segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fanatismo sem limites, de patológico a criminoso: É possível piorar?

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Alguns governistas começaram agora a acusar o PSOL de estar "aliado" com a Globo...

Só rindo!

Não está, obviamente, mas tem quem sonhe com isso! Afinal, é mais fácil atacar o inimigo para esconder seus problemas do que, oras, resolver seus problemas!

Usam a possível aliança do PSOL com o PV de Gabeira para tentar criar um factóide simplesmente lamentável.Uma aliança que, aliás, desagrada à maioria dos militantes e simpatizantes!

A verdade é que eles queriam que a Globo e a mídia em geral fizesse silêncio sobre o Freixo, afinal, eles apoiam o midiático Paes, chefe de milícia, e torcem pro Freixo morrer. O engraçado é que comemoram quando Dilma vai dar entrevista no JN, vai na festa da Folha... E o governo deles, obviamente, financia a mídia que tanto odeiam.

Mas é mais fácil criar um inimigo para justificar a corrupção, as privatizações, as criminalizações de greves e todas as demais mazelas do governo Dilma.

Mídia só pra eles, o resto não presta.

E as acusações de que o PSOL está aliado com o PSDB e o DEM? Aí quando a gente lembra que o PT é aliado do PSDB-MG e do DEM-MA eles se calam...

Se calam por alguns momentos, claro, depois o disco volta ao ponto inicial e continuam com a carga.

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sábado, 5 de novembro de 2011

Legitimidade: Apoiar a Ocupação na USP?

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Em post anterior, deixei clara minha posição de repudiar a presença da PM no campus, a posição de estudantes de direita ou simplesmente com preguiça de raciocinar e, claro, a posição do Reitor, mas, ao mesmo tempo, critiquei a atitude radical (beirnado a boçal) e intransigente de uma parcela dos estudantes que andam em círculos, repudiando a PM, mas não dando uma soloução que satisfaça o coletivo.

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É preciso colocar que o DCE apresentou propostas, ao mesmo tempo em que repudiou a reitoria e se mostrou contrário à ocupação.
Uma reivindicação histórica do movimento estudantil é a ampliação do efetivo da Guarda Universitária, o fim da terceirização da Guarda Universitária (tem uma rotatividade grande na segurança na USP), que ela tenha um papel preventivo e não repressivo, que receba treinamento em direitos humanos e criação de efetivo feminino pra lidar com os casos de assédio sexual e estupro, que ocorrem as dezenas e são abafados. Também melhora no sistema de iluminação (promessa que não sai do papel), ampliação da circulação no campus através dos ônibus circulares que têm em número restrito (por exemplo, não existe ônibus que vá do campus até a estação de metrô, como prometido), a ampliação do número de vagas de moradia no campus, pq ajuda a dinamizar a vida universitária, e o fim das restrições da circulação, porque o que aumenta os casos de violência é o fato de o campus ser um lugar ermo. 
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Durante a confusão, estudantes invadiram a direção da FFLCH sem nenhum tipo de consulta aos demais alunos sequer da faculdade (apenas cerca de 500 estavam presentes em uma espécie de assembléia que decidiu pela ocupação inicial) e, de quebra, mantiveram a ocupação apesar de uma assembléia posterior, mais ampla, ter votado contra.

A posição do DCE da USP, aliás, também é contrária à ocupação, que se mostra ilegítima frente à maioria dos estudantes.

Um grupo de ultraesquerdistas (MNN, PCO e LER), se apropriou das legítimas bandeiras e reivindicações dos estudantes e tomou para si a (ir)responsabilidade de manter a ocupação e a direção do movimento.
Uma assembleia realizada na noite de terça-feira (1º de novembro) votou pela desocupação do prédio administrativo da Faculdade de Filosofia (FFLCH), iniciada no começo de sexta, 28 de outubro. Mesmo assim, manifestantes iniciaram outra reunião, com quórum menor, e votaram pela ocupação do prédio da Reitoria – invadida minutos depois.
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Infelizmente, um setor minoritário do movimento, derrotado nesta votação, agiu de forma antidemocrática ao ocupar a reitoria, deslegitimando o debate feito no fórum de assembleia. A gestão do DCE-Livre da USP entende que tais práticas deslegitimam as instâncias do movimento e não contribuem para uma atuação consequente, democrática e de luta. É necessário que haja unidade do movimento estudantil para combatermos o projeto privatizante e excludente realizado pelo governo estadual e pela reitoria.
Mas, frente à possibilidade da PM intervir - à pedido do sempre ditatorial Reitor Rodas e da conivente justiça de São Paulo - muitos militantes passaram a dar seu apoio à ocupação.

Pois bem, eu discordo da forma e explico.

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Marcelo Freixo: Entre o fanatismo e o.... assassinato desejado?

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Marcelo Freixo, deputado estadual de destaque na luta contra as milícias está na Europa com sua família a pedido/convite da Anistia Internacional e da Front Line Defenders por 2 razões: Para dar palestras e para readequar sua segurança após as 7 ameaças de morte descobertas em menos de um mês contra ele.

A mídia - e jornalistas ligados à "blogosfera progressista" (que a cada dia mais vira uma blogosfera fanática petista, com raras exceções) - disseram que ele estaria se auto-exilando à convite da AI.
Enquanto Freixo segue para o exílio forçado, milicianos que trabalham a mando e sob os cuidados de políticos fluminenses, seguem dominando bairros e comunidades inteiras da Zona Oeste da cidade, numa microrreprodução do que ocorre em países como a Colômbia, onde as Farc e grupos paramilitares dominam grandes regiões nacionais – as quais não têm representatividade política oficial. Não obstante, o governo Cabral se gaba por sua política de segurança pública.
Marcelo Freixo, porém, JAMAIS afirmou que estaria se exilando, e sim que a AI há algum tempo insiste para que ele "saia desse foco", ou seja, o convite para palestras foi, também, uma forma de preservá-lo.

Mas a palavra "exílio", em momento algum saiu de sua boca. Este termo foi usado pela mídia e por jornalistas ligados aos "progressistas".

Ele afirmou que se ausentaria para reorganizar sua vida, para readequar sua segurança e que logo voltaria.
"Vou deixar o país, mas é por pouco tempo. Recebi um convite da Anistia Internacional e em função das várias ameaças e da pressão que isso envolve estou aceitando o convite. Só nesse último mês foram sete ameaças de morte. Mas volto antes de dezembro"
O blogueiro Marcos Pedlowski acerta:
Há quem veja na saída de cena do deputado Marcelo Freixo um ato de fraqueza pessoal. Em suma, Marcelo Freixo seria, na verdade, um frouxo. Mas como o conheço um pouco, sei que Freixo de frouxo não tem nada. Se está indo para a Europa a convite da Anistia Internacional é quase certo que algumas coisas o tenham levado a essa saída momentânea da cena política fluminense. Uma delas, e a mais evidente, é a incapacidade e até mesmo a falta de vontade política do governador Sérgio Cabral em igualar as milícias aos grupos narcotraficantes tradicionais. Uma evidência disto é que ao contrário dos narcotraficantes tradicionais, os líderes das milícias continuam presos em locais de onde saem pela porta da frente ou que quando dentro deles podem promover festas homéricas regadas a álcool e outras coisas mais.
O que fica claro é que o governo e a prefeitura do Rio não estão nem aí para investigar as ameaças contra Freixo, que comprovou inclusive com documentos o descaso do governo. Basta lembrar o caso da juíza Patrícia Acioli, que pediu proteção à justiça e ao governo, não recebeu, e foi morta pela mesma milícia que tenta matar o Freixo (ou milícias)
Aliás, o próprio Paes pode falar em nome das milícias.


De qualquer forma, a insegurança do Freixo é justificável. Ainda que ele tenha, novamente, declarado, que tenha resistido a sair, pois ele tme uma função pública a exercer e que não pode demonstrar fraqueza frente às milícias.

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O discurso e a prática dos direitos humanos sob Dilma Rousseff

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Não bastasse a flagrante ilegalidade na liberação de concessões para as obras em Belo Monte, as diversas decisões da justiça nas mais diversas instâncias pedindo ou exigindo a suspensão das obras - todas desrespeitadas pelo governo e pelo consórcio (ir)responsável -, o trator governamental que não respeita nada nem ninguém (com direito a presidente do Ibama dizer que tem o desejo de exterminar os índios), e mesmo os apelos da Prefeitura de Altamira (cidade mais atingida) para que a obra seja suspensa pelo não-cumprimento de nada do que foi acordado pelo governo, o Brasil continua sistematicamente desrespeitando tudo e todos.

Todas as instâncias locais, nacionais e internacionais que já cansaram de demonstrar a total e completa ilegalidade de Belo Monte. Mas para um governo cuja presidente se limita a esmurrar a mesa e afirmar que não se importa com nada e que Belo Monte sairá do papel, não surpreende o curso dos acontecimentos.

Casas de famílias são destruídas, violência sexual contra crianças cresce, e o rio Xingu poderá secar em sua volta grande e prejudicar indíbgenas, ribeirinhos, pescadores....
[...] a Volta Grande do Xingu, cerca de 100 quilômetros de rio, vai praticamente secar por conta do canal que desviará a água para a geração de enegia. Isso afetará não apenas a fauna e flora, mas também a navegabilidade para as populações tradicionais, seu acesso ao alimento através da pesca – noves fora as milhões de poças d’ água que serão maternidade de mosquitos causadores de malária.  
Mas o que esperar de um governo cujo partido principal, o PT, apaga sua história e criminaliza greves, abandona a Reforma Agrária, preferindo se aliar com latifundiário(a)s como Katia Abreu? E isso é só a ponta do iceberg.

Protestos contra Belo Monte são completamente ignorados. E não só pelo governo, mas em grande parte por muitos blogueiros e jornalistas que apoiam com maior ou menor grau de comprometimento o governo.

De quebra, estes mesmos blogueiros e jornalistas comprometidos de uma forma ou de outra com o governo chegaram ao ponto de fabricar uma notícia sobre a OEA ter voltado atrás na decisão de condenar o Brasil, assassinando tanto o jornalismo quanto o direito internacional.

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