Chegou ao fim mais um
congresso do PSOL, o terceiro que, infelizmente, mostrou que o PSOL quer ficar mal das pernas. Não eleitoralmente, pois vem numa crescente, com bons parlamentares e uma base que se amplia nas lutas diárias, mas mal das pernas internamente, ideologicamente e, enfim, em sua coerência.
Motivo de imensa crítica e mesmo uma das razões para a própria formação do PSOL foi a política de alianças promovida pelo PT que, basicamente, aceitava qualquer porcaria que tivesse um voto e estivesse disposto a alugar o passe por alguma boquinha, mamata ou mesmo corrupção descarada.
Mensalão é pouco perto do que está por trás das negociatas do PT, que agora paga aos "investidores" com abusos aos direitos humanos (Belo Monte é só um exemplo), com cargos mil, farras com dinheiro público e as famosas privatizações.
Derrocada
Mas, enfim, o PSOL nasceu como forma de combater tudo isto, de resgatar velhas bandeiras rasgadas pelo PT e pisoteadas pela militância fanática sempre pronta a se vender por pouco ou nada.
Mas já em seu terceiro congresso o PSOL demonstra uma fraqueza mortal, a mesma que acometeu o PT: A sede pelo poder a qualquer custo.
Não falo em corrupção, não chegamos a este ponto e sobra pouco espaço para isto entre dois gigantes do ramo, o PT e o PSDB, mas sim em uma fraqueza ideológica em se manter fiel aos princípios fundadores e se afastar dos aliados de primeira hora (PSTU e PCB) para arrastar asas para o PV (no Rio) e até para o PTB (no Amapá), e isso só pra começar a discussão.
Segundo
fontes, as alianças do partido com outros não-alinhados ao ideário de esquerda foram liberadas.
*Política de alianças eleitoral: O Diretório Nacional avaliará caso a caso as alianças políticas e sociais que avançarem para além da Frente de Esquerda (PSTU e PCB), cabendo somente somente a essa instãncia a decisão final sobre concretização das ampliações tendo como parâmetros a firme defesa do nosso programa.