sexta-feira, 7 de maio de 2010

Quando privatizarão o ar?

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Dentro em pouco o ar que respiramos será privatizado. Cada respiração equivalerá a 1 centavo a ser pago mensalmente ao primeiro que convencer o governo a vendê-lo por um preço que encha o bolso de nossos parlamentares.

Ao menos, dentro em pouco, o nome "ar" será patenteado por algum espertinho e os EUA, em troca de algum favor ou soma, aceitará avalisar esta piada - ora, depois de apoiar Israel acredito em qualquer coisa daquele povo.

Parece loucura? Bem, talvez, mas aqui no Brasil o nosso Congresso pode proibir que palavras como "patrocínio", "olimpíada", "jogos olímpicos" e, pasmem", "2016" ou "medalha" sejam usadas sem que royalties sejam pagos ao Comitê Olimpico Brasileiro.

O absurdo está explicado no site do Congresso em Foco, neste link, e todos podemos rir enquanto isto também não for privatizado!
Isso é o que acontecerá se for aprovada a proposta do presidente das duas entidades, Carlos Arthur Nuzman. No final do ano passado, de forma discreta, ele enviou ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sugestões para alterar duas leis que regularão os jogos para assegurar direitos de exclusividade para todas as expressões diretamente relacionadas com as Olimpíadas de 2016.

Se as autorizações sugeridas por Nuzman forem acatadas, será necessária autorização dele para utilizar, até o encerramento dos Jogos de 2016, expressões que estão incorporadas à cultura ocidental há milênios, como “Olimpíadas”, “Jogos”, “Olímpicos”, “medalhas”. A restrição vai além. Atinge até o numeral “2016”. Mais do que isso: poderá ser necessária a aprovação de Nuzman para usar o nome da cidade do Rio de Janeiro – sob pena de responder a processo judicial por perdas e danos e concorrência desleal –, já que a palavra “Rio” também consta na lista de restrições do COB. Até mesmo o termo “patrocinador”, usado por um sem número de diferentes atividades comerciais, está na lista.
Eu, como carioca, terei de pagar ao digníssimo Nuzman para usar o nome da minha cidade!

Claro, não cheguemos ao exageiro, mas um radicalismo boçal como o proposto exige o combate mais radical possível - e comparações idem.

O pior de tudo não é a sanha patenteadora do COB e dos comparsas parlamentares, mas a surdina. A tentativa de, sem qualquer publicidade, tornar privado nomes e símbolos brasileiros e mundiais. Sem que o povo sequer ficasse sabendo, tornar privado bens imateriais, nomes, símbolos do país e de todo o mundo.

Mas não surpreende, nada disto surpreende em um mundo em que até mesmo códigos genéticos são patenteados por empresas atrás de lucro.
No ofício (2890/09) expedido em caráter de urgência pelo CORio 2016, no último dia 14 de dezembro, Nuzman justifica o seu pedido para ampliar as exigências do Ato Olímpico para “melhor proteger as marcas, símbolos e as designações relativas aos Jogos Rio 2016”. Em março deste ano, em outra carta-ofício (550/2010), o dirigente esportivo reitera que o pedido é urgente. As alterações sugeridas pelo cartola demonstram o aparente intuito de controlar a produção acadêmica e cultural de pesquisadores, escritores e especialistas dedicados ao movimento olímpico. E aí se encontra outro ponto controverso.
Nas cartas, Nuzman solicita a Sarney a supressão da parte final do parágrafo segundo do artigo 15 da Lei Pelé, “de modo que nenhuma entidade em território nacional possa fazer uso das expressões ‘Olímpica’ e ‘Olimpíada’ e suas variações, ainda quando se tratar de eventos vinculados ao desporto educacional e de participação”. E a recente derrota sofrida por Carlos Nuzman na Justiça pode ajudar a entender sua atitude. 
Os jogos olímpicos, que começaram com o ideal de superar fronteiras, conflitos de todo tipo e que até param guerras - ou deveriam - foram substituídos pelo mercado, pelos interesses de grupos em lucrar com o evento. Não mais a união dos povos em uma competição saudável, mas a competição pura e simples do mercado, de mercados, por lucros.

Carlos Arhtur Nuzman enterrou de vez o Espírito Olímpico, ou melhor, está disposto a vendê-lo pelo melhor preço.


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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Serra não odeia só os Nordestinos, ele também odeia os Ateus

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Há alguns dias postei sobre a infeliz frase de José Serra que demonstrava seu mais profundo desrespeito pelos Nordestinos:

"Eu estava na escola pública e convivia com eles numa total normalidade”.
"Eles" são os nordestinos.

Esta semana, outra vez, Serra demonstrou o quão preconceituoso pode ser. Novamente uma frase infeliz e doentia, desta vez com uma imensa carga de ignorância:
 "a pessoa que fuma sabe que o cigarro vai fazer mal, mas continua assim mesmo. Depois, adoece e mesmo assim continua fumando. Assim é uma pessoa sem Deus. Sabe que Ele está ali, mas não o procura." 
Preconceito explícito contra os Ateus e máxima demonstração de ignorância em relação à eles (nós).

A ATEA, em nota, respondeu à altura:
A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) vem a público protestar contra a declaração do pré-candidato José Serra que compara ateus a fumantes. Ao participar de evento religioso em Santa Catarina, o ex-governador afirmou que "a pessoa que fuma sabe que o cigarro vai fazer mal, mas continua assim mesmo. Depois, adoece e mesmo assim continua fumando. Assim é uma pessoa sem Deus. Sabe que Ele está ali, mas não o procura. A manifestação de Serra é infeliz e inapropriada em diversos níveis.

Em primeiro lugar, a frase revela desinformação, pois ao contrário do que Serra imagina, os ateus não "sabem" que o deus do monoteísmo ocidental "está ali": somos ateus precisamente porque analisamos as evidências e argumentos em favor de sua existência, entendemos que eles não se sustentam. Afirmar que em verdade somos teístas é zombar de nossas convicções pessoais que resultaram de análise profunda e cuidadosa. Significa menosprezar quem somos e como nos definimos, negando a própria existência dos ateus.

A frase ainda é insultuosa porque iguala uma convicção filosófica a uma doença. Para Serra, não apenas somos incompetentes e contraditórios como ateus, mas somos como doentes: indivíduos que precisam de tratamento e de leis que protejam os demais contra a influência perniciosa de nossas atividades.

Por fim, a declaração também é preconceituosa por fazer uma generalização negativa que atinge rigorosamente a todos os ateus e avilta o caráter laico da república que ele pretende governar. Se ganhar a eleição, Serra será presidente tanto de teístas como de ateus e agnósticos, e não parece haver nele qualquer disposição de reconhecer ateus e agnósticos em pé de igualdade com seus compatriotas teístas. Aparentemente, seremos cidadãos de segunda categoria, nada mais do que teístas envergonhados e birrentos.

A afirmação de Serra não apenas denigre a todos os ateus. Recebemos a rejeição absoluta que é a negação de nossa própria existência. Esse tipo de comportamento é inadmissível em qualquer cidadão civilizado, quanto mais de um pretendente ao cargo mais alto da nação. O contexto sugere que Serra teria feito esse tipo de declaração para satisfazer uma plateia que ele aparentemente imaginava ser tão preconceituosa quanto ele, o que é ainda mais embaraçoso.

A Atea é uma associação civil sem fins lucrativos com mais de mil membros que tem entre seus objetivos a luta contra o preconceito e a desinformação a respeito do ateísmo e do agnosticismo, dos ateus e dos agnósticos. O IBGE se recusa a divulgar dados referentes ao ateísmo no país, mas de acordo com diversas pesquisas particulares, sabe-se que representamos aproximadamente de 2% da população, ou cerca de 4 milhões de brasileiros. A declaração de Serra exige reparo amplo e imediato em respeito a esses milhões de ateus brasileiros e às centenas de milhões de ateus no mundo.
É este homem, transbordando de preconceitos e de ignorância que quer governar o país. E, pior, em conjunto com hordas neopentecostais!

Aliás, esta declaração foi feita em uma festa onde NOSSO dinheiro foi empregado. Dinheiro público para Serra falar suas besteiras. Dinheiro público pra financiar campanha e evento religioso... Lamentável!
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Segundo O Globo, Serra negou ter dito tal frase... O PIG é famoso por inventar e colocar palavras na boca de quem não lhes agrada, mas na de seu próprio candidato?

A frase teria sido:
- A pessoa que fuma sabe que o cigarro vai fazer mal, mas continua assim mesmo. Depois, adoece e mesmo assim continua fumando. Assim é uma pessoa sem Deus. Sabe que Ele está ali, mas não o procura.
O blog Bule Voador foi atrás do jornalista responsável por divulgar a frase:
É lógico que não há justificativa para tamanho estrago. A frase publicada em minha reportagem em nada se parece com a verdadeira fala do pré-candidato. Não vi o discurso do Serra ao público de 10 mil pessoas. Somente parte de minha equipe, formada por um cinegrafista e um fotógrafo. Cai na bobeira de perguntar a eles o que o Serra havia dito de interessante. Com base no que me foi dito por eles, construí aquela citação vergonhosa e que manchou a imagem do jornal e acabou com a reputação do meu nome. Quem trabalha comigo sabe que eu não sou leviano e nem mentiroso, muito menos partidário político.
Felizmente, o jornal destinou o mesmo espaço para corrigir o meu erro. Ficou a lição e a lembrança de que jamais poderei confiar na apuração de ninguém. Somente na minha.
Att,
Raffael do Prado
Repórter
Grupo RBS – Sucursal de Itajaí
raffael.prado@santa.com.br
(47) 3249-8620 / (47) 9148-2059
Rua Brusque, nº 25, Centro, 88302-000
Itajaí – SC
Em que você acredita? Pelo histórico e até que apareça uma gravação, fico com a certeza de que Serra é um preconceituoso de marca maior e que a RBS arranjou um bode expiatório para segurar o rojão.

Vejam a comparação entre o que foi dito e o que os portais alliados do Serra agora colocaram, via Cloaca News:
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ahmadinejad quer EUA fora da AIEA ou Hipocrisia Nuclear

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Já tratei deste assuntos algumas vezes, mas a capacidade dos EUA de serem hipócritas surpreende.

Estou longe de apoiar o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, um verdadeiro ditador que levou no bolso as últimas eleições iranianas, mas, da mesma forma, são intoleráveis os ataques feitos contra o Irã por parte dos EUA. Especialmente no que concerne os supostos armamentos nucleares que o Irã supostamente vem tentando construir para supostamente ameaçar o mundo e supostamente causarem uma guerra mundial.

Ahmadinejad discursou ontem na reunião do TNP e pediu para que os EUA fossem expulsos da organização (AIEA) por terem sido os únicos a utilizar uma bomba nuclear e ainda utilizarem armamento com urânio empobrecido, causando prejuízos incontáveis aos alvos - normalmente habitantes de países pobres invadidos ilegalmente por eles.
"O governo dos EUA não deve ser um membro do conselho de diretores da AIEA, pois além de ter usado bombas atômicas durante a guerra contra o Japão (1941-1945), adotou a mesma estratégica contra o Iraque por meio de munições de urânio enfraquecido”
“Na nova política, eles dizem que não irão desenvolver armas, mas vão aumentar a capacidade de reforço o que significa dar maior capacidade de armas nucleares para matar e destruir sem ser testado
Seus questionamentos são mais que válidos:
"Como pode o Governo dos EUA ser membro do Conselho de Governadores (da AIEA) se, além de ser o único país que lançou uma bomba atômica contra o Japão, usou também armas com urânio empobrecido no Iraque?", perguntou Ahmadinejad.

O líder iraniano pediu também o "fim de toda cooperação nuclear com os países que não são membros do TNP", em referência ao que chamou de "regime sionista" israelense, que não é signatário do tratado.
Israel não faz parte do TNP, então porque não é pressionada pelos EUA a se desarmar? A receber inspeções? O Irã não nega enriquecer urânio, diverge apenas dos fins que lhe são atribuídos pelos EUA. E por isto é ameaçado constantemente.

Ahmadinejad, corretamente, critica o fato dos EUA ameaçarem usar seu poderio nuclear contra seus inimigos. Oras, o Irã não pode ter tecnologia nuclear, mas os EUA podem usar suas armas para ameaçar quem quiser? A Nova doutrina militar dos EUA não deixa dúvidas:
1. Segundo esta nova declaração, antes, qualquer país poderia ser vítima de ameaça (chantagem) nuclear por parte dos EUA. Agora é que mudaram de idéia.
2. Os EUA se comprometem a não usar ou ameaçar países que se enquadrem em alguns quesitos, logo, não renuncia ao uso de armas nucleares em qualquer hipótese e afirma que pode utilizá-las em alguns casos, o que mantém o perigo nuclear.
3. Dentre as exceções para o uso destacam-se a não-disposição de armas nucleares (sem, porém citar os países sob os quais existem apenas suspeitas) e que CUMPRAM as obrigações dentro do TNP.
As declarações de Ahmadinejad - seja quais forem as críticas, justas ou não, feitas à ele - são corretíssimas! Os EUA e seus aliados tem o direito divino de ameaçar, de possuir armas, de sequer assinar o TNP (Israel, Paquistão, Índia) e nada acontece.
"El OIEA presiona a países que no tenemos armas nucleares bajo la excusa de la no proliferación mientras que es complaciente con los países que sí tienen armas nucleares y que quieren conservarlas para mantener su superioridad sobre los demás"
Os inimigos não podem nem pensar em enriquecer urânio, nem que seja para a medicina! Mesmo que a AIEA declare que não tem qualquer prova para condenar o Irã, não importa, da mesma forma que invadiram o Iraque sob acusações falsas, a bola da vez é o Irã.

Mais engraçado foi, quando vi na Globonews e depois li no site da FoxNews a notícia de que um deputado democrata quer processar e prender Ahmadinejad por supostamente incentivar um genocídio contra Israel...
"New York Rep. Steve Israel called for Mahmoud Ahmadinejad to be arrested and tried for "incitement to genocide" following the Iranian president's speech Monday at the United Nations in which he tried to vilify the United States and its allies. The Democratic congressman argued that Ahmadinejad's past calls for the destruction of the state of Israel -- specifically his call in 2005 for Israel to be "wiped off the map" -- constitute a violation of the United Nations' genocide convention.
"Incitement to genocide is a punishable act and instead of giving him another platform at the U.N., he should be tried," the congressman said in a written statement.
Calls for Ahmadinejad to be hauled before an international court are not new. The U.S. House of Representatives passed a resolution in 2007 calling for the U.N. Security Council to charge him. Israeli diplomats have called for similar charges. "
Só mesmo rindo! Um deputado dos EUA, país que apoia Israel e incentiva, financia e comemora o genocídio contra os Palestinos querendo acusar processar alguém por crimes semelhantes! E, pior, um deputado do país terrorista, do país que é o maior criminoso internacional querendo ter direitos sobre o chefe de Estado de outro!

Aliás, qualquer tipo de processo que tivesse por base as traduções grotescas e manipuladas feitas sobre as palavras do Ahmadinejad já seria nulo. Se bem que os EUA já invadiram o Panamá, desrespeitando qualquer lei internacional conhecida, e prenderam seu ex-aliado, o Noriega... Tudo é possível, mas o Irã não é o Panamá.
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terça-feira, 4 de maio de 2010

Dilma Rousseff e o "Revanchismo" #Anistia

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 É revanchismo condenar quem fez isto?

Ainda sobre o assunto da Anistia, vale citar o posicionamento - lamentável - de Dilma Rousseff e  do governo Lula.

Não ajuda, no caso do Brasil, que de todos os candidatos à presidência - dentre os relevantes, Dilma, Serra, Marina e Plínio - apenas o último se oponha à manutenção da lei da Anistia.

Serra é escória DemoTucana, Marina se tornou um frankenstein criacionista/neopentecostal risível.

Mas surpreende a posição de Dilma.

Isto mesmo, Dilma Rousseff, torturada pela Ditadura, guerrilheira que dedicou a vida à lutar contra a opressão, mudou de lado, ou pelo menos aceitou que, na política, é preciso se mutilar, se anular, para fazer parte do jogo.

Do jogo sujo.

Vejam o que diz Dilma n'O Globo:
No que se refere à anistia, eu quero dizer que não sou a favor de revanchismo. Do ponto de vista da decisão do Supremo, o que o Supremo decidiu, decidido está. É a corte mais alta do país e como tal tem que ser respeitada. Agora, eu faço também a seguinte observação: é fundamental que o Brasil lembre para que nunca mais caiamos numa ditadura, e tenha sempre no Brasil democracia, com liberdade de imprensa, direito de expressão e direto de opinião - afirmou Dilma, ao visitar a Associação Comercial de Santos.
A Folha traz a mesma informação.

E até o momento nem a candidata nem qualquer um de sua equipe desmentiu a frase. Tampouco a candidata respondeu à vários tuítes que mandei tentando esclarecer a questão.

Até que a candidata desminta a frase e explique o que realmente quis dizer, a versão da mídia se mantém.
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Update:
confirmado. Dilma realmente considera "REVANCHISMO".
“O que o Supremo Tribunal Federal decidiu, decidido está”, disse a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, hoje sobre a decisão da suprema corte que manteve a interpretação sobre a Lei da Anistia, impedindo a punição de torturadores que atuaram durante o regime militar. "Não sou a favor de revanchismo."
Contudo, ela disse que os brasileiros devem manter viva sua memória para que nunca mais se repita uma ditadura militar no país. “Eu faço uma observação. É fundamental que o Brasil lembre e nunca mais caiamos numa ditadura, que tenha sempre no Brasil democracia, liberdade de imprensa e liberdade de expressão”, disse.
Segundo ela, a posição do governo nessa questão sempre foi a apresentada pela Advocacia Geral da União (AGU) junto ao Supremo e que houve debate democrático entre os membros do governo sobre essa questão, mas que a partir da decisão do STF tem que se acatar a interpretação dada a lei.

É o que diz seu blog.
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Mesmo que alguns venham dizer que, quando na Casa Civil, seu parecer tenha sido diferente do do governo, o Parecer da AGU (Advocacia Geral da União), a própria candidata desmente:
- O parecer oficial do governo é o parecer da AGU (Advocacia Geral da União). Como tratava-se de um governo democrático, havia um debate interno (...). A partir de agora, o que vale para nós todos é que a decisão do Supremo tem que ser cumprida. Não cabe discussão a respeito.
É simplesmente lamentável, ridículo, VERGONHOSO, que Dilma tenha a coragem de vir à público sustentar que a Lei da anistia evita revanchismo. Punir um criminoso, um torturador, não é revanchismo, é justiça. Uma noção simples e direta.

Eu não poderia dar uma resposta melhor do que a dada por Ivan Valente:
“revanchismo seria levar o torturador ao pau de arara e não investigar quem cometeu os crimes. O STF não poderia dar cobertura para isso. Essa página da história precisa ser virada, mas não será enquanto houver impunidade. O assunto não será encerrado com esta decisão”
Se a necessidade de falar para todas as audiências fez com que Dilma mudasse, talvez até passando por cima de suas convicções pessoais, não importa. Se suprimiu sua vontade então é falsa, se acredita de fato no que disse, então é uma vergonha.

Usar a terminologia ("Revanchismo") e as desculpas da direita e tripudiar das vítimas e familiares que não terão o direito sequer a enterrar seus mortos é indesculpável.

Dilma, Lula, o governo.

Se rebaixaram ao nível de Demóstenes Torres e cia. Se rebaixaram aos criminosos que formam a quadrilha DEMOcrata que de apoiadores da Ditadura, hoje dizem ser defensores da Anistia "para todos". Escondem o passado, humilham as vítimas e saúdam os algozes com exatamente o que eles querem, a impunidade.

Lula poderia e ainda pode abrir os arquivos da Ditadura. Não o faz porque não quer. Tem a moral e o respeito em todo o país - e no mundo - para tomar uma decisão destas sem prejuízo algum à sua imagem, já que isto parece ser tão importante. Mas parece ser mais importante sair na capa da Time e entrar para a história com a imagem "limpa" do que se indispor com os setores mais reacionários e talvez sair com uma ou outra mancha no currículo de líder mundial. Mancha, claro, apenas para a direita.

Dilma, que parecia ser a esperança de alguma ação contra os torturadores - afinal, foi vítima e guerrilheira - acabou de destruir todas as chances, com suas declarações, de sair-se como a que ia enjaular os criminosos que mancharam de sangue nosso país e, com isso, começar a rever um período negro da nossa história que até hoje respinga nas polícias e política nacionais.

Decidiu-se pela covardia, pelo esquecimento, pior, decidiu-se pela humilhação das vítimas.

Começo seriamente a me questionar se, para evitar que Serra chegue ao poder vale realmente tudo. Até mesmo passar por cima da dor de milhares de brasileiros e brasileiras que não aceitam apagar da história seus entes queridos, suas próprias histórias e conviver como iguais com criminosos torturadores e seus comparsas.

O que a militância e os petistas tem a dizer?
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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Alexandre Garcia e a ilegalidade em Cuba

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Difícil enquadrar o comentário do comentarista Alexandre Garcia, hoje, no Bom Dia (sic) Brasil.

Segundo a notória figura, falando sobre Lan Houses - e demonstrando total ignorância, como lhe é típico -, a internet, seu uso, incentiva a prática de crimes, como a pedofilia, roubo de senhas e etc.

Exato, usar um computador é o mesmo que incentivar o crime. Não é de surpreender que, após uma reportagem sobre a tentativa de se facilitar o processo de legalização e disseminação das Lan Houses, a Globo use seu cão de guarda para atacar a idéia. Ataca porque a popularização do acesso e a transformação destas casas em centros de educação, ensino e disseminação de informações - mais do que apenas um ponto para conexão e jogos -, como propõe o Deputado Paulo Teixeira (PT-SP), iria propiciar à população o acesso à informações que a Rede Globo não propicia, na verdade, esconde.

A Globo não quer que o pobre tenha acesso livre, irrestrito e tenha acesso à informação. Isto iria implodir sua credibilidade (sic). Hoje, a franca maioria das Lah Houses são ilegais, principalmente graças às exigências risíveis de estados e prefeituras. Claro que, todos sabemos, muitas das exigências impostas por uma elite política temerosa do poder que a rede dá aos seus usuários que sabem usá-la.

Mas a coisa ainda piora. O mesmo piadista não poderia terminar de falar sem uma declaração ainda mais infeliz, segundo Alexandre Garcia, só há vantagem em Lan House ilegal em Cuba!

Sim, segundo o infeliz, só nesses lugares os Cubanos podem ter liberdade e acesso livre à rede!

Como uma figura destas pode falar o que bem entende na TV? Defender a ilegalidade no país dos outros pode? Dar declarações estapafúrdias e criminosas pode?




Alexandre Garcia é um criminoso.
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Sobre Anistia e Esquecimento: Salvador e o Brasil

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Assisti neste fim-de-semana o excelente filme "Salvador" sobre o anarquista Salvador Puig Antich, executado com o Garrote Vil (verdadeiro instrumento de tortura) pelo regime de Franco em 1974. Ele tinha 25 anos.

Como centenas - talvez milhares, Salvador era um jovem que, nos anos 70, se sentia sufocado pela repressão do regime franquista e, não vendo outra solução, pegou em armas para tentar derrubar um regime e lutar por um mundo melhor.

Na Espanha de Franco ele era proibido de falar sua língua - o Catalão -, fato muito bem marcado pelo filme e de se expressar livremente. Junto com amigos e conhecidos começou a assaltar bancos para financiar a produção de panfletos e revistas revolucionárias e para financiar os sindicatos de esquerda que combatiam o regime ditatorial.

Nas ruas, os estudantes constantemente protestavam - e eram violentamente reprimidos e presos, quando não torturados e mortos.

Qualquer semelhança com os regimes repressivos da América Latina - Brasil incluso - não é mera coincidência. Retirem apenas o fato do Catalão ser reprimido e teremos uma simulação do que ocorria no Brasil e em toda a América Latina, salvo as proporções. Um retrato fiel do que forma as ditaduras e, em alguns casos, o que ainda existe em muitos países autodeclarados "democracias".

Vale salientar, na comparação, que tanto o Brasil quanto a Espanha introduziram - pelo lado dos vencedores dos golpes, pelo lado dos torturadores e criminosos - uma Lei da Anistia que nada mais é que uma Lei da Impunidade, do Esquecimento (apenas para os algozes, quem perdeu um filho não esquece jamais), da defesa dos assassinos que deixaram o poder.

Aliás, "deixaram" é um termo muito forte. Hoje apenas dão as cartas sob novos nomes, sob novas siglas, novas plataformas. Como a Rede Globo, reinventaram sua história. Como o DEM, subverteram a verdade.

Salvador lutou por um ideal. Lutou contra a Ditadura mas, outro mérito do filme, não lutava de forma vazia contra esta Ditadura, mas sonhava com um mundo melhor. Em seu caso, o Anarquismo. Outros escolheram o Comunismo, o Socialismo. Não se luta pelo nada. Não se luta apenas "contra". Luta-se por uma idéia, um ideal, por uma certeza de um futuro melhor. Certa ou errada a ideologia, não importa. Vela a certeza de que havia e há paixão, comprometimento, a vontade de um outro mundo, justo.

É curioso, no Brasil, quando saudosistas da Ditadura ou simplesmente pessoas ignorantes bradam que a Anistia perdoou os dois lados (lembrando que o "outro lado" nunca foi questionado se concordava ou não com a decisão dos militares de se auto-anistiar), há sempre o comentário de que, se revogada a Anistia, os guerrilheiros deveriam pagar por seus "crimes" pois, supostamente, não lutavam pelo fim da ditadura, mas pelo Comunismo. 

Ninguém nega que muitos lutaram com a idéia do Comunismo permeando suas ações. Lutavam, sim, pelo fim da Ditadura, pela Democracia, mas não a democracia que os vencedores impuseram, não a democracia do esquecimento, da vergonha - agora referendada pela Justiça (sic) Brasileira -, mas por uma democracia nova, diferente.

Comparações com China, União Soviética e afins apenas ilustram que as pessoas cometem erros, que aplicam teorias de forma equivocada - muito equivocada -, mas em momento algum (vejam também a época) retira dos jovens revolucionários, dos jovens que lutaram contra a Ditadura, sua razão, seu direito de fazê-lo.

Repito, não se luta no vazio, não se luta por nada. A ideologia pode até estar equivocada - se isto provar-se à longo prazo ou em outros lugares - mas nunca se luta sem ela.

Já no caso espanhol, temos um exemplo ainda mais assustador. A Anistia é uma barreira para manter no esquecimento as milhares de vítimas de Franco, um número simplesmente avassalador de assassinados e torturados. E um número que, apesar do suposto fim do regime, não para de crescer.

Franco morreu. Mas seu regime continua, travestido de democracia. As elites políticas não mudaram. Ao fim do Regime assumiu Fraga Iribarne, ministro favorito de Franco, responsável pela morte de milhares e por feroz repressão antes e durante a chamada "Transição". Depois a figura virou ainda Presidente da Galiza. E foi condecorado. Hoje, é respeitado. Garcia Lorca e milhares de outras vítimas, porém, continuam em valas comuns. As famílias nunca receberam um corpo para enterrar. E Fraga tem suas medalhas. O PP tem seu direito a concorrer como se fosse digno, como se respeitasse a Democracia.

Na Democracia espanhola, a Falange, partido que admite abertamente seu saudosismo franquista, pode não só funcionar, ser votada, fazer campanhas de ódio, mas também processar o único homem que teve a coragem de ir contra a Lei da Anistia, Baltasar Garzón que, pese as extensas críticas à sua figura e atuação passada, foi o único a se levantar e questionar o vil esquecimento, a vil impunidade.

E de que democracia falamos quando persiste a tortura? Persistem as prisões arbitrárias? Persistem os assassinatos patrocinados pelo Estado? Salvador foi morto "legalmente", dentro da prisão - ainda que por acusações falsas -, mas Jon Anza foi morto pela polícia espanhola "ilegalmente". Lasa e Zabala foram mortos - e torturados - "ilegalmente" pelos GAL, grupo de extrema-direita financiado, patrocinado e composto por membros da estrutura estatal Espanhola.

E no Brasil, onde temos jovens sendo mortos diariamente nas carceragens da Polícia Militar? Onde temos moradores de rua sendo acossados pelas forças de segurança (sic) de um estado (São Paulo) à mando de um homem - Kassab - cujo partido foi a base do regime ditatorial - o DEM?

Salvador Puig Antich pôde ser homenageado, pôde virar filme. Mas por homenagear à "Argala", responsável por abreviar os piores anos da ditadura de Franco ao matar seu homem no poder, o Marechal Carrero Blanco, Arnaldo Otegi enfrenta a cadeia.

Por homenagear a Mattin Sarasola - cidadão torturado pela política espanhola - a prefeita da cidade basca de Hernani, Mirian Beitilarangoitia foi processada e por pouco não passou duros anos presa.

A homenagem às vítimas da ditadura de Franco ou da polícia espanhola da chamada democracia continuam sendo proibidas sob pena de cadeia. Poucos escapam. O Estado lhes condena. E, no Brasil, o Estado condena ao Esquecimento, a Justiça referenda.
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Esta música foi composta pelo cantor catalão Lluis Llach em homenagem à Salvador. Poderia falar do Brasil.
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domingo, 2 de maio de 2010

45 Motivos para Não Votar em Serra / #45motivosSerraNAO

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45º Serra ñ acredita no Bolsa Família: em SP, 300 mil famílias podiam receber o benefício, mas só 170 mil de fato recebem
44º Em plena crise econômica de 2009, Serra cortou R$ 2,77 bilhões que seriam destinados a investimentos do Estado!
43º A política de segurança pública do Serra é tão boa q em SP já tem estilingue gigante de celulares ao lado de presídio
42º Serra não investe na formação de professores: em 2009 ele deixou de investir metade da verba prevista p/ capacitação!
41º O Saresp mostrou: em SP, no governo Serra, alunos da rede pública terminam ensino médio com conhecimento de 8a série!
40º Para Serra, educação é assunto de polícia: quem se lembra de como ele tratou professores em greve de SP? A paulada!
39º Serra e o ensino em SP: valor da hora-aula paga por Serra aos professores de SP é metade do valor pago em Roraima!
38º Como Serra valoriza professores: SP caiu 4 colocações no ranking de salários de docentes - o estado ocupa o 14o lugar 37º Educação no gov Serra: mais da metade dos alunos que concluíram ensino médio em SP não sabiam o básico de matemática! #45motivosSerraNAO 36º A política de educação do Serra é um desastre: SP teve uma das piores notas na prova de matemática do Saresp!
35º O (des)respeito de Serra pelos servidores é tão grande que o tícket refeição pago por ele é de R$ 4,00 (vale-coxinha)
34º Valorização dos servidores públicos? Serra não sabe o q é isso! Funcionário público no gov Serra tem salário defasado
33º Serra quer tirar todas as responsalidades do Estado: no ABC, 90% do pessoal da Saúde é terceirizado! Ele é privatista
32º Serra podia ter construído 84 novos hospitais em SP com 250 leitos cada, mas preferiu realocar a verba para área adm!
31º O gov Serra, em SP, tem 51 contratos que somam R$ 63 milhões com uma empresa envolvida no mensalão do DEM! Suspeito!
30º Serra sucateou o SUS em SP, terceirizando os serviços da Saúde, através das OSS! É uma privatização disfarçada!
29º Serra cuida mesmo da saúde do povo? Dos R$ 104 milhões previstos para Saúde da Família, ele gastou só R$ 79 milhões
28º Serra diz ter “obsessão” pela Saúde, mas usou mais de R$ 2 bilhões do SUS em aplicações no mercado financeiro!
27° Serra diz q cuida bem da Saúde: mas a dengue em SP cresceu + de 1000% só no 1º trim de 2010! Ele cuida bem do Aedes!
26º Serra tem DNA da Mentira é amigo de FHC que diz ter criado o Real, na verdade o Real foi criado por Itamar Franco
25º Serra mente, se diz autor do Programa Combate a AIDS, na verdade o Programa é de Lair Guerra e Adib Jatene
24º Serra mente, diz que foi autor dos genéricos, quando na verdade foi Jamil Haddad o autor, em 1993
23º Serra mente, disse que não deixaria a prefeitura em São Paulo, dois anos depois disputou eleição para Governador #45motivosSerraNAO
22º Serra vendeu a Nossa Caixa, o ultimo banco público de São Paulo. Ele é privatista.
21º Serra não coloca o pé no barro. Trabalha pouco. Sua agenda só começa depois do meio dia
20º Serra é preconceituoso, disse que o problema do ensino em São Paulo são os Nordestinos
19º Serra manteve policiais infiltrados em movimentos sociais em São Paulo, agindo como um ditador.
18º Sempre votou contra os Trabalhadores, recebeu nota de 3,75 do DIAP como dep. federal constituinte
17º Mau-tratos a Professores e Funcionários Publicos e sucateamento da Educação
16º Guerra entre Policiais, Crime Organizado Tomando Conta, Assaltos, Sequestros, Crack este é o Jeito Serra
15° No gov FHSerra, diplomata brasileiro tirava sapato para entrar nos EUA. Hoje, Obama reconhece Lula como grande líder.
14º Para Serra, o problema do Brasil é excesso de estado. Lula provou que é a falta dele.
13° Serra foi ministro do Planejamento e o que conseguiu planejar foi o APAGÃO por OITO MESES.
12º tudo o q construímos nestes anos estará perdido,os tucanos tem ligação c empreiteiras e terá que repartir o bolo
11º você só ouve falar do Serra ou qualquer outro político do PSDB em época de eleição, depois eles desaparecem.
10º Serra tem o apoio da revista Veja,que sabemos luta contra o crescimento do país e faz de tudo para desestabilizar
9º Em seu quadro a oposição tem políticos como Arthur Virgílio,Tasso Jereissati, ACM Neto, FHC e Arruda claro.
8º Todo mal q foi feito por FHC, como as privatizações, estará de volta. Atenção, ainda temos a Petrobrás!
7º No governo Serra a violência aumentou muito em São Paulo. Falta Segurança Pública e valorização dos policiais.
6º As cidades paulistas estão cercadas por pedágios. O preço? O maior do mundo.
5º O PSDB governa para a elite e depois de eleitos, esquecem da população. 4º O partido de Serra está no poder em São Paulo há mais de 15 anos e todos sabem como SP parou! Não quero isso .
3º Serra: Arrocho, descaso, má gestão!!!
2º SERRA acabou com SP, se vc deixar vai acabar com o Brasil
1º SERRA, representa o retrocesso e a Privatização, FHSERRA Nunca Mais!!!

Original aqui.
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150 anos da ideologia do ódio

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Em 2 de maio de 1860, há exatamente 150 anos nascia aquele que criou uma das bases da ideologia moderna do Genocídio, o criador da ideologia que, sem ela, Hitler não teria tido metade do "sucesso" e da longevidade: Theodor Herzl, o pai do Sionismo.

150 anos de nascimento do pai da ideologia que flagela Palestinos.

Ideologia que mata milhares, que tortura, prende, cerca e tortura, ideologia fundada no ódio.

Sem Herzl, Hitler não teria encontrado nos Sionistas, seus seguidores, o apoio que precisava para a limpeza de comunidades inteiras. Sem Hitler, os Sionistas não teriam conseguido Israel.

O que era o assassinato de 800 mil judeus húngaros ou de milhões de judeus europeus se, em troca, o sonho de Herzl poderia ser alcançado?
 
150 anos de infâmia, ódio, dor, sangue e mortes.

Às custas de milhões de almas, Herzl conseguiu seu objetivo.

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sábado, 1 de maio de 2010

Folha e Maluf - O espaço criminoso

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Três fatores me levaram a escrever este artigo. Primeiro o artigo de Paulo Maluf  intitulado "Promotores têm medo da Justiça?" que não linkarei para não dar publicidade ao canalha, segundo uma conversa que tive com o @caetano_pacheco sobre se seria correto ou não abrir espaço para o Maluf defender um projeto de lei criminoso e advogar em causa própria - a da impunidade - e em terceiro a publicação, no dia 17/04 de um e-mail de minha autoria na mesma Falha, que reproduzo abaixo:

"Paulo Maluf, ao assinar o artigo "Promotores têm medo da Justiça?"
(13/4), esqueceu de mencionar que é procurado pela Interpol em mais de 180 países. Ou seja, se colocar os pés fora do Brasil, vai para a cadeia.
Um homem com esta carga querendo falar de justiça e de investigação não só é uma piada como é perigoso.
Pior é a Folha dar espaço a isso."
RAPHAEL TSAVKKO GARCIA (São Paulo, SP
Paulo Maluf é, ao mesmo tempo - e não há nenhuma contradição, mas quase uma regra - Deputado Federal eleito com mais de 700 mil votos, criminoso internacional com mandado de prisão expedido pela Interpol.

Ou seja, ao mesmo tempo em que tem a liberdade e a conivência do judiciário do Brasil e de seus pares - seu partido, aliás, faz parte da base de Lula - para legislar em causa própria, amordaçar o ministério público e contribuir para a sensação - correta - de impunidade que existe no país (tema que tratei num debate na TV Cultura que pode ser visto aqui), é um criminoso procurado que se colocar os pés em 181 países que mantém acordo de cooperação com a Interpol, irá para a cadeia. Será deportado aos EUA e preso.
Maluf foi incluído na lista de procurados, a chamada "difusão vermelha", a pedido da Promotoria de Nova York, nos Estados Unidos, após investigação conjunta de promotores brasileiros e americanos, iniciada no Brasil em 2001. Em 2007, a Justiça americana determinou a prisão de Maluf pelos crimes de conspiração, auxílio na remessa de dinheiro ilegal para Nova York e roubo de dinheiro público em São Paulo.
O deputado federal é acusado de desviar recursos das obras da Avenida Água Espraiada e remetê-los para Nova York, e em seguida para a Suíça, Inglaterra e Ilha de Jersey, um paraíso fiscal. Depois, segundo o MP paulista, parte do dinheiro era investida na Eucatex, empresa do ex-prefeito em São Paulo. 
De quebra, Flávio Maluf, filho do famoso deputado, encontra-se na mesma situação.

Minha discussão com o @caetano_pacheco se centrou na questão do direito do Maluf se expressar - pelo lado do Caetano -, que defende o direito ao contraditório e para que nós julguemos o que é ou não correto e, do meu lado, me centrei no fato de que a liberdade de expressão/imprensa não é absoluta e de que, neste caso, falamos de um criminoso condenado, e não de um simples suspeito, mas de um corrupto que está com prisão decretada em meio mundo e, por fim, de que nem sempre a verdade tem dois lados, em alguns casos podemos falar em um absoluto, no que o Caetano concordou: Direitos Humanos.

Todos tem o direito à ampla defesa. Mas no Brasil, se você for político ou rico, sua defesa é a do dinheiro, da manipulação, do acesso à mídia que você controla ou seus amigos. Tem horas em que o contraditório é falso, a própria idéia do contraditório se perde, casos como os da ditabranda, Fichas Falsas e afins são os falsos-contraditórios, são as respostas de uma elite apavorada, uma resposta mentirosa.

Políticos, em geral, tem amplo espaço para suas defesas. Tem redes de TV própria ou de seus amigos, tem jornais, tem o parlamento, tem, enfim, palanques garantidos. Não importa se culpados ou inocentes, terão sempre espaço garantido e um contraditório eterno. Maluf passou 40 dias preso, hoje posa de galo e tem o contraditório eterno. Arruda fraudou o painel do Senado, assumiu ser culpado e foi eleito novamente, para ser então preso por mais e 2 meses. Querendo, dará a volta por cima e terá um eterno contraditório.

Poderosos tem todo o espaço do mundo. O povo nunca o tem.

Cabe ao cidadão, ao revoltado ou ao consciente, criticar abertamente o veículo que concede ainda mais espaço para quem deveria mofar na cadeia pelos crimes que cometeu - e continua cometendo. Nada nem ninguém está acima dos direitos humanos, da ética, do que é justo. Dar espaço para que pisoteiem estes conceitos, estes ideais, é ser conivente e igualmente criminoso.

É doloroso e vergonhoso notar que foi preciso a justiça dos EUA se mexerem e processarem o criminoso e a justiça brasileira fingir que não há nada de errado. O mundo inteiro sabe quem é Maluf. Menos o Brasil. Aqui, ele tem os holofotes.
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