quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Bil'in Protest - Free Abdallah Abu Rahmah!

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Carta de Abdullah Abu Rahmah, um dos líderes do movimento pacifista de Bil'in contra o muro do Apartheid, preso pelas forças sionistas de Israel sem ter cometido qualquer crime além do de se recusar a se submeter à invasão, confisco e roubo das terras de seu povo e de se recusar a ser vítima silenciosa do genocídio patrocinado pelo Estado de Israel contra o povo Palestino.

Que o mundo saiba o que Israel faz com qualquer voz de oposição ao seu regime genocida.
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Letter from Abdullah Abu Rahmah, one of the leaders of the pacifist Bil'in movement against the Apartheid Wall, arrested by the zionist forces of Israel without having committed any crime in addition to refusing to submit to the invasion, seizure and confiscation of the land of his people and to refuse to be a silent victim of the genocide sponsored by the State of Israel against the Palestinian people.

Let the world knows what Isreal does to any opposition voice to it's genocidal regime.
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Free Abdallah Abu Rahmah
Abdallah Abu Rahmah keeping his daughter Luma from harms way
Abdallah Abu Rahmah keeping his daughter Luma from harms way
On the night of International Human Right Day, Thursday December 10th, at 2am, Abdallah Abu Rahmah was arrested from his home in the West Bank city of Ramallah. Seven military jeeps surrounded his house, and Israeli soldiers broke the door, extracted Abdallah from his bed, and in front of his wife Majida and their three children — seven year-old Luma, five year-old Lian and eight month-old baby Laith — they blindfolded him and took him into custody for organizing peaceful demonstrations.
For Abdallah's wife, Majida Abu Rahmah's account of the arrest see her blog in the Huffington Post
Abdallah is a source of inspiration to us all, but now he needs your support. Please take a minute to show him that people from all over the world care about him and his cause by sending him a letter. Your support will strengthen Abdallah's morale and be presented to his judge, proving that the international community is watching.

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This message was sent to xxxxxxx@gmail.com  by Popular Struggle Coordination Committee

Popular Struggle Coordination Committee | Amarat alRamouni | Ramallah | Occupied Territories








This letter from Bil′in′s Abdallah Abu Rahmah was conveyed from his prison cell by his lawyers. Please circulate widely.
January 1, 2010
To all our friends,
I mark the beginning of the new decade imprisoned in a military detention camp. Nevertheless, from within the occupation′s holding cell I meet the New Year with determination and hope.
I know that Israel's military campaign to imprison the leadership of the Palestinian popular struggle shows that our non-violent struggle is effective. The occupation is threatened by our growing movement and is therefore trying to shut us down. What Israel′s leaders do not understand is that popular struggle cannot be stopped by our imprisonment.
Whether we are confined in the open-air prison that Gaza has been transformed into, in military prisons in the West Bank, or in our own villages surrounded by the Apartheid Wall, arrests and persecution do not weaken us. They only strengthen our commitment to turning 2010 into a year of liberation through unarmed grassroots resistance to the Occupation.
The price I and many others pay in freedom does not deter us. I wish that my two young daughters and baby son would not have to pay this price together with me. But for my son and daughters, for their future, we must continue our struggle for freedom.
This year, the Popular Struggle Coordination Committee will expand on the achievements of 2009, a year in which you amplified our popular demonstrations in Palestine with international boycott campaigns and international legal actions under universal jurisdiction.
In my village, Bil'in, Israeli tycoon, Lev Leviev and Africa-Israel, the corporation he controls, are implicated in illegal construction of settlements on our stolen land, as well as the lands of many other Palestinian villages and cities. Adalah-NY is leading an international campaign to show Leviev that war crimes have their price.
Our village has sued two Canadian companies for their role in the construction and marketing of new settlement units on village land cut off by Israel's Apartheid Wall. The legal proceedings in this precedent-setting case began in the Canadian courts last summer and are ongoing.
Bil'in has become the graveyard of Israeli real estate empires. One after another, these companies are approaching bankruptcy as the costs of building on stolen Palestinian land are driven higher than the profits.
Unlike Israel, we have no nuclear weapons or army, but we do not need them. The justness of our cause earns us your support. No army, no prison and no wall can stop us.
Yours,
Abdallah Abu Rahmah
From the Ofer Military Detention Camp



Esta prisão segue o modus operandi Israelense de colocar na cadeia as lideranças dos movimentos pacifistas da Palestina e também ativistas israelenses. Dia 16 de dezembro foi também preso Jamal Juma,coordenador do movimento "Stop the Wall".
Jamal Juma’ has been arrested by Israeli authorities on December 16. This latest arrest is yet another escalation of Israel’s attack on Palestinian human rights defenders and clamp down on the right to freedom of expression and the right to association
Juma é um dos presos de maior relevância política atualmente para Israel e a ele se junta agora o líder do movimento de Bil'in. Ambos são mantidos na cadeia sem qualquer acusação formal ou séria.
Jamal Juma’s is the most high profile arrest within an intensifying campaign of repression of grassroots mobilizing against the Wall and the settlements. Initially arresting local activists from the villages affected by the Wall, the Israeli authorities moved towards the detention of internationally known human rights defenders such as Mohammad Othman and Abdallah Abu Rahmeh. Mohammad, another member of the Stop the Wall Campaign, was arrested nearly three months ago when returning from a speaking tour in Norway. After two months of interrogation, the Israeli authorities could still not press any charges against him and therefore passed an administrative detention order against him. Abdallah Abu Rahma, a leading figure in the nonviolent struggle against the Wall in Bil’in, had been taken from his home in the middle of the night a week before Jamal was jailed.
A análise, em ambos os casos, é a mesma: Busca-se quebrar a oposição pacifista à Israel. Contra estes não existe argumento válido que Israel possa usar, não há a suposta violência do Hamas nem os ataques das Brigadas militantes, apenas a resistência pacífica de milhares de Palestinos (e estrangeiros, além de Israelenses), combatida com balas e violência unicamente pelos soldados sionistas.
Na avaliação dos ativistas companheiros de Jamal, com estas detenções, Israel pretende quebrar a sociedade civil palestina e sua influência na tomada de decisões políticas em nível nacional e internacional. Eles fazem uma convocação: “Este processo claramente criminaliza o trabalho dos defensores dos direitos humanos palestinos e a desobediência civil palestina. É crucial que a sociedade civil internacional se oponha às tentativas israelenses de criminalizar defensores de direitos humanos que lutam contra o muro. A política de Israel de atacar os organizadores que apelam à responsabilização de Israel é um desafio direto às decisões dos governos e organismos mundiais como o Tribunal Internacional de Justiça para responsabilizar Israel pelas violações do direito internacional. Este desafio não deve ficar sem resposta”.

Vejam a carta de Majida Abu Rahmah, esposa de Abu sobre a prisão de seu marido e líder palestino: http://www.bilin-village.org/english/articles/press-and-independent-media/My-Husband-Jailed-for-Protesting-Israel-s-Wall
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ato contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo

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NÃO ENGULA O AUMENTO DA TARIFA
JUNTE AMIGOS, PARENTES E VIZINHOS E FAÇA A SUA PARTE:
VENHA PARA A RUA PROTESTAR. o transporte precisa ser PÚBLICO

Kassab anunciou que vai aumentar a tarifa do ônibus para R$ 2,70 no dia 4 de janeiro de 2010. A integração com o Metrô passará de R$ 3,65 para R$ 4,00. O prefeito ainda tem a cara de pau de pedir nossa compreensão, aproveitando-se das férias escolares e do recesso de fim de ano para evitar mobilizações contrárias a esse abuso!
Todo ano os empresários do transporte pressionam a prefeitura para aumentar as passagens, para que possam continuar a lucrar. Cada um desses aumentos faz com que milhares de pessoas deixem de usar os ônibus por não terem dinheiro para pagar a tarifa. O aumento atual, de 17,4%, está acima da inflação do período. O acréscimo de R$ 0,40 em cada tarifa vai fazer com que gastemos R$ 118,00 com ônibus todo mês, ou 23% do salário mínimo – isso apenas para ir e voltar do trabalho. São Paulo terá a 2a tarifa de ônibus mais cara do Brasil! E o Governo do Estado já anunciou que Metrô, CPTM e EMTU também serão reajustados em breve.
Se o transporte é um direito do cidadão, não pode ser pensado enquanto lucro das empresas, mas sim como uma necessidade básica da população. Se ir e vir é um direito, o ônibus não deveria sequer ter tarifa. Imagine se os hospitais e as escolas públicas tivessem catracas na porta?
O poder público investe na construção de pontes, túneis e na ampliação da Marginal, o que só beneficia os carros particulares. Um grande volume de dinheiro tem sido aplicado em transporte coletivo visando a Copa do Mundo de 2014, mas esses investimentos não necessariamente correspondem às necessidades reais da população. Exemplo disso é a construção da Linha 4-Amarela do Metrô, que passará por bairros ricos como o Morumbi enquanto a periferia continua sem esse tipo de transporte, e o Terminal Campo Limpo – que prejudicou a locomoção dos moradores da região. Até quando as políticas públicas de transporte serão definidas sem que a população seja consultada?
Prefeitura e empresários tentam nos convencer de que o aumento é inevitável porque sabem que nós podemos barrá-lo. Aconteceu em Florianópolis e em Vitória em 2005, quando a população dessas cidades barrou aumentos de tarifa indo para as ruas se manifestar. Em 2006, em São Paulo, milhares de pessoas saíram às ruas contra o aumento. É isto que as autoridades querem evitar, mas não vão! O conjunto da população de São Paulo pode e vai barrar este aumento!
ATO PÚBLICO CONTRA O AUMENTO
Quinta-feira, 7 de janeiro Concentração às 16h no Teatro Municipal (próximo ao metrô Anhangabaú)

REUNIÃO DA REDE CONTRA O AUMENTO DA TARIFA
Domingo, 10 de janeiro, às 15h, no espaço Ay Carmela!
(Rua das Carmelitas, 140 – próximo ao metrô Sé)
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Assassinato na Roosevelt: Apenas um número, uma estatística [Update]

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Hoje um homem morreu na frente da minha casa... e eu vi tudo. A praça Roosevelt não é mais a mesma.

Não, não estou traumatizado e tampouco o coitado morreu na minha frente (não exatamente), mas alguns fatos me deixaram surpreso - e também me ajudaram a constatar simples fatos e provar teorias.

Antes de mais nada, um agradecimento especial ao nosso querido governador Zé Alagão pelo trabalho exímio da Polícia Militar do Estado de São Paulo que tanto neste caso quanto no do quase assassinato do dramaturgo Mário Bortolotto dentro do teatro Parlapatões (curiosamente eu havia chegado em casa pouco antes dos tiros serem disparados e cheguei a ouvir a comoção logo depois, mas só soube que eram tiros e confusão no dia seguinte) quanto no caso de hoje, de um mendigo assassinado com uma facada na barriga por outro, fatidicamente na frente do mesmo Parlapatões, na disputa por um prato de comida.


Não poderia também deixar de agradecer à outra importante figura, notório mentiroso, o prefeito Aquassab pelas constantes promessas de reformar a Praça Roosevelt, de derrubar o maldito pentágono em cima da mesma e de revitalizar a área mas que, na verdade, acabou fechando os albergues do centro transferindo a população de rua para a praça e também pela fantástica idéia de retirar a Cracolândia de seu lugar histórico e espalhá-la por todo o centro - mas deixando sua amada Nova Luz "livre". Agora eu vejo pessoas fumando crack da minha janela.

Mas vamos aos fatos.



Por volta das 15h do dia 4 de janeiro, com uma dor de cabeça absurda, ouvi os gritos de alguns indivíduos sentados na escadaria da praça exatamente em frente ao meu prédio: "Socorro, Polícia" e coisas do tipo.

Com a eficácia e competência de sempre, a polícia militar - que mantém uma inútil delegacia na esquina da praça e, depois do episódio nos Parlapatões, dois policiais de forma esporádica na praça em si - não fez nada.


Ao ouvir os gritos corri para a sacada do meu apartamento e vi um corpo no chão, sangrando profusamente enquanto, ao longe, vi dois policiais andando, caminhando despreocupados em direção ao corpo. Com a lerdeza calma costumeira, um deles pegou o rádio para chamar "reforços" e o outro passou minutos colocando uma luva de borracha sem que, no entanto, nenhum dos dois tivesse se abaixado para socorrer o mendigo ou sequer para checar o pulso e saber se ainda estava vivo.

Bem, era um mendigo, não surpreende o comportamento, o descaso.

Poucos minutos depois chegaram, com toda a demonstração de eficiência, pela contra-mão, cerca de 7 viaturas e 3 motos cheias de PM's que, em nenhum momento, buscaram encontrar o responsável pelo assassinato - outro mendigo, segundo me foi dito.



Uma verdadeira demonstração, uma encenação que combina perfeitamente com o ambiente cheio de teatros. Um teatro policial, um circo armado para fingir eficiência enquanto um homem se esvaia em sangue e o responsável escapava com tranqulidade, sem ser molestado.

Quando a PM notou que estava ridículo o circo de mais de 20 policiais para um corpo e nenhum culpado, pegaram desrespeitosamente o mendigo e colocaram o corpo no banco de trás de uma viatura e foram embora, deixando alguns soldados para fazer perguntas e fingir serviço.

Passados mais alguns minutos, como que para lavar a alma da Praça e para coroar o belo governo Aquassab, chegou uma chuva de granizo que lavou completamente o sangue da calçada e lavou a alma da PM ineficiente e ineficaz.

Ao longo do acontecimento me surpreendeu o descaso não só da PM mas também de muitos transeuntes que passavam, davam uma olhada e passavam como se não fosse nada, como se não fosse uma vida, um homem estendido no chão, não importa sua condição social.

Conversando com comerciantes da rua vê-se o medo de que a Praça volte a ser o que era ha 10-15 anos, um antro de marginais e vagabundos, perigosa, sem vida. Não podemos permitir que isto se repita e que a praça morra. Prefeitura e governo precisam investir em infra-estrutura e em segurança, não fechar os albergues nem criminalizar a população de rua seria um começo ideal!


E nós, moradores, comerciantes e simples frequentadores da praça precisamos continuar a aparecer, a povoar a região e não deixar que o medo tome conta e que o lugar fique vazio pois não há volta.


Enfim, minha intenção é ligar para a Ouvidoria da PM e relatar estes fatos, o descaso da PM e a situação de abandono da praça. Mas como confiar num órgão da PM para verificar a ação da própria?

E, mais além, fica o sonho de que a reforma da Praça realmente saia algum dia, que Aquassab tome ciência da notícia e que Zé Alagão comece a pensar que segurança não é só para os Jardins e Morumbi.

Mas é uma esperança vazia.

No meio tempo ficamos com medo, a violência bate em nossas portas.

Vídeos da ação (sic) da PM:


















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Update:

Um mendigo parece não ser tão relevante para a mídia, o nosso querido PIG. Do fato apenas o Estado de São Paulo soltou uma pequena, minúscula nota sobre o ocorrido:
Homem é esfaqueado na Praça Roosevelt
Quarta, 05 de Janeiro de 2010, 00h00

Um morador de rua foi esfaqueado ontem à tarde na Praça Roosevelt, em frente ao Espaço dos Parlapatões, local onde o dramaturgo Mário Bortolotto foi baleado, há um mês. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o homem foi levado para a Santa Casa, mas não resistiu e morreu. O caso foi registrado no 4º DP (Consolação).
E o Vermelho também noticiou o fato, com maior preocupação que a mídia tradicional.

O post também foi repassado ao Fórum Centro vivo.

O Blog do Nassif também repercutiu a notícia.

Com um dia de atraso e só porque causou comoção e repercutiu, a Folha Online também noticiou o fato mas de forma tão precária quanto o Estado.

Se a info de que ele ainda estava vivo quando chegou na Santa Casa de Misericórdia proceder então a negligência da PM foi ainda maior, pois os dois PM's que chegaram primeiro não prestaram qualquer atendimento à vítima e em momento algum uma ambulância apareceu, muito pelo contrário, o mendigo foi levado como um saco de babatas vários minutos depois das viaturas terem chegado com estardalhaço.
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