segunda-feira, 7 de junho de 2010

O atraso tem nome: Marina Silva

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Depois de sair do PT em uma jogada que mais parecia novela da Rede Globo, Marina Silva encontrou seu lugar no PV, partido nanico ligado a oligarquias regionais e massa de manobra do DemoTucanato em São Paulo e outros estados.

Marina, fazendo-se de vítima, conseguiu apoio em diversos setores - incluindo o setor das elites do baixo-Leblon, amigadas ao discurso de Gabeira e cia -, e por muito tempo conseguiu enganar muita gente com seu discurso EcoCapitalista travestido de progressista. Mas aos poucos a máscara cai.

Sua chegada ao PV fez cair a máscara do partido e a sua própria. Anunciando sair do partido que apoiava os Sarney, Marina foi para o partido do Sarney Filho. Junto com ela levou outros conservadores anti-aborto e anti-direito dos homossexuais como o Deputado Luis Bassuma. O PV enfim saiu do armário e assumiu-se como partido conservador, retrógrado e atrasado, assim como sua candidata que, por suas credenciais religiosas, não deixa espaço para dúvidas. O estatuto do PV diz "A", mas a prática - e a Marina" dizem e fazem "B". E ela quer ser presidente!

Este post, aliás, poderia ser facilmente um "Fobia Neopentecostal" parte 3.

Marina é contra Aborto, Casamento Gay, Legalização das Drogas, Pesquisa com Célula Tronco. Ela também é contra a idéia de que a Terra é redonda? Só falta.

E, como não poderia deixar de ser, é hipócrita e falsa.

Questionada pela revista Época sobre as questões alencadas no parágrafo acima, disse ser contra tudo, mas, boazinha que só ela, propõe plebiscito.

Dois pontos devem ser observados. Primeiro, questões básicas de Direitos Humanos, como o direito das mulheres sobre seus corpos, ou o direito das minorias e à diversidade, ou questões relacionadas à saúde pública (aborto, drogas, células tronco) não podem ou devem ser questionadas nem são "matérias plebiscitário".

Segundo, Marina SABE que o Brasil é um país conservador, com pensamento retrógrado muitas vezes parecido com o seu próprio e a idéia de plebiscito é perfeita para denunciar sua hipocrisia.

Ela é contra, mas, boazinha, deixará que o povo "decida" quando ela já sabe a resposta final. E ela sabe, também, que os meios de comunicação, ainda mais conservadores, irão fazer pesada campanha defendendo os mesmos pontos de vista medievais da candidata evangélica.

Colocar tais questões como simples "matérias plebiscitárias" é o cúmulo da hipocrisia e da má fé. E tem gente que cai. Cai esquecendo que, por mais boazinha que ela tente ser, ela é CONTRA.

Porque liberar o aborto? Só porque 1 em cada 7 mulheres já fizeram aborto no país - ILEGALMENTE - e que esta é a terceira causa de mortes de mulheres no país porque as pobres só tem como ir a clínicas (sic) sem qualquer tipo de higiene e controle para morrer? A classe média paga clínicas de primeiro mundo, as faveladas morrem como indigentes. Porque então liberar, não é?

Falemos das drogas então, já que o aborto é algo tão sensível. Porque legalizar? Será que é porque todos sabem mas fingem desconhecer que Fernandinho Beira Mar, Marcinho VP e cia da vida são só "faz-tudo" dos verdadeiros responsáveis e financiadores do tráfico, estes todos com assentos garantidos em câmaras federais, estaduais ou municipais?

Falar de células-tronco então, difícil! Porque permitir que milhões de vidas sejam salvas com pesquisas de simples células quando, sabemos, o importante é agradar ao fundamentalismo religioso de alguns retrógrados que acham que alí existe vida humana ou algo do tipo - difícil sequer entender qual a reclamação destes doentes mentais. Pra que curar doenças? Deixem que deus cure os doentes enquanto sentamos e esperamos!

E, finalmente, o casamento entre pessoas do mesmo sexo! Claro que a Marina é contra. Claro que os fundamentalistas são contra. Afinal, estamos em um Estado Laico em que religião não interessa. Respeitamos a diversidade e o direito dos seres humanos serem responsáveis pelas suas vidas e escolhas! Impensável proibir que alguém se case só porque está na bíblia que não podem!

Pois bem, esta é Marina Silva. E nem precisei entrar no mérito de seu EcoCapitalismo cuja concepção, por si só, é risível. Teremos plebiscito, com Marina presidente, sobre sobre a volta da palmatória nas escolas ou seremos forçados a ouvir o Silas Malafaia no lugar da Voz do Brasil? Façam suas escolhas.
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sábado, 5 de junho de 2010

Protesto Contra Israel em São Paulo - Fotos e Vídeos #Flotilla

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Cerca de 300 manifestantes convocados pela Frente de Defesa do Povo Palestino se reuniram no MASP na sexta, dia 4 de junho, para protestar contra Israel, contra o Bloqueio de Gaza e para apoiar a Flotilha da Liberdade. O protesto durou cerca de 3 horas e foi recheado de discursos inflamados e emocionados, chegando ao fim logo após a queima da bandeira Nazi-Sionista de Israel.


"É um repúdio contra a ação de Israel, que foi uma ação desleal contra pessoas que estavam tentando ajudar quem está com grandes problemas e grandes necessidades na faixa de Gaza", disse Magali Vaz, tecnóloga em radiologia médica e representante do Movimento Revolucionário de Ação Islâmica da Mesquita Brasil, presente ao ato.
Os discursos foram carregados de Emoção e diversas entidades estavam presentes para apoiar a manifestação. MOPAT, Mov. Revolucionário de Ação Islâmica da Mesquita Brasil, União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI), PSOL, PCdoB, LER-QI (a vergonha-alheia da manifestação), PT, Partido Pátria Livre (MR-8), dentre outros.
El Rafei [da UNI] condenou o ataque de Israel ao navio. “O território não é deles [dos israelenses] e nem dos pais deles. O território é palestino. Eles [os israelenses] montaram o país deles sob os destroços dos palestinos. E todo o mundo confirma que os ativistas ainda estavam em águas internacionais. Eles [o exército israelense] sequestraram os navios e levaram para Israel”.


Dezenas de cartazes foram levados, bandeiras da Palestina podiam ser vistas em todos os espaços, centenas de panfletos foram distribuídos e a comunidade muçulmana esteve presente junto aos mais diversos militantes.

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Em Foz do Iguaçu também houveram protestos em apóio à Palestina.
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Por volta das 15 horas começou a formar-se uma aglomeração no MAPS à medida em que mais e mais pessoas se reuniam e cartazes eram espalhados pelo chão com mensagens que iam desde o apóio à Palestina até o repúdio à Israel e alguns com imagens extremamente desconcertantes da violência Sionista e genocida contra o povo Palestino.

Logo no início, antes dos discursos de sindicatos, organizações e partidos, houve o chamado para a reza, um momento de silêncio absoluto enquanto um dos sheiks cantava ao microfone.
“Este é o momento da comunidade internacional pressionar seus governos contra as atitudes de Israel. Em 2006, 1500 palestinos morreram nos ataques a Gaza. Agora, atiraram contra uma missão de ajuda humanitária internacional. Israel não consegue mais esconder seus crimes”, disse o palestino Hasan Zarif, do Movimento Palestina para Todos (MOPAT).


Uma das lideranças da comunidade muçulmana fez um discurso emocionante logo após o fim da reza. Enquanto chorava, agradecia aos brasileiros pelo apóio e repudiava as ações de Israel, pedindo ao mundo que boicotasse o Estado Sionista e libertasse o povo palestino de seu sofrimento ininterrupto.

Sem dúvida alguma o sofrimento da Palestina é algo que emociona profundamente a comunidade e emocionou todos os presentes. O sofrimento contínuo deste povo nas mãos dos genocidas israelenses é imenso e a situação insustentável. Enquanto a comunidade internacional mantém seu teatrinho na ONU, enquanto o Brasil apresenta palavras duras de condenação, Israel permanece inabalável. As palavras contra si são duras, mas não se configuram em ações, em real isolamento.

O Brasil não renuncia ao Tratado de Livre Comércio com Israel, a ONU não suspende ou expulsa Israel da organização, os países Europeus se limitam a criticar e os EUA continuam a simplesmente apoiar e rafirmar o direito de Israel de massacrar civis, crianças, mulheres...
“Esperamos que o governo brasileiro no mínimo congele as relações com Israel, e tenha uma atitude mais enérgica para forçar o país a acabar com o bloqueio em Gaza”, explica Mohamed Sami El kadri, presidente da Associação Islâmica de São Paulo. “As relações devem ser congeladas até que Israel sente à mesa para negociar a criação do Estado Palestino”, acrescenta.


Atos como os de São Paulo se repetiram em todo o mundo, em todos os continentes. Infelizmente, o povo repudia, mas os Estados, seus governos, fazem pouco caso. A resolução aprovada na ONU é digna de risos. Seria engraçada, se não fosse simplesmente lamentável. Condenar "atos", usar mais e mais palavras pomposas mas vazias não resolverá qualquer conflito. Sequer uma investigação independente do ataque à Flotilha da Liberdade parece factível. É preciso, antes de mais nada, que os países Árabes - em especial o Egito - deixem de ser cúmplices do massacre e parem de usar o povo Palestino como escudo quando lhes interessa e passem a real e efetivamente apoiar o povo palestino.

Apenas o Boicote, o isolamento internacional, a transformação de Israel em pária mundial é que talvez alguma coisa mude e que o povo Palestino consiga finalmente recuperar sua dignidade.


De volta ao protesto, além dos discursos inflamados, foram proferidos gritos em defesa da Palestina e, para a vergonha alheia da manifestação, o grupelho da LER-QI resolveu cantar louvores à Revolução e contra Lula, no que foram vaiados por muitos ou simplesmente ignorados - atitude mais correta quando se está em uma manifestação plural e unificada e alguém resolve trazer assuntos não relacionados. Sejamos francos, o protesto era contra Israel e não pelo Socialismo e muito menos contra o governo Lula nos termos colocados pelo grupo que acusava o Brasil de genocídio no Haiti. Crianças inconsequentes que, felizmente, não causaram danos pois foram ignorados pela ampla maioria.

O ponto alto foi a queima da bandeira Nazi-Sionista, não antes que esta fosse devidamente pisoteada e tratada com o respeito que merece, como a representação da crueldade, do genocídio e do nazismo nos dias de hoje.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Petições contra Israel. Parem o Genocídio!

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Tomei conhecimento de ao menos quatro petições contra o Estado Nazi-Sionista de Israel.
A primeira petição, que creio ser de máxima importância, pede à ONU para que Israel seja expulsa da organização. Criada aparentemente por um cidadão e não por uma organização, tem sido divulgada via Twitter e redes sociais.
We, the citizens of the world, call upon you to shape the 21st century with a new ethic, already enshrined in the United Nations. We call upon you to end Zionist apartheid and racial injustice by stripping Israel of its UN membership.
Para assinar: Link.
A segunda petição vem da organização Avaaz e pede por uma investigação do crime cometido por Israel. Creio que a petição seja por demais branda ao exigir apenas uma investigação e não uma punição contra o Estado Nazi-Sionista, mas é um começo. No momento em que escrevo a petição alcançou perto de 185 mil assinaturas.
O ataque israelense mortal sobre uma frota de barcos humanitários para Gaza, gerou uma indignação global. Desta vez, não podemos aceitar só discursos dos nossos governantes. Chegou a hora de agir.
Esta petição será entregue à ONU e a líderes globais quando atingir 200.000 assinaturas -- assine a participe do chamado global pela verdade, responsabilidade, e justiça para Gaza!
Para assinar: Link.
A terceira petição vem a Anistia Internacional, seção do Reino Unido e pede ao Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, uma investigação das mortes na Flotilla.
Given the international nature of this incident and the continuing lack of credible Israeli investigations into violations of human rights in the context of the Gaza conflict, there is a strong need for an immediate international investigation and it’s important for the interests of regional peace and security that the UK strongly and publicly advocate such a call.
Para assinar: Link.
A quarta petição segue o modelo da AI, mas é capitaneada pela Palestine Solidarity Campaign e pede ações duras contra Israel.
I call on the UK to:

    * Immediately recall Britain's ambassador to Israel
    * Expel Israel's ambassador to Britain
    * End UK arms sales to Israel
    * Suspend the EU-Israel Trade Agreement
    * Withdraw Israel's membership of the OECD
    * Ban the import of goods from illegal Israeli settlements into the UK
    * Demand an end to Israel's siege of Gaza
Para assinar: Link.

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Israel, investigações e hipocrisia

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Os pedidos para uma investigação urgente e, acima  de tudo, independente, não são à toa. Os EUA em sua política de apoiar incondicionalmente o genocídio Palestino chegaram ao desplante de exigir, na ONU, que Israel lidere uma investigação para apurar os fatos. Seria, como @avinunu bem colocou no Twitter -reproduzi no início do post - o mesmo que a British Petroleum investigar a si mesma no caso do derramamento de petróleo no Golfo. Imparcialidade alguma.
"Apoiamos nos mais fortes termos o pedido do Conselho de Segurança (da ONU) por uma investigação imediata, imparcial, de credibilidade e transparente", afirmou Hillary. "Apoiamos uma investigação israelense que cumpra estes critérios."
"Estamos abertos a formas diferentes para garantir que a investigação tenha credibilidade, incluindo a participação internacional", acrescentou Hillary, sem entrar em detalhes.
Obama sumiu. Ninguém viu. Não declara nada e deixou para Hillary, eterna amiga dos Sionistas, o trabalho de piorar ainda mais a situação. É realmente uma vergonha e uma ofensa.
“Hillary Clinton on North Korea: ‘I think it’s important to send a clear message to North Korea that provocative actions [sinking a war ship] have consequences. We cannot allow the attack on South Korea to go unanswered by the international community.’ … Hillary Clinton on Israel’s attack on a humanitarian aid convoy: Silence.” Diana Buttu
Ingrid Storgen, em Kaos en la Red resume bem a situação. O que há para se investigar? Os crimes estão gravados, documentados! Israel admitiu ter invadido, admitiu a pirataria e matou civis para depois sequestrá-los. O que há para investigar numa frota de ajuda humanitária lotada de civis - incluindo uma Nobel da Paz e uma sobrevivente do Holocausto - que carregava purificadores de água, cadeiras de roda, brinquedos... E cujos passageiros portavam terríveis "armas" tais como bolas de gude enquanto soldados israelenses atiravam em civis feridos?

Como disse a @maria_fro, Israel é motivo de piada na blogosfera.

¿Investigar qué? ¿Hace falta más evidencia?
¿Actos violentos de quiénes? Acá hay nombres y hay apellidos que dieron y recibieron la orden de bajar con cuerdas desde helicópteros y no están dentro de ese gueto emplazado.
¿Investigar si las personas comprometidas con la ayuda humanitaria estaban desarmadas cuando recibieron un ataque con tropas de elite desde el aire y durante la noche?
¿Investigar haría pensar que tal vez no fue tan malo el estado israelí y que “algo habrán hecho” los miembros de la misión humanitaria para recibir la artillería de muerte que descargaron sobre ellos?
¿No podemos caer con este criterio en la tristemente célebre teoría de los dos demonios?
Las fuerzas de elite asaltaron al barco Mavi Marmara disparando con sus fusiles, convirtieron el barco en un baño de sangre disparando a la cabeza, utilizaron picanas contra los voluntarios entre los que se encontraba una mujer con su hijo de un año.
¿Los actos de violencia los ejercieron quienes iban en ayuda de un pueblo que eligió quien habría de gobernarlo más allá de que a sus enemigos les guste o no su decisión?
El propio ministro de Defensa, Barak, elogió a sus “hombres” por lo tanto aprobó el ataque ¿qué hay que investigar acá, no está todo dicho?
 Em Israel, os ativistas permanecem presos. Apenas 250 deverão ser expulsos. E os demais? Serão torturados e ilegalmente presos como costuma fazer Israel? O que acontecerá com os Palestinos e Israelenses que estavam à bordo dos navios?
At least four Palestinian/Israelis, Free Gaza Movement board director, Lubna Masarwa, Sheik Raed Salah, leader of the northern branch of the Islamic Movement in Israel, Mohammed Zeidan, Director of International Advocacy Programme for the Arab Association for Human Rights. and Hamed abu Dabis are facing multiple serious criminal offences for their participation in a peaceful voyage to break Israel’s blockade of Gaza.
Hanin Zoabi, deputada do Knesset pelo partido Balad, Árabe-Israelense, foi ameaçada por uma deputada do neonazista Likud que a chama de traidora e pede para que ela seja expulsa de Israel.
"Zoabi is party to a double crime – joining terrorists and a moral crime against the State of Israel," she said during a heated Knesset session Wednesday. "She must be punished. We don’t need Trojan horses in the Knesset." Regev even shouted at Zoabi in Arabic, "Go to Gaza, traitor."


O mundo precisa se mobilizar e denuncias estes crimes. Israel não pode escapar impune!
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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Confirmado: Ato em Repúdio ao Ataque à Ajuda Humanitária nesta SEXTA!

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 ATO NESTA SEXTA-FEIRA
REPÚDIO AO ATAQUE À
AJUDA HUMANITÁRIA
 A Frente em Defesa do Povo Palestino, movimentos sociais e populares brasileiros, forças políticas progressistas e membros das comunidades árabe e muçulmana realizam nesta sexta-feira, dia 4 de junho, a partir das 15h, no vão livre do MASP, na Capital paulista, ato público em repúdio ao ataque aos barcos de ajuda humanitária pelo exército israelense.
Venha manifestar sua indignação, protestar contra mais essa arbitrariedade e dizer basta à ocupação de territórios palestinos. Compareça!


Data: 04 de junho de 2010 (sexta-feira)
Concentração às 15h
Vão livre do MASP, São Paulo/SP
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A Frente em Defesa do Povo Palestino , movimentos sociais e populares brasileiros, forças políticas progressistas e membros das comunidades árabe e muçulmana realizam na próxima sexta-feira, dia 4 de junho, a partir das 15h, no vão livre do Masp, na Capital paulista, ato público em repúdio ao ataque aos barcos de ajuda humanitária pelo exército israelense.

Entre as reivindicações da sociedade civil brasileira, estão a punição dos envolvidos nessa ação militar contra civis desarmados, o fim imediato do bloqueio a Gaza e a retirada de Israel dos territórios palestinos ocupados. Além disso, que o Governo brasileiro suspenda a recepção ao primeiro-ministro Benjamin Netaniahu, prevista para agosto próximo, bem como revogue o Tratado de Livre Comércio entre Israel e Mercosul.

O ato público de sexta-feira ocorre no momento em que o Comitê Nacional Palestino por Boicotes, Desinvestimento e Sanções faz um chamado mundial à ação por boicotes aos produtos e serviços que apoiam a opressão israelense e se alinha a essa iniciativa. Antecede ainda os 43 anos do início da ocupação militar de territórios palestinos, em franca violação às leis internacionais e aos direitos humanos fundamentais.

A chamada Guerra dos Seis Dias, que se iniciou em 5 de junho daquele ano, resultou em milhares de novos refugiados – que se somaram à primeira grande leva expulsa de sua terra em 1948. No ano de 1967, foram anexados 78% dos territórios palestinos por Israel – o que inclui Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental – mais as colinas de Golã, na Síria, e a Península do Sinai, no Egito, esta última devolvida àquele país árabe em 1982, como parte dos acordos de Camp David.

Em solidariedade aos ativistas internacionais e à população palestina e pelo fim da ocupação, cidadãos de São Paulo somarão suas vozes às que vêm se levantando em todo o mundo desde o ataque à frota humanitária em águas internacionais.

Data: 4 de junho de 2010 (sexta-feira)
Concentração às 15h
Vão livre do Masp, São Paulo/SP
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Protesto Contra Israel em São Paulo

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O protesto de ontem, dia 1 de junho, foi pequeno. Talvez 100 pessoas reunidas no vão do MASP às 17h para protestar contra mais um crime israelense. Mas, pelo tempo reduzido que se teve para organizar, foi um protesto muito bom. Representantes da Frente de Defesa do Povo Palestino, do Consulado Sírio, do MOPAC, PT, PCdoB, PSOL e PCML além de outros ativistas defensores da causa Palestina estiveram presentes, alguns discursaram e palavras de ordem foram gritadas.

Esta pequena manifestação servirá como base para a manifestação que está sendo organizada para a próxima sexta-feira, dia 4 de junho. O horário ainda será divulgado pelas lideranças da comunidade árabe, mas o local deverá ser o MASP.
No início do protesto um começo de tumulto quando dois PM's, alegando querer nos dar segurança e aparentemente desconhecendo nosso direito de nos reunirmos livremente, exigiu falar com alguma liderança - que não havia, o movimento era plural e sem líderes identificáveis - e, com a negativa, exigiu o RG de uma militante que, obviamente, se recusou a entregar e foi ameaçada de prisão.

Com a chegada do vereador Jamil Murad as coisas se acalmaram e ele falou como líder para que a PM se afastasse.

O protesto em si foi breve, durou cerca de uma hora, mas os discursos foram enérgicos e emocionados. Gritos de "Israel Genocida", "Israel Nazista" e "Palestina Livre" eram constantes e distribuímos muitos folhetos entre quem passava. Estes, aliás, em geral nos apoiava, acenando, comentando que era um absurdo a situação dos Palestinos e repudiando Israel e suas ações criminosas.
Foi um ato pequeno mas cheio de significado. Pelo menos algumas poucas pessoas mostraram seu desagrado, seu repúdio e deixaram claro que não tolerarão mais agressões.
Espero que o protesto de sexta tenha mais representatividade e seja muito maior. É simplesmente vergonhoso que, contando o tamanho do Brasil e de São Paulo, não consigamos reunir nem bem 100 pessoas para protestar contra um genocídio. Na internet, a convocatória do protesto foi imensa, mas isto nunca se reproduz nas ruas. Às vezes dá vergonha ver o quão pouco o povo demonstra sua raiva, sai às ruas e reivindica direitos - seus ou de outros.

Pelo mundo milhares se reuniram, centenas até mesmo nos EUA! E aqui? Silêncio mortal.
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Carta minha publicada na Folha de 02 de junho (hoje):
Israel é um Estado terrorista.
Suas Forças Armadas praticaram um ato de pirataria de fazer inveja aos somalis.
E o seu embaixador no Brasil, Giora Becher, ainda tem coragem de acusar os ativistas dos direitos humanos de premeditar e violentar com facas os pobres soldados das forças especiais armados até os dentes? O que vimos foi mais um capítulo do genocídio patrocinado por Israel.
Nos barcos civis, uma sobrevivente do Holocausto e uma Prêmio Nobel da Paz. Todos terroristas para Israel.
RAPHAEL TSAVKKO GARCIA (São Paulo, SP) 
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terça-feira, 1 de junho de 2010

Estado de Israel escapa ileso e ONU demonstra mais uma vez sua inutilidade

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Imaginemos, por um minuto, qual seria a reação dos EUA, União Européia, ONU e Conselho de Segurança se, ao invés de Israel, fosse o Irã o responsável por matar ativistas de direitos humanos, praticar atos de pirataria e sequestrar o restante dos ativistas. Quais seriam as consequências?

Sanções seriam pouco. Era possível que uma nova coalizão fosse criada para destruir o Irã e realizar o mais novo sonho americano.

Mas, não estamos falando do Irã, e sim de Israel. O Estado que possui armas nucleares, se recusa assinar o TNP e a sequer receber visitas da AIEA, que tentou vender tais armas à África do Sul do Apartheid e que ameaça diariamente usar tais armas - sem, porém citá-las diretamente - contra outro país, membro da ONU, signatário do TNP mas que se recusa a abrir mão de um programa nuclear pacífico (ou não).

Israel pode tudo. Pôde invadir o Líbano em incontáveis vezes - na última deixando um saldo de mais de mil mortos, a franca maioria civis -, invadiu Gaza - mais de mil mortos, 90% crianças e mulheres indefesas e desarmadas, chegando também à usar Fórsforo Branco, armamento ilegal -, manter a mesma Gaza cercada por três anos à míngua, com a população beirando a miséria e passando fome, pôde ainda construir um muro tal qual o de Berlin, separando Israel da Cisjordânia - sem, porém, renunciar ao controle do território palestino e construindo o muro DENTRO das fronteiras palestinas - e, por fim, pôde invadir em águas internacionais um comboio de navios com perigosíssimos ativistas de direitos humanos e suas terríveis cadeiras de rodas e purificadores de água. Na "brincadeira", mataram mais inocentes.

Falando em inocentes, é motivo para rir de desgosto a tentativa da IDF (Israeli Defence Forces) de acusar os ativistas de estarem armados. Sim, eles alegadamente levavam facas e bastões. O mínimo para se defenderem caso houvesse algum problema (vale lembrar que esta informação sequer é confiável, pois veio exclusivamente de Israel). Os pobres israelenses, com suas metralhadoras, navios, helicópteros e armamento de última geração foram linchados e ficaram indefesos frente aos ativistas, à sobrevivente do Holocausto, à Nobel da Paz... Coitados!

O cúmulo da canalhice, aliás, Israel reservou para o final. Os ativistas, espancados e massacrados foram sequestrados e levados para Israel onde, por terem entrado ilegalmente, são tratados como criminosos! Repito, eles foram SEQUESTRADOS e ainda são tratados como imigrantes ilegais - e sem direito a serem assistidos por um advogado. Tem coisas que só Israel consegue. Ninguém desce tão baixo.

Mas, enfm, falemos do mundo. Reações teatrais de lideranças de várias partes do mundo e silêncio sepulcral dos EUA. Itália, França, Dinamarca, Espanha, Grécia... Tantos países quanto se pode imaginar repudiaram e disseram palavras duras. O Brasil lançou nota dura sobre Israel e chegou a pedir que a ONU tomasse alguma atitude.

Apenas teatro.

As relações políticas e as relações econômicas não forma ou serão afetadas. Afinal, de que importa 1.5 milhão de palestinos pobres vivendo em Auschwitz, ops, Gaza? De  que importa 600 ou 700 ativistas de direitos humanos -DH? Bah! - numa frota de navios? E se alguns foram mortos? Bem, então provocaram!

Na ONU, a confirmação do teatrinho. Nenhuma sanção, apenas palavras.
O Conselho de Segurança da ONU lamentou a perda de vidas e os ferimentos causados a outras pessoas durante a operação militar israelense contra uma frota humanitária junto à costa de Gaza, e condenou os atos, mas não o Governo de Israel. Após doze horas de intensas negociações, a sessão do Conselho terminou com o pedido de "uma investigação rápida, imparcial, credível e transparente" sobre o incidente desta segunda-feira, enquanto afirmou que a situação de Gaza é "insustentável" e ressaltou que a única solução possível para o conflito palestino-israelense é o diálogo.
Basicamente a ONU lamenta o ocorrido,, pede uma investigação e diz que Gaza sofre. Uma novidade realmente fantástica!

Contra Israel, porém, nada. Silêncio cúmplice. E, até aqui, os EUA não falaram nada. Obama, o grande democrata, o prêmio Nobel da Paz, não fez ou disse nada. Se esconde como um covarde, como um cúmplice criminoso - o que, de fato, é.

A "comunidade" internacional, mais uma vez, demonstrou sua inutilidade, sua torpeza e sua conivência com barbaridades e atrocidades cometidas por seus aliados. Israel, mais uma vez, saiu-se bem, não sofrerá nada. Sua imagem foi arranhada, da mesma forma que sempre sai arranhada quando invade países vizinhos, mata palestinos e faz declarações racistas. Uma arranhão a mais ou a menos não faz diferença alguma.

Lieberman continua livre, Neatanyahu continua livre, os comandantes da IDF continuam livres. E os Palestinos continuam morrendo. E a Comunidade (sic) Internacional continua a fingir que se importa.

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Fiquem de olho:
Israel se prepara para asaltar otro barco humanitario
Por otra parte, la Marina israelí está preparada para detener a otro barco que se dirige a la Franja de Gaza con ayuda humanitaria a bordo, a pesar de las múltiples condenas de la comunidad internacional a la operación que causó la muerte ayer de al menos nueve activistas pro palestinos de una flotilla solidaria.
La emisora del Ejército israelí ha informado de que el MV Rachel Corrie, un buque mercante reconvertido, podría alcanzar aguas de Gaza mañana miércoles. Ante esta información, un teniente de la Marina, bajo condición de no ser identificado, ha asegurado en una entrevista concedida este martes a la emisora que la toma de dicho barco sería sencilla.
La organización irlandesa Perdana Global Peace, que se opone al bloqueo israelí sobre la Franja de Gaza, informaba en su página web el pasado 20 de abril que había comprado el Rachel Corrie como parte de una flotilla de ayuda humanitaria.

A novela se repete? Quantos serão assassinados desta vez?
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Depois de seuqestrar, Israel irá prender os ativistas:
"Os que assinaram os documentos de expulsão sairão assim que houver voos disponíveis", disse Rosenfeld.Segundo esses documentos, os ativistas aceitam voluntariamente serem devolvidos a seus países de origem sem aproveitar o direito de apelação perante instâncias judiciais israelenses.
Os ativistas que não assinaram o documento foram levados a uma nova prisão na cidade de Be'er Sheva, e serão processados, ou obrigados a deixar Israel de outras formas.
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