Tsavkko Garcia, Raphael
Publication year: 2020
Ainda que escondamos em nossas elaborações pseudo-ideológicas, é evidente que todo eleitor, e isso independe de classe social, vota com a barriga e com o bolso. A única diferença é que, subindo a classe social, o passe fica mais caro. Eis uma dificuldade para o intelectual de esquerda que, possivelmente, custará uma nova derrota eleitoral: superar a visão romantizada do pobre como “povo dócil”, engajado, mas limitado por suas condições.

O funcionário público vota em quem promete aumentos à sua categoria e se opõe a privatizações, o professor universitário vota em quem defende a educação, quem passa fome vota em quem lhe promete encher a barriga, o empresário vota em quem lhe dará incentivos ou redução de impostos. Simplista? Sem dúvida, mas em linhas gerais é o caminho que a maioria trilha. Claro, existem outros interesses conflitantes, mas não surpreende que muitos expressem surpresa quando alguém, em tese, vota contra seus interesses ou os de sua categoria.

Chama atenção a perplexidade da esquerda com as novas pesquisas, que revelam aprovação recorde de Jair Bolsonaro, e com um crescimento sustentado pelo ganho de popularidade no Nordeste. Na maioria das respostas, vê-se uma região que, de um dia para o outro, teria deixado de ser o bastião do progressismo para ser o poço do atraso.

Full article at Entendendo Bolsonaro’s blog, hosted by Uol. Date of publication: 28/08/2020

Artigo completo no blog Entendendo Bolsonaro, hospedado pelo Uol. Publicado em 28/08/2020.

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