pouco enrustido, né? -, ninguém quer que o senhor SEJA gay ou que ensine seus filhos a SEREM gays.

O que todos queremos - gays e não gays que respeitam os direitos humanos e a diversidade - é simplesmente que gays não sejam CRIMINALIZADOS, que o modo de vida DELES seja RESPEITADO.

Você não precisa "concordar", não precisa "ser", basta, enfim, RESPEITAR.

Da mesma forma que as leis que punem o racismo não querem torná-lo negro ou fazê-lo achar lindo ser negro, você pode pensar o que quiser, mas as leis impedem o desrespeito, o preconceito, a ofensa, a humilhação, logo, torna CIDADÃOS negros, gays e minorias em geral.

Mas eu não resisto:
A pretexto de combater a homofobia, o PL 122 cria, na verdade, a heterofobia, pois homens e mulheres que não concordam com o homossexualismo poderiam ser interpretados como homofóbicos apenas por dizer o que pensam.
"Heterofobia", vereador?  Não poder xingar, chamar de inferiores ou de criminosos aos gays fazem com que surja a "heterofobia"? De quem pra quem, meu caro? E, você "concorda" que alguém seja negro? Oras, claro que não, porque não se concorda ou se discorda do que são as pessoas!

As pessoas nascem negras, brancas, multatas, pardas... Assim como nascem homo ou heterossexuais, ou mesmo interssexuais.

Mas, mesmo assim, não concorde, ninguém te impede de achar feio ou coisa do tipo, só queremos impedí-lo de, por suas crenças, humilhar, denegrir e ofender os homossexuais. Ninguém te tira o direito de acreditar, de crer, ou mesmo de ler um livrinho de contos e tomar aquilo como verdade absoluta, problema seu, o que queremos impedir e que você use estas crenças medievais para ofender e atacar quem não tem nada a ver com você.

O artigo completo e lamentável pode ser lido no link.

Mas, enfim, chegamos na "edição criminosa" - e eu efetivamente preciso aprender a criar bons títulos para posts, mas ok.

A Folha publicou um e-mail que lhes enviei, criticando - óbvio - o artigo do Apolinário. Mas o e-mail foi mutilado e perdeu parte do sentido. Isso sem contar que erraram meu nome, colocaram dois "p's" em "Raphael". Mas isto é o de menos.

Vejam o que a Folha publicou e o que eu enviei, com destaques em negrito para o que foi suprimido. Sei que a Folha se dá a liberdade de editar comentários, mas tenhamos alguma decência!

Publicado pela Folha:

O vereador Carlos Apolinario, como piadista, precisa melhorar.
Suas comparações ao Irã, à China e afins são de um absurdo que beira o ridículo. Mas elas não nos fazem rir, pois preconceito não tem graça.
Seu partido, o DEM, é famoso por se opor às cotas para negros, ao ProUni, enfim, ao acesso daqueles estigmatizados e marginalizados à cidadania.
Ser contra a homossexualidade é apenas a nova moda, a nova luta de uma elite que já foi escravagista, mas que hoje não pode abertamente criticar os negros, porque isso é crime.
RAPPHAEL TSAVKKO GARCIA (São Paulo, SP)

Original:
O vereador Carlos Apolinário, como piadista, precisa melhorar. Suas comparações ao Irã, China e afins são de um absurdo que beira o ridículo, mas não nos fazem rir, preconceito não tem graça. Seu partido, o DEM, é famoso por se opor à cotas para negros, ao ProUni, enfim, ao acesso daqueles estigmatizados e marginalizados à cidadania. Ser contra a homossexuallidade é apenas a nova moda, a nova luta de uma elite que já foi escravagista, mas hoje não pode abertamente criticar os negros - é crime. Esta elite quer a "liberdade" de promover e desfilar preconceitos, a "liberdade" de humilharem, desrespeitarem e, como de costume, estigmatizarem mais uma parcela da população que já é constante vítima de marginalização. Aliás, é engraçado que um membro do DEM, partido base da Ditadura Militar, tenha a coragem de falar em Ditadura Gay, afinal, de Ditadura eles entendem e gostam.

Rapphael Tsavkko Garcia
------