terça-feira, 7 de setembro de 2010

Resposta: Evangélicos e gays: a velha rixa de sempre

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Fábio Peres comentou bastante em meu post "Egito e Proselitismo Religioso: O Brasileiro irresponsável" e, como consequência, escreveu um post em seu blog para discutir alguns pontos.

Como é bom o debate, copio abaixo o post do Fábio e, logo depois, a minha resposta.
Evangélicos e gays: a velha rixa de sempre
No Paulopes Weblog, uma notícia interessante: um evangélico foi preso no Egito por distribuir panfletos cristãos, conseguindo o apoio do Itamaraty para retornar ao país; e não me espanta que tal situação aconteça, considerando-se que nos piores lugares do mundo para um cristão estar os missionários geralmente adotam outras profissões para manter a vida, ou as aparências, enquanto agem por debaixo dos panos para falar de Cristo num contexto de extrema pressão e risco.
O que me espantou, profundamente, foi ver esse comentário, do blog do Rafael Tsavkko, a respeito do assunto; e não sei até agora dizer se me sinto indignado por ver alguém demonstrar o desejo de alguém ser punido por fazer o que lá se chama “proselitismo religioso” (e que os cristãos chamam de evangelismo) ou se me ponho constrangido, pelas inúmeras atitudes de caráter preconceituoso que os evangélicos tomam quando o assunto é garantir os direitos dos homossexuais no Brasil, entre eles os 78 direitos negados a casais gays por falta de regras sobre o assunto.
É constrangedor notar que foi um partido político, o PSOL, que deu o direito aos homossexuais de ver o primeiro beijo gay exibido em horário nobre, e que foram entidades evangélicas as que mais protestaram contra tal situação; contudo, é bom que se diga que há muito se tenta fazer com que role um beijo entre dois homens ou duas mulheres em uma novela e ele não ocorre, mais por pressão do público conservador que oposição dos evangélicos, que estão também na lata do lixo quando o assunto é opinião pública nacional.
O fato é que os protestantes, até pelo amor que tem a todos aqueles que necessitam de voltar para os braços do Pai, tratam os homossexuais como gente que precisa de orientação, mais ou menos como aquele que precisa de um tratamento para uma doença grave mas que se nega a adotar hábitos saudáveis e agir conforme o médico mandou. A única diferença, nesse caso, é que o médico das almas para os cristãos protestantes se chama Jesus Cristo, e que ele condena atitudes erradas, não as pessoas (é o “condenar o pecado, não o pecador”, que tanto se houve nas Igrejas por aí).
Nesse processo, cometemos muitos erros, e o principal é não “pensar fora da caixa”, não entender que há pessoas do outro lado que podem se sentir ofendidas por nossos pensamentos e que não vamos ser ouvidos se não soubermos respeitar o outro lado – contudo, quem tem mais respeito, quem age pelo amor ou quem age pelo ódio? Quem incomoda, com versículos bíblicos, ou quem age com violência?
Ou, mais diretamente: quem realmente quer o bem dos gays, quem tenta trazê-los para o caminho de Deus ou quem os ofende, persegue e mata?
E a minha resposta:
O "evangelismo" que os cristãos fazem tem "apenas" dois problemas: É ilegal em muitos países e, mesmo assim, estes cristãos se acham superiores e desrespeitam a lei da mesma forma e, claro, incomoda. Mas, da mesma forma, não se importam, pois se acham acima da verdade.

Porque os cristãos fanáticos simplesmente não conseguem entender que NINGUÉM quer aguentar pregação? Religião é algo pessoal, não é pra ser imposto ou gritado aos quatro ventos. Ninguém quer ser importunado e, esmo assim, continuam.

O que é "missão" pra uns, é desrespeito para outros. E, no caso específico do imbeciélico que foi ao Egito pregar, é crime.

Quanto aos gays, novamente, não são doentes. Não são problemáticos. Apenas não são iguais a Adão e Eva, o que não passa de uma lenda. A homossexualidade é um comportamento comum tanto para homens quanto para animais, mas deu o "azar" de ser considerado pecado num livro. Ainda que, fato, tenha sido prática comum em dezenas de culturas e até mesmo por cristãos dos primórdios.

Um gay não quer ser chamado de doente por um cristão. Ou o cristão aceita que existem diferenças e RESPEITA, ou será apenas mais um homofóbico, mas travestido de falsas boas intenções. Um criminoso como qualquer outro.

Da mesma forma que não faz sentido - é racismo - dizer que um negro está errado ou doente por ser negro e não branco, está errado - e é homofobia - dizer que um gay está doente ou comete pecado por ser quem ele é: gay.

"trazer para o caminho de deus" significa curar. Curar uma doença que não existe, logo, condenar os gays à inferioridade, ao status de "doentes". É atitude criminosa da mesma forma.

A bíblia manda matar infiéis, manda queimar, destruir... Mas estas parte são - hoje, pelo menos - convenientemente esquecidas. Só se lembram do que interessa, da parte do preconceito. 

Como você mesmo disse, está na hora de "pensar fora da caixa", de compreender que a bíblia, em muitos casos, é um retrato de sua época - ou das épocas, pois sabemos que os livros que dão origem à ela foram compilados em um período bem largo de tempo -, logo, carregada de interesses. E estes interesses ditam a narrativa.

"Pensar fora da caixa" é compreender que a bíblia é histórica e não a-histórica, ela tem preconceitos típicos da época, da sociedade ou mesmo de quem escreveu ou editou. Outro ponto válido para se ter em mente, também, é que a humanidade evolui. Mas os preconceitos religiosos não. enquanto estes não mudarem, serão apenas crime.
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A ETA está começando a dizer adeus?

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Após 51 anos de luta armada contra a Ditadura de Francisco Franco e contra a política de ilegalizações, prisões políticas e tortura por parte do regime democrático espanhol, a ETA anunciou no domingo, 5 de setembro, um cessar-fogo incondicional, unilateral e por tempo indeterminado em um vídeo enviado à rede BBC, o que poderia supor uma trégua definitiva.

A recente declaração (completa, em português) da ETA tem por objetivo, segundo o vídeo, a instalação da paz e da consolidação de um processo democrático; busca impor uma agenda de negociações ao governo Espanhol que, até então, tem se recusado a negociar diretamente com o grupo, ou mesmo com seu braço político, o ilegalizado Batasuna, agora sob o nome de Ezker Abertzalea (Esquerda Nacionalista).

No vídeo veiculado pela BBC e logo depois reproduzido pelo diário nacionalista basco Gara (“Nós”), a ETA anuncia sua intenção de depor as armas de forma incondicional e, no que surge como uma novidade, de forma verificável.

O processo de discussão no seio da Esquerda Nacionalista teve seu início visível no documento “Zutik Euskal Herria” (De Pé País Basco), lançado em fevereiro de 2010 por militantes do ilegalizado Batasuna, que pregava um processo amplo de negociações e o abandono sistemático da violência como arma política, em substituição pela acumulação de forças populares.

Na esteira deste documento, a Rede Lokarri, grupo que vem impulsionando mesas de diálogo entre os cidadãos bascos, tomou a frente do processo e convidou o negociador sul-africano Brian Currin para indicar os caminhos para a paz, que se materializou na Declaração de Bruxelas, documento assinado por mais de 20 lideranças mundiais de peso - dentre eles Nelson Mandela, Frederik de Klerk, Desmond tutu e outros. Esta declaração pressionava por um processo de negociação baseado nos Princípios Mitchell servia como demonstração por parte da comunidade internacional de que os olhos do mundo estavam sobre o País Basco e que tanto a ETA quanto a Espanha deveriam realizar esforços pesados na resolução do conflito basco.

Este é o terceiro cessar-fogo do grupo, mas, sem dúvida, o primeiro com termos tão claros e dentro dos Princípios Mitchell, um conjunto de 6 regras básicas formuladas pelo senador estadunidense George Mitchell, que pregam, dentre outras, o uso de meios exclusivamente pacíficos e democráticos para resolver questões políticas, através do desarmamento de todas as organizações paramilitares de forma verificável e por uma comissão independente e, do outro lado, que as prisões arbitrárias, torturas e “castigos” sejam suspensas e que políticas de prevenção sejam criadas e implementadas.


Ponto central dos Princípios Mitchell está a aceitação incondicional e respeito aos termos de qualquer acordo alcançado através de negociações sem exclusões, multipartidárias, o que, para a ETA, significaria a legalização de seu braço político e a volta à normalidade democrática. Segundo diversas fontes, está em curso um processo de negociações e consultas na base da Esquerda Nacionalista já há alguns meses, que culminou com a recente declaração.

Desde o começo deste processo de consultas internas que a ETA se absteve de levar a cabo ações armadas e se comprometeu a encontrar uma solução democrática para o conflito. Infelizmente o mesmo não vale para o outro lado.

Ações repressivas, prisões arbitrárias, tortura e até mesmo invasões e tumulto em festas populares são as marcas da atual administração basca, nas mãos de uma coalizão composta por PP e PSOE, logo, partidos completamente avessos ao nacionalismo basco, cujas lideranças sequer dominam o idioma nativo. Este talvez seja o momento decisivo do conflito armado no País Basco.

Arnaldo Otegi, porta-voz do Batasuna e da Ezker Abertzalea, na cadeia há quase 1 ano, foi o primeiro a tentar abrir um canal de diálogo com a ETA em busca de um marco democrático e do fim da violência. A sua prisão, porém, é motivo de descontentamento não só da militância nacionalista, mas da esquerda em geral, que não compreende os motivos para o principal impulsionador do processo de paz ser tratado como criminoso

Pela primeira vez em décadas o braço político parece ter tomado o controle, ou ao menos sobrepujado o braço militar e tornado possível uma via democrática para o conflito.


Desde a fundação do primeiro partido Abertzale (Nacionalista de Esquerda), o Herri Batasuna (“Unidade Popular”) , em 1978, passando pelo Euskal Herritarrok (“Nós, cidadãos bascos”) em 1998 e, finalmente o Batasuna (“Unidade”) em 2000-2001, a ETA jamais havia perdido o controle efetivo sobre o aparato institucional do que se convencionou chamar de Movimiento de Liberación Nacional Vasco (MLNV ou Movimento de Libertação Nacional Basco). Outro fato novo digno de nota é, como já dito antes, a aceitação dos Princípios Mitchell como norteadores do processo democrático.

Os mesmos princípios que nortearam o processo de paz na Irlanda do Norte e que culminaram com a entrega das armas por parte do IRA e da relativa pacificação dos grupos mais radicais.

Mas, efetivamente, o ponto mais significativo da declaração da ETA não está na trégua em si, mas em seus termos, na decisão de não realizar mais ações armadas de forma incondicional e unilateral, ou seja, a decisão de que, como bem interpretou o jornalista catalão Jordi Armadans, significaria que a ETA está, timidamente, começando a dizer adeus.

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Para conhecer mais sobre o conflito basco: Um olhar sobre o conflito basco e Sobre Euskal Herria

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Princípios Mitchell:

"Em consequência, recomendamos que as partes em tais negociações afirmem seu compromisso total e absoluto com:
  • O uso de meios exclusivamente democráticos e pacíficos para resolver as questões políticas;
  • O desarmamento total de todas as organizações paramilitares;
  • Concordar que o desarmamento deve ser verificável por uma comissão independente;
  • Renunciar para si, e se opor a qualquer tentativa de outros, a usar a força ou ameaçar utiliza-la para influir no curso e nos resultados alcançadas nas negociações multipartidárias;
  • Comprometer-se a respeitar os termos de qualquer acordo alcançado nas negociações multipartidárias e a recorrer a métodos exclusivamente democráticos e pacíficos para modificar qualquer aspecto destes acordos com que se possa estar em desacordo, e;
  • Instar que os "castigos" como assassinatos e espancamentos terminem e tomar medidas eficazes para prevenir tais ações."
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domingo, 5 de setembro de 2010

Pela liberdade de expressão, em defesa de Celso Lungaretti!

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Circula pela rede uma petição em defesa da liberdade de expressão, em defesa de Celso Lungaretti contra o processo aberto por Boris Casoy no caso dos Garis. Já assinei a petição e convido todos a fazer o mesmo e garantir que Boris Casoy não condene um lutador por ele próprio ter cometido um crime, o de ofender a todos os garis do país.

Petição PELO IMEDIATO ARQUIVAMENTO DO PROCESSO DE CELSO LUNGARETTI, E IMPUGNAÇÃO DO JUIZ POR PARCIALIDADE E ABUSO DE PODER

Para:PODER JUIDICIÁRIO- PODER LEGISLATIVO- PODER EXECUTIVO - OAB - ONGS

No dia 17 de agosto, um apresentador de TV (Boris Casoy ou Kassoy) ajuizou processo criminal contra o jornalista independente, blogueiro e comunicador Celso Lungaretti, que também foi prisioneiro político e objeto de sevícia da ditadura em 1970.
Motivo: o jornalista revelou, se baseando em jornais e revistas da época, que Casoy tinha pertencido a um grupo de ação anticomunista, conhecido pela sigla CCC. Este grupo foi de grande importância para o golpe de estado, criando pânico entre estudantes e pessoas contrárias à ditadura (fossem não comunistas), por meio de diversos atos violentos. Os dados que vinculam o apresentador ao CCC estão registrados em vários veículos, entre eles, a extinta revista O Cruzeiro.
O apresentador foi fortemente criticado por milhares de blogueros e de navegantes independentes, por causa de ter-se referido publicamente aos varredores municipais, com expressões totalmente derrogatórias, injuriosas e classistas.
O juiz que atuou na primeira audiência está mostrando notória parcialidade. Extrapola o assunto da causa ao plano político, e afirma que “as duas partes” (a ditadura e suas vítimas) têm a mesma culpa. Ou seja, isto implica obviamente, que NINGUÉM QUE APOIE A DITADURA PODE SER CRITICADO.
Ridiculamente, foi dito na audiência que Lungaretti deveria ter dado direito de contraditório. Isto não faz sentido!!! Ele não apresentou uma opinião de jornalista: DECREVEU UM FATO HISTÓRICO. Negar um fato comprovado é um absurdo, e está além da opinião pessoal.
Portanto, solicitamos que todos assinem esta petição, que é completamente aberta, e vai dirigida aos poderes públicos pedindo:
1. A imediata impugnação do juiz
2. O Arquivamento Imediato do Processo
3. O pronunciamento oficial de que o direito de opinião NÃO PODE SER AMORDAZADO POR RAZÕES POLÍTICAS E CORPORATIVAS, NEM ENCOBERTO POR FALSOS ARGUMENTOS SOBRE INJÚRIAS, CALÚNIAS OU OUTROS DELITOS.
Obrigados



Relembre o caso:




Vale também ler:
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sábado, 4 de setembro de 2010

Coluna Semanal no Diário Liberdade - A Não-violência enquanto tática, uma visão histórica e o caso palestino – Parte 2

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Quinta coluna para o portal anticapitalista Diário Liberdade, "Defenderei a casa do meu pai".

A Não-violência enquanto tática, uma visão histórica e o caso palestino – Parte 2

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O Oriente Médio e o conflito permanente.

Chegando ao Oriente Médio, podemos notar que a resistência pacífica dos habitantes das pequenas vilas de Bil'in, Nil'in ou outras resultou em ganhos efetivos, mas locais, limitados e longe de satisfatórios para toda a população. O ganho, na verdade, é moral, mais que material, o que de nada serve quando o inimigo costumeiramente dá as costas para o Direito Internacional, para a ONU e para a opinião pública mundial.

O documentário da brasileira Julia Bacha, Budrus, nos dá uma visão panorâmica e privilegiada da primeira vila Palestina a efetivamente se valer da tática de não-violência para vencer o exército israelense. O que fica claro do filme é que a vila escolheu este caminho principalmente pela completa falta de opções. De população reduzida, desprotegida e frágil, não havia qualquer alternativa senão a de protestar pacificamente e esperar pelo apoio de ativistas israelenses e internacionais - o que aconteceu.

De resultado, conseguiram mudar o traçado do Muro da Vergonha, mas, no geral, foi uma vitória tímida frente à toda ocupação e assentamentos nos territórios palestinos. Enquanto tática, funcionou, mas a não-violência dificilmente traria os mesmos resultados que a dura resistência do Hezbollah contra Israel durante a ocupação do sul do Líbano e na guerra de 2006.
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Artigo completo no Diário Liberdade.
"Nire aitaren etxea
defendituko dut"
...
"Defenderei
a casa de meu pai"
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Artigo na Fórum: Nós decidimos, somos uma nação

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Abaixo reproduzo o artigo "Nós decidimos, somos uma nação", publicado na Revista Fórum de Agosto, ainda nas bancas (número 89). O artigo trata do nacionalismo catalão à luz das recentes manifestações pela independência em Barcelona (às vésperas da final da Copa do Mundo) que reuniram perto de 1.5 milhão de pessoas (a população de Barcelona mal ultrapassa os 1.6 milhão).

O artigo ainda analisa o efeito que teve, sobre o nacionalismo catalão, a vitória da seleção espanhola na Copa do Mundo, que contava com uma forte presença de jogadores de nacionalidade catalã e também do Barcelona.


Esta é a segunda vez que utilizo o espaço aberto pela Revista Fórum para que blogueiros possam publicar na revista. Se você tme um bom texto, envie para eles. redacao@revistaforum.com.br.

O meu artigo publicado na edição de junho da Fórum pode ser encontrado aqui: Um olhar sobre o conflito basco.

Nós decidimos, somos uma nação

Nem mesmo o título mundial conquistado pela Espanha sufocou o desejo de independência da Catalunha

Por Raphael Tsavkko Garcia
[25 de agosto de 2010 - 20h10]
Sob o lema de "Nosaltres Decidim, Som Una Nació" (Nós decidimos, somos uma nação), 1,5 milhão de pessoas se reuniram em um sábado, dia 10 de julho, no centro de Barcelona, um dia antes de a Espanha jogar e vencer a final da Copa do Mundo. Em uma cidade de pouco mais de 1,6 milhão de habitantes, o tamanho da marcha dava o recado. O objetivo era deixar clara a aspiração à independência da Catalunha, que hoje permanece como uma simples região do país.

Milhares de senyeras (bandeira bicolor catalã) e de mãos de cartolina com as inscrições “Adèu Espanya” e “Jo no acato” deram o tom da marcha encabeçada por uma senyera de 250 metros quadrados. No total, mais de 1400 organizações, entre partidos, sindicatos, associações culturais e coletivas convocaram e participaram da manifestação que foi a maior já realizada em toda a história catalã. Ausentes, apenas o PP e partidos "españolistas" minoritários sem participação no Parlamento local.

A razão para tal protesto – que levou outras 40 mil pessoas à San Sebastian-Donostia, no País Basco, em solidariedade e sob o lema “Nazio Gara, Autodeterminazioa” – foi a mutilação do Estatut, a Constituição da Catalunha, feita pelo Tribunal Constitucional espanhol. Em jogo, a preferência pelo catalão como idioma oficial de ensino e o reconhecimento da nação catalã frente à espanhola, dentre outras questões como as fiscais e relacionadas aos impostos, aeroportos e imigração.

O caminho da independência e a dependência espanhola

A Catalunha possui uma longa e antiga história de luta por reconhecimento e independência, perdida em 11 de setembro de 1714 com a absorção do Reino de Aragão pelo Reino de Castela. Para completar este quadro, sua população foi fortemente reprimida por Francisco Franco (1939-1975) enquanto tentava manter vivas suas tradições, cultura e língua sob um regime brutal que buscava de todas as formas neutralizá-los.

Foi através da luta eminentemente política – entre 1979 e 1995 o pequeno grupo Terra Lliure (TLL, Terra Livre) adotou as táticas da ETA, sem obter, porém, grande efeito ou aceitação popular – que os mais diversos partidos e organizações, sob forte pressão da população, chegaram até a gigantesca manifestação do dia 10 de julho.

O catalão é a língua falada pela quase totalidade da população, mesmo pelos imigrantes, e a mídia local o utiliza extensivamente – em alguns casos exclusivamente – como língua veicular. O governo e o parlamento utilizam quase que só o catalão para seus trabalhos, as festas populares são sempre acompanhadas por multidões entusiasmadas e, não menos importante, o FC Barcelona figura como símbolo máximo da “catalanidade” e divulga estes ideais pelo mundo.

Com apenas 7 milhões de habitantes em uma Espanha de 47 milhões, a Catalunha representa 25% do PIB, sendo, junto com o País Basco, a região mais rica e próspera do país; logo, uma região que a Espanha não gostaria de ver perdida. A iniciativa de propor um novo Estatut partiu do próprio PSOE, que buscava acalmar os ânimos mais exaltados, insatisfeitos com a falta de autonomia local frente ao governo espanhol. Uma tentativa final para manter “segura” a rica e importante região.

O Estatut e o Tribunal Constitucional

O Estatut foi aprovado pelo parlamento local em 2006 e então ratificado por referendo pela população local e mesmo pelo parlamento espanhol, garantindo à Catalunha uma maior autonomia em relação à Espanha. Para alguns, autonomia demais.

Reza o estatuto aprovado que a Catalunha é nação, enquanto a Espanha e seu tribunal apenas reconhecem que esta é uma “espécie do gênero cidadania espanhola”; sendo que “o povo espanhol é o único titular da soberania nacional” cuja Constituição “não reconhece outra, senão a nação espanhola” e insiste na “indissolubilidade da nação espanhola”.

Oriol Junqueras, eurodeputado pela Esquerra Republicana de Catalunya (ERC), desabafou em um artigo publicado em seu blog, afirmando que o Estatut – e a marcha – são o resultado de anos de trabalho incansável do independentismo catalão, da militância dos mais diversos tipos de pessoas, do esforço de se melhorar a sociedade, de se consumir produtos locais, de se criar empresas grandes ou pequenas nos momentos mais difíceis, de saber esperar apesar de querer logo alcançar seu objetivo, como expresso na famosa música Somniem (“Sonhar”), de Lluis Llach.

O diário nacionalista basco Gara (“Nós”), em editorial, alertava para a manobra conservadora do Estado para esvaziar de conteúdo o texto do Estatut, discutido e votado pela população. Em 28 de junho deste ano o Tribunal Constitucional revogou diversos pontos do Estatut, em um documento de mais de 800 páginas que, dentre outros, “rebaixava” a identidade deste povo extremamente orgulhoso de sua herança cultural.

O processo para a revisão do Estatut foi proposto pelo Partido Popular, único dos partidos com representação no Parlament a discordar de seus termos e propor a revisão de 113 de seus 221 artigos e que, no fim, acabou por ver sua vontade atendida. Como nos tempos de Franco, os “populares” sentem-se como se dessem todas as cartas e o Judiciário não discorda. Segundo o PP, a autonomia catalã põe em perigo a unidade espanhola.
A sentença confirma que a Espanha continuará a negar a condição de “nação” do povo catalão e não reconhecerá os direitos históricos do povo e tampouco modificará a atual situação de inferioridade formal do catalão frente ao espanhol.

 “La Roja”

Em meio à febre da Copa, a manifestação, em que pese seu tamanho, foi praticamente ignorada pelos veículos de comunicação no Brasil. Apenas algumas notas esparsas em jornais online davam uma pequena amostra do que acontecia por lá. Por se dar na véspera da grande final – ironia do destino, com a participação da própria Espanha – a Catalunha foi deixada de lado.

Porém, a escolha do dia não poderia ser mais simbólica. A seleção espanhola que entraria em campo no dia seguinte para se tornar campeã era um belo exemplo da diversidade de povos e nações que formam o Estado Espanhol: nada menos que sete jogadores da seleção, praticamente a base titular, eram catalães (sem contar os oito jogadores do Barcelona, dos quais apenas dois não eram da região). Outros três jogadores eram bascos, um – e artilheiro do time, Villa – era asturiano. Ainda havia canários e valencianos. Dentre os 23 jogadores convocados, apenas nove eram, efetivamente, espanhóis.

O zagueiro Gerard Piqué, constantemente mostrado pelas redes de TV como um incansável herói que sangrou – literalmente – pela Espanha é, na verdade, catalão e jogador do Barcelona. Um dos heróis da classificação da Espanha para a final, Carles Puyol, empunhou orgulhosamente, junto com Xavi, a senyera assim que foi dado o apito final da última partida. Até o fim, orgulhosos catalães que, por contingências da vida, jogavam pela Espanha.

Os jornais espanhóis tentavam, em vão, mostrar a comemoração em Barcelona, em Bilbao, em Donostia... Mas tudo o que encontravam eram pequenos grupos esparsos se comparados com a multidão reunida em Madri. No geral, tanto a mídia nacionalista quanto a maior parte da população se mostravam alheias ou, em muitos casos, torcendo contra “La Roja”. Casos de violência contra quem usava uma camisa da Espanha não foram raros nas regiões separatistas.

Na Catalunha os sentimentos eram ainda mais confusos: Muitos torciam pelos catalães da seleção, mas dificilmente nutriam qualquer simpatia pela seleção em si. Comemoravam-se os gols dos catalães, as exibições dos “barcelonistas”, mas não os resultados da Espanha. Já no País Basco, uma pesquisa do jornal Deia (“Chamada”) apurou que 70% da população torceria contra a Espanha. É um valioso indicador do ânimo das populações com forte sentimento separatista.

Como me contou uma amiga basca, esta Copa serviu não para criar temores aos nacionalistas – como tentaram fazer crer alguns jornais espanhóis –, mas apenas para tirar do armário alguns españolistas que se mantinham escondidos. Agora tudo está às claras, a Catalunha disse o que quer e a Espanha, passada a comemoração, terá de acordar para a dura realidade de uma economia em frangalhos e de uma nação demonstrando com força todo o seu descontentamento e buscando deixar seu passado de dominação para trás.

A tentativa midiática de forjar uma identidade espanhola baseada numa seleção de futebol, como se vê, falhou de forma retumbante.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Política de Comunicação no governo Lula e Dilma

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Li, durante o fim de semana, o post da Cris sobre o que ela espera da Política de Comunicação no governo Dilma, dado que, durante o governo Lula, a área foi entregue ao PMDB - Hélio "Telefônica" Costa -, e concordo. O próximo governo precisa ser mais corajoso.

Lula deu alguns passos, tímidos, no caminho de uma maior democratização da comunicação, vale notar a CONFECOM, mas parou por aí. Não teve coragem de brigar contra os grandes monopólios e, sequer, aplicou as resoluções aprovadas na CONFECOM. Assim como com o PNDH-3, aceitou as regras da grande mídia e dos poderosos e deixou de lado todas as decisões tomadas pelo povo em conferências locais e nacionais.

O preço foi e continua sendo claro, a franca e criminosa oposição da mídia a tudo que vem do governo.

Uma coisa é a Veja fazer oposição, até tem o direito, outra é a Rede Globo, uma concessão pública, fazer o mesmo. E, vale sempre lembrar, uma coisa é "oposição", outra é a tática de fingir pluralidade e desinformar, mentir para fazer uma política de confronto.
spero que a comunicação não entre na negociação de cargos e votos dessa vez. Entendo que é preciso o diálogo e às vezes se tem que ceder. Mas espero de Dilma que tome como estratégica a comunicação e dedique à área atenção maior. Aproveitando a atitude da vizinha argentina essa semana – cuja presidente, Cristina Kirchner, apresentou um relatório acusando os donos dos principais jornais de envolvimento com a ditadura, em uma estratégia de governo de limitar o poder dos grupos Clarín e La Nación –, espero uma política que enfrente o monopólio. Uma política que defenda a pluralidade.
Urge a aplicação de instrumentos de controle social da mídia, como consta das diretrizes do PNDH-3. A mídia não pode ser livre acima de tudo e de todos, acima dos Direitos Humanos. Longe de se tratar de censura, trata-se de respeitar a dignidade humana e a verdade.

Casos como os da Ficha Falsa da Dilma na Folha, das acusações da Veja contra o MST de cometer crimes em lugares em que o movimento sequer está presente são apenas exemplos de abusos à liberdade de imprensa que, segundo Venínio Lima, não está acima da liberdade de expressão da população, refém destes gigantescos e poucos grupos de mídia com interesses que divergem dos da população brasileira.

Por controle social, fico com a Cris:
Não a censura, muito pelo contrário. O controle dos grandes grupos para que os pequenos também tenham meios e espaço. Para que a diversidade regional tenha lugar, com regulamentação efetiva e aplicação da legislação.
Respeito aos Direitos Humanos, às leis do país e o fim da centralização de toda informação nas mãos de grupos gigantescos, descompromissados com o interesse nacional e da população. Hoje, salvo pequenos veículos de mídia alternativa, como a Fórum, Caros Amigos, Brasil de Fato, Rede Brasil e ets, toda informação consumida pela franca maioria da população vem de máfias midiáticas, de veículos controlados por pouquíssimos grupos, famílias mafiosas que se revezam no poder há décadas, que tem agendas bem definidas e distantes dos anseios e necessidades dos brasileiros.

A Argentina deu um passo sério no caminho da democratização da mídia, ao enquadrar o Clarín, importante máfia midiática argentina. Quando o Brasil fará o mesmo? Quando o Brasil irá enquadrar a Rede Globo, comprada por dois tostões em uma fraude absurda e que cresceu na base da infração da lei ao se aliar à Time Life? Quando a folha será responsabilizada pelo seu apoio à Ditadura? Por ter emprestado seus carros para que militantes de esquerda fossem torturados e mortos?

Faltou coragem de avançar, pois força política e social o governo tinha. É preciso urgentemente combater o monopólio midiático e desmistificar a verdade absoluta de que nada pode ir contra a "liberdade de imprensa".

Lula não fez, Dilma fará?

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Blog do Tsavkko no Prêmio BlogBooks

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O Blog do Tsavkko está concorrendo ao Prêmio BlogBooks, vote e ajude este blog a virar livro!=)

Vote até 12/09!

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Na justiça, homofóbico evangélico tenta proibir beijo gay

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 Acreditem ou não, o PSOL foi processado pelo vídeo de campanha com o Beijo Gay.
Reproduzi no blog o Beijo Gay mostrado na propaganda do candidato à Governador de São Paulo pelo PSOL Paulo Bufalo. Um beijo que ocupa menos de 5 segundos do já mínimo espaço dado ao candidato na bela democracia brasileira. Mas 5 segundos que a direita religiosa, que o atraso evangélico, transformaram em polêmica: Um libelo da homofobia.
O deputado estadual Waldir Agnello, do PTB, é, como não poderia deixar de ser, evangélico, membro da Igreja do Evangelho Quadrangular, seja lá o que isso signifique e, como todo bom político evangélico, resolveu assumir que suas posições preconceituosas e anti-laicas deveriam permear o andamento da campanha.

Dentre os projetos do tão importante e ocupado homofóbico deputado, encontram-se propostas que dão nome à viadutos e ruas, mas nada surpreende mais co0mo as importantíssimas propostas que beneficiam toda a população, como as seguintes:
Lei n° 12.937, de 23/04/2008 - Fica instituído o "Dia da Igreja do Evangelho Quadrangular", a ser comemorado, anualmente, no dia 15 de novembro.

Lei n° 11.619, de 07/01/2004 - Institui o "Dia do Diácono", a ser comemorado, anualmente, em 1º de maio

Lei n° 11.876, de 19/01/2005 - Estabelece limites à exibição e comercialização de produtos e materiais eróticos e pornográficos

Lei n° 13.751, de 14/10/2009 - Institui o "Dia do Capelão".

Lei n° 13.544, de 14/05/2009 - Institui o "Dia do Cerimonialista". 
Não creio ser preciso dizer muito. Uma figura patética que legisla em causa própria, com um viés moralista e conservador e quase exclusivamente para privilegiar instituições religiosas.

A lei que estabelece limites à exibição e comercialização de produtos eróticos me dá um enjôo especial, me faz lembrar do caso do pai - obviamente evangélico - que processou uma escola por exibir aos alunos de cerca de 12 anos, um filme - Frida - que supostamente tinha cenas de sexo.

Que eu saiba, há mais conotação sexual na programação vespertina da Globo do que em 90% dos filmes que podemos assistir e, ainda mais, a obrigação de uma escola é preparar as crianças para a vida - e não para o mercado, que fique claro - e, como tal, tem o dever de mostrar a realidade às crianças dentro de limites razoáveis. Curioso que o ÚNICO a reclamar tenha sido um evangélico.

Mas, voltando à questão central, é visível o tremendo perigo que representam estes falsos moralistas à democracia. Legislam para si, atentam contra o Estado Laico, não sentem vergonha em ser homofóbicos, francamente criminosos e ainda buscam a justiça para referendar seu fanatismo.

Felizmente, o nobre deputado homofóbico perdeu. Para o deputado, o beijo gay de pouquíssimos segundos feria os "bons padrões da moralidade", mas pra ele roubar e cobrar dízimo é perfetamente moral.Lavagem de dinheiro, cobrança de dízimos, lavagem cerebral e afins são atitudes perfeitamente morais, mas um beijo gay é imoral, é criminoso.

Novamente meus parabéns ao PSOL e fica meu mais profundo repúdio ao fanatismo evangélico e religioso em geral, que algum dia a justiça proíba que esta corja se candidate e seja eleita enquanto adotarem posturas criminosas e em flagrante desrespeito à constituição.
O Partido Socialismo e Liberdade ganhou na justiça o direito de exibir o beijo entre dois homens no horário eleitoral gratuito. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo julgou, na noite desta terça-feira, improcedente o pedido para retirar do tempo destinado à campanha de Paulo Bufalo a peça Você tem opção, você tem o PSOL, que retrata a diversidade existente na sociedade e as muitas causas defendidas pelo partido.
O pedido foi feito por Waldir Agnello, deputado estadual que concorre à reeleição pelo PTB, sobre os argumentos de defender “bons padrões da moralidade” e de que o beijo entre dois homens não teria relação com propostas políticas.
O Juiz Auxiliar do TRE Antonio Carlos Mathias Coltro entendeu que a defesa da união civil é sim uma reivindicação de cunho político e o beijo entre duas pessoas do mesmo sexo já é uma questão da realidade cotidiana.
O PSOL defende a livre orientação sexual e a união civil entre pessoas do mesmo sexo, ao mesmo tempo em que combate toda forma de preconceito, inclusive a homofobia, seja no imaginário da sociedade, na legislação ou nas políticas públicas.
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Rabino israelense confirma: Sionismo é Nazismo

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Declarações do Rabino Ovadia Yosef, líder espiritual do partido de extrema-direita Shas, sobre os Palestinos e o destino que deseja para eles:
"Abu Mazen e todas essas pessoas malignas deveriam desaparecer da terra"
"Deus deveria atacá-los e a esses palestinos - malvados que odeiam Israel - com a praga"
"Abu Mazen (nom de guerre for Abbas) and all these evil people should perish from this world,"

"God should strike them with a plague, them and these Palestinians,"

Qualquer semelhança com qualquer discurso de Hitler, não é mera coincidência.

E, aliás, o Rabino é reincidente. Em 2001 ele deu declarações semelhantes.
"É proibido ser misericordioso com eles. Você deve enviar mísseis para eles e aniquilá-los. Eles são maus e condenáveis",
"O senhor deve devolver as ações dos Árabes sobre suas próprias cabeças, destruir suas sementes e exterminá-los, devastar-los banir-los deste mundo ",
"It is forbidden to be merciful to them. You must send missiles to them and annihilate them. They are evil and damnable,"
"The Lord shall return the Arabs' deeds on their own heads, waste their seed and exterminate them, devastate them and vanish them from this world,"
Este é o pensamento Israelense, apenas nazismo.
 Vale à pena ler:

Sionismo e Nazismo: A legitimação do Genocídio

Sionismo e Nazismo: A legitimação do Genocídio [2]

O antissemitismo (sic) como legitimador de Israel

Dúvidas: Este vídeo, postado pelo McShuíbhne responde. Se ainda restar algo, a entrevista do Diário Liberdade com Ralph Schoeman é a solução.
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