quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nova manifestação dos professores, AMANHÃ!

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A Rede Brasil Atual (@redebrasilatual) informa que AMANHÃ, 14h, os professores irão se reunir novamente no vão-livre do MASP para mais uma assembléia grevista frente à instransigência do governo estadual que, apesar da saída de Serra - novamente abandonando um cargo sem cumprí-lo até o final - continua sem querer discutir as propostas da categoria.

Hoje, quarta, os professores foram finalmente recebidos por Paulo Renato de Souza, Secretário estadual da Educação, mas não houve negociação, apenas mais descaso.
Em greve desde 8 de março, os professores promovem nova assembleia e manifestação nesta quinta-feira (8), na avenida Paulista, a partir das 14 horas. Será a quarta passeata em um mês de paralisação. Segundo o Brasília Confidencial, os docentes estudam acampar em frente à Secretaria da Educação até que o governo aceite negociar.
A greve continua! E amanhã, tod@s à Paulista novamente!

Avenida Paulista, MASP, 14h, dia 8 de abril, quinta-feira!
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A nova estratégia militar dos EUA, quem acredita?

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A nova estratégia militar dos EUA no que concerne suas armas nucleares e seu uso não trouxeram nenhuma grande novidade. Bravatas e continuidade do que já existia. Tanto EUA quanto a Rússia já haviam se comprometido em reduzir seus arsenais, nenhuma novidade ate aí. O que muitos colocaram como surpresa foi a declaração seguinte:
Dentro da nova estratégia, os Estados Unidos se comprometem a "não utilizar nem ameaçar com armas nucleares" os países que não dispõem desses arsenais e cumpram suas obrigações dentro do Tratado de Não-Proliferação.
Deve-se notar alguns detalhes:

1. Segundo esta nova declaração, antes, qualquer país poderia ser vítima de ameaça (chantagem) nuclear por parte dos EUA. Agora é que mudaram de idéia.
2. Os EUA se comprometem a não usar ou ameaçar países que se enquadrem em alguns quesitos, logo, não renuncia ao uso de armas nucleares em qualquer hipótese e afirma que pode utilizá-las em alguns casos, o que mantém o perigo nuclear.
3. Dentre as exceções para o uso destacam-se a não-disposição de armas nucleares (sem, porém citar os países sob os quais existem apenas suspeitas) e que CUMPRAM as obrigações dentro do TNP.

Analisando uma a uma.

1. Os EUA admitiram o que todos sabiam, que seu arsenal nuclear sempre foi usado para chantagear outros países, seja quais forem, sem discriminações. Qualquer um poderia ser vítima de suas armas. Por mais que fosse fato conhecido, é assustador esta admissão, ainda que involuntária. Mas, de qualquer forma, o que fica é a contínua ameaça o uso de armas nucleares, e entremos no segundo ponto.

2. OS EUA não renunciaram, pelo bem da humanidade, ao uso de armas nucleares, mas criaram uma escala, um limite. Continuam, porém, a ameaçar seus desafetos com seu poderio destrutivo. Os EUA, passando por cima de qualquer organismo, decidiram criar seus próprios limites e pouco importam críticas ou reclamações de quem quer que seja. Fazem o que querem, como querem.

3. Quanto às exceções, o grande perigo. Os EUA se comprometem a não ameaçar e usar armas nucleares em países que comprar com suas obrigações dentro do TNP e que não tenham armas, logo, temos um espaço amplo para conjecturas.

Para os EUA, o Irã se não as tem, as planeja, o que é razão suficiente para a contínua ameaça ao país. Para os EUA cabe apenas inventar uma história, inventar provas e acusar o país que bem quiserem de possuir as tais armas. A nova estratégia foi feita com a intenção de enquadrar, desde o início, Irã e Coréia do Norte.

E isto não é apenas um quadro ideal ou impossível, as razões para atacarem o Iraque foram exatamente estas, as de que Saddam possuía armas de destruição em massa. O que era uma mentira gigantesca. Mesmo assim, o país foi invadido.

E, para piorar, se não foram usadas armas nucleares em si por parte dos EUA, foram usadas balas de urânio empobrecido que até hoje deixam sequelas na população local. São armas com potencial nuclear, querendo ou não.

O cerne da questão, na verdade, vai além. O mundo está disposto a aceitar as bravatas dos EUA? O mundo está disposto a acreditar na boa vontade do Império que tem mais invasões e casos de abuso e desrespeito aos Direitos Humanos e às normas internacionais do que o Iraque tem de areia em seu território?

O El País é direto:
Según el documento, el nuevo plan nuclear propone una condición importante: que los países no estarán sujetos a una posible respuesta nuclear estadounidense si cumplen con el Tratado de No Proliferación Nuclear. Es aquí donde Irán y Corea del Norte no están incluidos.
"Esencialmente nos referimos a países como Irán y Corea del Norte, que no cumplen (con el Tratado de No Proliferación), y básicamente todas las opciones están sobre la mesa cuando se refiere a naciones en esa categoría junto con organizaciones no estatales que pueden adquirir armas nucleares", ha dicho el jefe del Pentágono, Robert Gates a los periodistas. En este último punto, la mayor preocupación es la continua evidencia de que Al Qaeda y otros grupos radicales están interesados en adquir armas de destrucción masiva.

As declarações dos EUA apenas confiram sua vontade de ditar as regras no ambiente internacional, de fazer as coisas ao seu modo, passando por cima de tudo e todos. Se aventam no direito de usar e ameaçar quem tenha armas nucleares, MESMO que estas armas sejam só uma ilusão na cabeça dos yankees, ou seja, se dão o direito de ameaçar e chantagear quem bem entenderem, bastando apenas plantar informações falsas e fazer sua população majoritariamente estúpida acreditar em tudo.

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Aliás, eu me perguntei se alguém cairia no conto da bondade estadunidense e... Ban Ki-Moon, obviamente, caiu. A ONU, como de costume, é a primeira a ser enganada - ou se enganar propositadamente.
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terça-feira, 6 de abril de 2010

Praça Roosevelt e o Centro de São Paulo- Reforma ou Higienização?

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Reunião dia 5 de abril no Teatro Estúdio 184 sobre a Praça Roosevelt... Interessante. Presentes representantes da EMURB, moradores e comerciantes da rua. O teatro estava virtualmente lotado.

Do lado da EMURB estavam presentes o Secretário Municipal de Planejamento Dr. Rubens Chammas, o Diretor de Desenvolvimento de Intervenções Urbanas Dr. Domingos Pires e a Gerente da EMURB, Drª Rita Gonçalves.

Quando cheguei, por volta das 19:30 Rita Gonçalves fazia, através do powerpoint, uma apresentação do que iria ser feito, de como se daria o processo de demolição e as intervenções planejadas no chamado Polo Roosevelt, que englobará não só a Praça mas a rua Martins Fontes, Nestor Pestana e imediações.

O clima, acreditem, era tenso. Existe um racha imenso na rua, não só entre moradores e comerciantes, mas entre os moradores. Uma moradora, Carmen Zilda Ribeiro, aos gritos, tentava se fazer ouvir e protestava meia e volta contra a reforma, que considera absurda, cara e esvaziará a vida da praça. Seus comentários, por mais que encontrassem eco na platéia, pela forma com que eram feitos, acabou causando uma onda de vaias e pedidos enérgicos para que esta se contivesse, o que fez - mal ou bem, já às lágrimas.

Carmen diz representar cerca de 2 mil moradores que teria feito um abaixo-assinado - que a maioria dos presentes desconhece - criando o Comitê Gestor da Praça, grupo que, se tem outros membros, não se fez presente.

As tensões entre os presentes não concerne apenas a reforma - existem grupos que se recusam a aceitar a demolição desta e exigem a reforma completa e grupos que querem a demolição, este último privilegiado pela EMURB -, mas ao funcionamento de alguns teatros, notadamente o Parlapatões e o Satyros 1.

Ha algum tempo moradores da praça fizeram um abaixo-assinado com algumas centenas de assinaturas e enviaram ao Ministério Público reclamando do barulho persistente em especial dos dois teatros citados que não respeitavam o limite de horário para que seja permitido o barulho na rua e ficavam até alta madrugada impedindo o sono dos moradores dos prédios da área.

Tal processo acabou por prejudicar àqueles estabelecimentos que agiam corretamente e que foram, posteriormente, proibidos de colocar mesas nas ruas. Existe, enfim, um racha entre moradores e comerciantes, entre moradores e moradores e comerciantes e comerciantes em torno do barulho até altas horas, da ocupação das calçadas e outras razões por vezes mais relacionadas ao ego que à fatos e motivos sérios.

Enfim, em meio à processos, brigas pessoas e de grupos, realizou-se a reunião com a EMURB para acertar diversas questões e se conhecer à fundo o projeto.

Este é o projeto da EMURB: Link (pdf) e maiores informações no site Agenda 2012 da Prefeitura.


Vale salientar que são 4 as empresas que concorrem no processo de licitação:

Consórcio CVS Villa Nova (R$. 31.486.823,39) / Construtora Augusto Veloso S/A (34.867.465,17) / Consórcio Paulitec (R$.36.847.757,71) e OAS (44.209.402,66). 

Esta última uma das responsáveis pelo desabamento e cratera do metrô em Pinheiros, cuja investigação e CPI foram barradas por Serra. Segundo Rubens Chammas, a empresa vencedora já foi escolhida, mas este se recusou a divulgar o nome.

Feita a apresentação, algumas questões surgiram.

Em sua exposição, Chammas explicou que a praça será totalmente demolida e que não haverá pausa nas obras. Será iniciada a demolição e de forma ininterrupta, a reconstrução dentro do que foi decidido pela EMURB. Isto, claro, é o que o Secretário afirma, o histórico local, porém, demonstra que obras certas podem e são freadas sempre que surgem outros interesses. O dinheiro para a obra, do BID, segundo Chammas, está liberado e apenas aguarda o fim do processo de licitação para encher os bolsos da empreiteira escolhida e dos políticos envolvidos, mas aí é outra história.

Rita Golçalves então assumiu e explicou como foi idealizada a reforma e o Polo Roosevelt e, em emio aos questionamentos da platéia, informou que a casa de Samba na esquina da Consolação com a rua João Guimarães Rosa seria demolida. Além desta casa, as "casas noturnas" Kilt, Valhala e My Love (esquina da Roosevelt com Nestor Pestana) seriam igualmente demolidos.

Péssimas idéias que encontram certa resistência. Sobre a Casa de Samba, ela é famosa e tradicional, não há sentido em sua demolição. Respeita os horários é é um polo de entretenimento e vida no local. Quanto às casas noturnas, o mesmo é válido, trazem segurança e um público bom À ponta da praça que costuma ser a mais abandonada.

Além disso, o prazo para desapropriação e inauguração final da Praça são um problema, por muito tempo teríamos uma esquina vazia e perigosa, sem vida.

Outro ponto foi o possível alargamento das calçadas da Roosevelt e a proibição do estacionamento na rua, o que é um problema para uma grande parte de moradores da Praça, idosos e deficientes que precisam ter por perto seus veículos e não podem andar indefinidamente até um estacionamento.

Outro ponto polêmico - este em conversa que tive diretamente com Rita Golçalves - é que não há nenhum planejamento ou espaço para os skatistas. Hoje, são os raros que usam a praça, que habitam e dão vida/segurança ao local e pelo novo projeto serão expulsos.

O que vemos é que, apesar da necessidade de demolição/reforma, o projeto higieniza a praça, retira do local quem a frequenta e torna a praça um local estéril e sem vida.

Planeja-se uma reunião para daqui a 20 dias para que a Praça - moradores, comerciantes e frequentadores - conversem, apresentem propostas e tentem modificar alguns aspectos do que foi decidido pela EMURB - e apenas ela.

Da forma que está, a Praça será esvaziada e transformada em um ambiente sem vida, sem frequência e, obviamente, perigoso.

Durante toda a exposição e espaço para perguntas, os representantes da EMURB deixaram claro que a reforma da Roosevelt vem em conjunto com a reforma do Centro, com a Nova Luz, reforma do Parque Dom Pedro e etc... Todas obras de higienização e marginalização da população de rua e até mesmo dos moradores dos prédios da região. Uma Nova Luz livre de mendigos e "marginais", uma Cracolândia com uma fachada de "limpeza" e o consequente espalhamento dos drogados que precisam não de polícia, mas de políticas de inclusão social e de reabilitação  e agora uma Roosevelt "limpa", livre de skatistas, de "putas" e de cultura. Apenas um lugar para se passar, olhar e ir embora.

É isto que, para a prefeitura, - e o Secretário deixou claro que todo o projeto é a menina dos olhos do governo Serra-Kassab - significa progresso, cultura, morar bem.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

A ditadura do Pay-Per-View (...e da Globo!)

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É um domingo de sol, você está tomando sua cerveja, relaxado(a) no sofá da sala e resolve assistir ao jogo do seu time, como sempre fez, pela TV.

Precavido(a), você não espera que a Globo tenha a boa vontade de passá-lo, não gosta de ser refém de uma rede de TV que basicamente passa jogos do Corinthians - você não é Corinthiano(a) - ou de qualquer outro time que esteja na moda no momento - e assinou algum serviço de TV por assinatura.

Sabe que os jogos também passam pelo SporTV - que também faz parte da quadrilha, você também é refém, mas experimenta uma certa Síndrome de Estocolmo e vai na onda -,  e fez uma boa economia para poder pagar os preços comumente abusivos (isto quando não cai no conto da venda casada ou dos maravilhosos pacotes "524 em 1" que você usa 2 ou 3 e nem lembra pra que servem os demais) e ainda ter que assinar dois ou três pacotes para ter alguma programação de qualidade - quando tudo que você queria eram 3 ou 4 canais -, mas todos em pacotes diferentes e, no básico, você basicamente (sim, foi uma piada) assina uma TV aberta e mais meia dúzia de canais inúteis e descartáveis (não, estou falando de canais ALÉM da TV aberta, acredite!).

Enfim, você se sente numa novela vagabunda qualquer e é explorado para conseguir assistir a uma pequena seleção de canais e leva no pacote trocentos outros que você tem até vergonha de passar perto. Mas, bem, chegamos à SporTV.

Você nota que a globo não passou se jogo (Corinthians....) e calmamente coloca no SporTV até ter a surpresa... Nada por lá. Mas, injuriado, você procura ver que jogo vai passar que não o do seu time - você não torce pro Piraporinha do Norte, logo, não entende porque dos últimos 15 jogos, só 2 passaram na TV! - e tem a maravilhosa surpresa de que, no horário, não vai passar nem futebol, mas aquele VT do Vôlei da semana passada entre uma empresa A versus uma empresa B (pessoal do vôlei não é muito criativo).

Então, você corre para o SporTV 2 que, neste momento, passa o VT daquele jogo imperdível da final de Roland Garros de 1982! Com sorte você até consegue assistir ao importantíssimo jogo do campeonato francês entre o lanterna e o vice-lanterna.

Sem entender nada, você se pergunta: O que aconteceu com a TV? Primeiro os jogos passavam na TV aberta. Agora só passa o Corinthians (troque pelo nome do time da moda em sua cidade, dá no mesmo) e olhe lá! Então assinei a bendita TV a cabo (ou satélite, ou sinal de fumaça, não importa) e conseguia ao menos, com sorte, assistir ao jogo do meu querido time. Agora nem isso!

Acreditem, meus amigos, não bastava te entupir de propagandas, chamadas piscantes e comentários dos narradores no jogos da TV aberta que praticamente tornavam um jogo de futebol mais num mercado do que num jogo em si. Você assistia mais à vinhetas bonitinhas e chamativas e via mais imagens da torcida do que o jogo de verdade. Não bastava, depois disso, terem passado os jogos para a TV por assinatura, onde você paga - é explorado - em um sistema longe do alcance de boa parte da população.

Agora - tem tempo, mas com o futebol está começando a irritar - descobriram que podem te roubar ainda mais! Eis que surge o Pay-Per-View!

Antes a idéia parecia boa. Só dá para passar um jogo por dia - TV aberta - ou um jogo por horário - TV fechada, que podia passar mais de 2 ou 3 jogos no dia, a depender dos horários -, então porque não permitir que, por um preço exorbitante módico, os torcedores dos times menos afortunados não possam assistir às partidas sem precisar sair de casa?

De fato, foi uma boa sacada. Torcedores do América, Bangu, Botafogo (haha), Portuguesa, Bragantino e cia passaram a poder assistir os jogos de seus times na TV.

Mas, claro, os maravilhosos empresários das redes de TV - leia-se, Globo, "a monopolista" - acharam que dar este conforto à quem podia pagar ao povo era demais! Raciocinaram e, em brihante rompante de sabedoria, resolveram proporcionar a TODOS os jogos no Pay-Per-View. Como?

Vejam esta informação do site NetVasco sobre os jogos do Vasco no domingo (28 de março):
TV ABERTA

- Não transmitirá

TV FECHADA

- Não transmitirá ao vivo

- Sportv (Compacto de 1h no domingo, 28/03, às 22h)
- Sportv (Compacto de 30min na 2ª-feira, 29/03, às 11h30min)
- Sportv (Compacto de 30min na 3ª-feira, 30/03, às 7h30min)
- Sportv (Compacto de 30min na 3ª-feira, 30/03, às 16h30min)

PAY-PER-VIEW

- Premiere (todo o Brasil) 
Estamos falando de um Vasco e Fluminense, às 18:30, horário mais que nobre para um jogo e dois dos times mais importantes do país em um clássico no Maracanã! A TV aberta provavelmente passará um jogo Às 4 da tarde, compreendo que não transmita o segundo em sequência, mas me pergunto o porque de NENHUM canal da TV paga transmitir o jogo que, no caso do Rio, é único no horário e não entra em conflito com qualquer outro!

Pode parecer fato isolado, mas, acreditem, a SEMI-FINAL da Taça Guanabara não teve NENHUMA transmissão ao vivo na TV aberta ou na TV fechada. Só no Pay-Per-View, carinhosamente disfarçado apelidado de "Premiere Futebol Clube" e, mais ridiculamente ainda, entra na categoria de Sócio PFC!!

Por "sócio", compreenda: Você paga pelo que antes tinha de graça e, em troca, recebe o bonito nome de "sócio" e coloca uma foto da família num site obscuro da Rede Globo.

O que se vê é a elitização completa do futebol. O pobre que vá ao estádio. Que dê um jeito e não reclame. Na TV só um jogo ou outro, quando interessar à máquina de propaganda da Rede Globo. Se você tem uma situação financeira melhor ou fez um "GatoNet", surpresa! Nada de futebol para vocês também. Só se tornando Sócio PFC vocÊ poderá desfrutar de seu jogo dominical com tranquilidade. Isto é, até inventarem algum plano master-plus-advanced em que o atual modelo só te permita ver jogos do América ou da Portuguesa. Para Vasco, Fluminense, Palmeiras, Santos e cia tem que ser sócio upgrade do negócio!

Que a Globo não me leia.

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sábado, 3 de abril de 2010

Infiltrado...

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Prhorm: A trapaça do rastreador da Oi no Velox

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Artigo de Élio Gáspari na Folha do dia 31 de março (só para assinantes) que vem para corroborar as denúncias feitas contra a presença da Phorm no Brasil, pelo blog Trezentos.

Canalhice e descaramento. Rastreamento do computador do usuário incauto sem que este dê qualquer permissão. É a Oi invadindo seu computador e roubando seus dados! E, tudo isto, ainda lhe cobrando rios de dinheiro!

Derrotamos apenas o início do projeto apelidado de AI5Digital. A luta continua, agora contra os provedores!

A trapaça do rastreador da Oi no Velox

Com uma linguagem empolada e uma pegadinha, a operadora quer reciclar sua freguesia


A OPERADORA Oi anunciou na semana passada o lançamento de uma ferramenta para a internet chamada "Navegador". Trata-se de um rastreador dos caminhos percorridos na rede pelo cliente de seu serviço Velox. A novidade é apresentada aos consumidores de maneira trapaceada, deselegante. (A operação já começou, pequena e felizmente sujeita a correções, no Rio.)
O mimo é oferecido como uma "facilidade", omitindo que é um rastreador. Quando o "Navegador" entra num computador que usa o serviço Velox, os endereços por onde o cliente passa são registrados pelo programa. A Oi garante que o rastreador passa longe de alguns sítios, inclusive dos que pedem senhas. Além disso, assegura que a identidade do cliente será preservada, pois o "Navegador" atribui ao computador rastreado um algoritmo de 24 dígitos que não pode ser decifrado.
O rastreamento interessa à Oi e aos seus parceiros porque permite a segmentação de público para o mercado publicitário. Assim, uma empresa de turismo pode anunciar só para pessoas que pesquisaram preços de pousadas, e todos ganham com isso. É o que faz o Google. Quando uma pessoa entra nas suas páginas, seus interesses são registrados e, a partir daí, selecionam-se os anúncios que lhe serão oferecidos na barra lateral da tela.
Há uma diferença entre o Google e o "Navegador" Oi/Velox. No Google, o sujeito entra se quiser, quando quiser, para usar ferramentas que lhe são oferecidas de graça. Velox e Oi são fornecedoras de um serviço remunerado e vendem o acesso à banda larga a 4,5 milhões de clientes.
A Oi trapaceia na maneira como oferece o "Navegador". O sujeito liga a máquina, aciona o Velox e vê uma tela que lhe apresenta a "facilidade" (em relação a quê?). A lisura recomendaria que a empresa mencionasse, de saída, a função rastreadora do "Navegador".
Até aí, manipulam a comunicação. No lance seguinte, recorrem a uma pegadinha para capturar clientes. Quando a tela do "Navegador" aparece, o mimo é oferecido com o aviso de que ele "já está ativo". A tela do "Navegador" permite que o consumidor desative a ferramenta, mas não é assim que se faz. Uma pessoa não pode ser obrigada a desativar algo que não solicitou.
Pouco custaria à Oi informar, com clareza que o "Navegador" rastreará o freguês, garantido-lhe a privacidade. Em seguida, como fazem as boas casas do ramo, ofereceria duas caixinhas: "Quero" e "Não quero". O freguês escolhe e não há mais o que discutir.
A relação entre um consumidor e sua operadora de internet baseia-se em algum tipo de confiança. Se a "facilidade" manipula o idioma e recorre a uma pegadinha, arrisca-se a estimular a suspeita de que, algum dia, não respeitará sua privacidade.
Nesse lance a Oi está associada à empresa Phorm que, em 2008, meteu-se num escândalo na Inglaterra quando se descobriu que rastreava os clientes da British Telecom sem que eles tivessem sido avisados. Teve que fechar a barraca.
Na empreitada do "Navegador" juntaram-se à Oi e à Phorm alguns dos principais portais de comunicação do país. Lá estão o UOL (empresa do Grupo Folha), o iG, o Terra e "O Estado de S. Paulo". Todos deveriam rastrear melhor a maneira como usam suas marcas.
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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Protesto dos Professores e Bota-Fora do Serra

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Dia 31 de março, último dia de josé Serra como governado. Cerca de 15 mil professores, funcionários da saúde e outros trabalhadores e sindicatos presentes na Paulista, no MASP, para um "Bota-Fora", uma despedida alegre.

Os números da marcha são conflitantes, os 40 mil apresentados pelo Sindicato dos Professores é irreal, da mesma forma que os 500 do Uol ou os 3-8 mil da PM.

Os professores decidiram continuar a greve, os funcionários da Saúde manterão o estado de greve e toda a população comemora a saída do Vampiro Anêmico.
Menor que as demais manifestações, que chegaram a reunir 50 mil pessoas, a marcha da quarta foi prejudicada pelo feriado que se aproximava e também pelo medo de muitos de serem novamente vitimados pela violência extrema da polícia Serrista.
Acusando a greve de política, Serra e Paulo Renato continuam a se recusar a negociar. Serra saiu, e os professores continuam em greve contra a intransigência do governo.
No início da marcha, a PM isolava a rua, milhares de pessoas espremidas no vão-livre do MASP, impedidos por motos e PM's de se mexer e, do lado do parque Trianon, centenas de pessoas proibidas por um cordão humano da PM, de sequer atravessar a rua. Um claro e criminoso cerceamento do direito de ir e vir.
Aos poucos, porém, a multidão cresceu, pressionou e invadiu as duas pistas da Avenida Paulista e não havia nada que a PM pudesse fazer.
Fato marcante foi o repúdio, ao longo de toda a marcha, à Rede Globo. A repórter designada para mentir cobrir o protesto foi escorraçada pela multidão que a obrigou a se refugiar atrás do cordão de isolamento da PM, dentro da base destes. Só depois da marcha estar longe é que, escoltada por 8 PM's, a mentirosa repórter pôde ir embora.
Na República, link ao vivo da Globo foi forçado a se retirar da Praça pela população revoltada.

Fotos Uol e G1

Outros Vídeos
Invasão da Paulista
Repórter vai embora
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Os ataques ao metrô de Moscou, ao Daguestão e a Guerrilha Islâmica

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Ao contrário do senso comum e das intenções Russas, os culpados pelas explosões tanto no metrô Russo quanto no Daguestão, que, juntas, vitimaram mais de 50 pessoas - dentre civis inocentes e militares -, não são os radicais comandados por Doku Umarov e seu grupo que propõe a criação de um Califado Islâmico no Cáucaso Norte, nem os moderados que pregam a formação da República da Chechena Ichkeria, comandados por Akhmed Zakayev.

A culpa, sem dúvida alguma, é de Putin. De Putin e de sua política para a região. 


Os problemas locais datam desde a conquista pelos Czares, no século XIX, mas o que vemos hoje é resultado direto da política de confrontação e de alianças com figuras nefastas iniciadas ou ao menos desenvolvidas por Putin.

“É preciso admitir que muitos dos problemas no norte do Cáucaso não estão relacionados nem ao governo de Boris Yeltsin nem ao de Putin”, diz Nikolai Petrov, do Centro Carnegie de Moscou. “Eles têm raízes mais profundas, por exemplo, na forma como o Cáucaso foi subjugado no passado pelos tsares”.
Por outro lado, observa Petrov, há anos o Kremlin não trabalha no sentido de encontrar uma solução fundamental para o conflito e carece de uma estratégia convincente para lidar com o problema. “Foi importante, especialmente para Putin, ser capaz de exibir rapidamente um sucesso no norte do Cáucaso no final do primeiro mandato”, disse Petrov. “Foi por isso que ele se envolveu com o clã Kadyrov”.
Ramzan Kadyrov assumiu o poder depois que o seu pai, Akhmad, que era o presidente da Tchetchênia, foi assassinado. Ele é conhecido por perseguir brutalmente os seus oponentes e é ele próprio suspeito de desejar maior autonomia para a região. Ele sugeriu recentemente que Moscou não deveria enviar forças policiais de outras partes da Rússia para a Tchetchênia, supostamente devido aos custos envolvidos.
Kadyrov, que é odiado tanto pela oposição moderada quanto pelos islamitas, e que é temido pelos ativistas dos direitos humanos, é atualmente um obstáculo para a maior estabilização e pacificação na região, acredita Petrov. O norte do Cáucaso está frágil como nunca, diz ele. “Há muita gente descontente lá, bem como muitas armas e muitos indivíduos que sabem como usar explosivos”.
“Nós esperamos que ataques como esse no metrô de Moscou não aconteçam novamente”, diz Petrov. “Mas essa é uma expectativa meio ingênua”.

 "Mas não foi ele quem colocou as bombas!", dirão alguns. De fato. Mas incitou e tornou a situação insustentável. No meu artigo "O mito da estabilidade no Cáucas Norte", tratei um pouco da situação política regional, expondo as razões pelas quais o "terrorismo" encontrou campo fértil na região marcada por conflitos étnicos ancestrais. 

Conflitos exacerbados pela criação artificial de repúblicas autônomas que, na verdade, acabaram por acirrar ainda mais os ânimos, opondo grupos étnicos que não necessariamente se dão, seja por motivos históricos ou pontuais - caso dos Kabardinos e dos Balkars na República de Kabardino-Balkária ou dos Lezgins com Kumyks e Ávaros no Daguestão.


Mas, sem dúvida, o maior dos problemas atuais seja, acima de tudo, a indicação dos presidentes das repúblicas - e das demais regiões - por parte do presidente, do executivo Russo e não a eleição através de um processo minimamente democrático. Basicamente, é Putin (e seu colega Medvedev) quem indicam o governante dos Chechenos, dos Ingushes, dos Kabardino-Balkares, dos Tártaros e assim por diante. Um sistema antidemocrático que acirra ainda mais os ânimos.
Em Kabardino-Balkária e Karatchaievo-Therkássia é visível o aumento das ações de grupos islâmicos em regiões antes relativamente calmas. A perseguição à clérigos independentes e a idéia de que todo islâmico é um fanático em potencial – ou seja, a promoção de perseguições, prisões, tortura e assassinados de “elementos perigosos” – acaba por criar, de fato, este inimigo em lugares jamais pensados antes.
O caso checheno é emblemático. Ramzan Kadyrov sucedeu seu pai, Akhmat Kadyrov, no governo Checheno. Vemos a criação deu ma dinastia comandada pelos Kadyrov que, dentre outras, são acusados de sequestro, assassinatos, torturas... Ler sobre a Chechênia é ler sobre um buraco negro onde desaparecem ativistas de direitos humanos, opositores... Sem qualquer investigação ou justificativa válida.

É apenas um exemplo, mas pode ser aplicado à Ingushétia, com a indicação de Yunus-Bek Yevkurov, que já foi vítima de um atentado que quase tirou sua vida.

Enfim, estamos falando de movimentos nacionalistas - especialmente no caso Checheno - que lutam há décadas por independência e que, graças à constante repressão, passaram a adotar posições cada vez mais radicais e, nos últimos tempos, tem estado ligados ao fundamentalismo islâmico pela falha - em suas visões - das vias tradicionais de luta. O movimento Checheno nem sempre teve características de "terrorismo islâmico":
Obviamente esta onda de violência e este crescimento do radicalismo islâmico na região não vem de graça, as razões são duas principalmente:
Em primeiro lugar, as sucessivas derrotas (senão a não complitude de seus objetivos e de suas reformas) das guerrilhas e da resistência local ao longo dos anos 90, mas não só, também o fracasso generalizado dos grupos de orientação marxista ou similar por todo o oriente médio e proximidades (notadamente na luta Palestina, como Fatah, FPLP, FDLP, etc), além do fracasso dos regimes “pan-arabistas” ao longo dos anos 60, 70 e 80 que culminaram com o surgimento e crescimento de grupos de caráter islâmico militante, como Hizbollah, Hamas e o crescimento acelerado e proeminência da Irmandade Muçulmana até, enfim, Talibã e Al Qaeda.
É impossível analisar a região separadamente do "mundo islâmico" e também separar a reação das guerrilhas e suas guinadas - em caso geral -  à repressão constante por parte do governo Russo. Acuados, adotam posições mais e mais radicais e vão se afastando das ideologias que "perderam" das "emergentes". É um movimento natural e compreensível. Radicalismo se combate com radicalismo.

Enfim, questão principal deste artigo é apenas demonstrar que os ataques perpetrados no metrô de Moscou e no Daguestão, por mais sangrentos e repreensíveis - ao menos no primeiro caso em que as vítimas e alvos eram basicamente civis - que possam ser, fazem sentido dentro de um quadro maior, quando se analisa a gênese e o desenvolvimento do conflito no Cáucaso.

Os ataques vêem em um período de crescente repressão, não só contra a população da região do Cáucaso, mas contra defensores dos direitos humanos que buscam denunciar os abusos - caso de.... - e também uma maior perseguição de elementos considerados perigosos, de guerrilheiros e líderes regionais.
A única conclusão possível é a de que as políticas Russas para o Cáucaso norte são, no mínimo, ineficazes e, mais ainda, são as grandes responsáveis ou pelo menos uma das responsáveis, pelo crescimento do terrorismo dito islâmico na região, da resistência feroz e violenta e da mudança de paradigma da resistência na região.

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